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Desde há uns anos para cá que tenho visto um esgrimir de argumentos sobre as vendas de jogadores de futebol e valores das mesmas. Qualificam um jogador pelo valor que se paga pelo mesmo e, no entanto, um jogador que poderá ser de extrema importância para uma equipa, poderá não fazer qualquer sentido no esquema táctico de qualquer outra. Isto para dizer que um jogador pode valer 35 milhões em determinado enquadramento, como pode valer pouco ou nada em qualquer outro.

Não podemos aqui esquecer ainda os intermediários que, como qualquer comercial, podem transformar um produto banal no mais polido e ambicionado do mercado. E dependendo dos bons contactos, favores a serem pagos, ou simples competência em vender o seu produto, podemos ver jogadores que pouco tenham demonstrado serem adquiridos por milhões mostrando-se posteriormente completos “flops” (o que de pouco importa para o empresário depois de receber a comissão) e outros que nunca passam de uma carreira mediana apesar de sempre mostrarem qualidade.

Renato Sanches é um exemplo de um jogador que saiu no verão e tem tido poucos minutos no seu novo clube Fonte: Facebook Oficial de Renato Sanches
Renato Sanches é um exemplo de um jogador que saiu no verão e tem tido poucos minutos no seu novo clube
Fonte: Facebook Oficial de Renato Sanches

O que quero dizer é que um jogador não é um fenómeno só porque alguém o avaliou em milhões, ou o adquiriu por esses valores absurdos. Um grande jogador tem de demonstrar em campo que efetivamente joga bem em qualquer equipa, sobre qualquer pressão, conseguindo construir uma carreira sólida, consistente, e tendo a hombridade de reconhecer o que pode melhorar, com quem e onde melhor possam potenciar as suas qualidades.

O problema é que, neste processo, o jogador é o que menos intervém e o que mais sofre caso uma decisão sobre a sua futura carreira seja mal tomada, ou seja tomada simplesmente com o propósito do lucro imediato (Bruma, Zé Turbo, Cassamá, etc). E as pressões para que os jovens sejam vendidos rapidamente e por valores astronómicos é enorme. E não falo das direcções dos clubes vendedores ou dos agentes dos jogadores, falo também dos próprios adeptos e sócios que argumentam entre si o valor recorde de venda de um jogador da sua equipa dando a parecer que o que interessa é tentarmos vender os nossos melhores jogadores por valores nunca antes praticados.

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