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Desde o início do mandato de Bruno de Carvalho, ao serviço do Sporting Clube de Portugal, que, claramente, os sportinguistas têm a esperança e a expectativa de que o clube possa voltar aos seus tempos áureos. Todos temos o desejo profundo de voltar ao Marquês, de gritar aos quatro ventos, que somos os Campeões!
Devido a este legítimo, mas complicado desejo, a exigência em relação à equipa profissional de futebol é cada vez maior. A certa altura, deixa de interessar, as formas de como o sucesso deverá ser alcançado e de facto, é esquecida a forma como a actual direcção encontrou o clube.
Eu, pessoalmente, não me esqueço no que o clube se transformou entre sensivelmente 2008 e 2013. Na forma como, de forma clara e acentuada, nos foi retirado o sentimento de grandeza e honra, que sempre caracterizou o clube e o sportinguismo. Para além dos claros decréscimos de qualidade e competitividade das nossas equipas, o velho rival, o SL Benfica, caminhou num percurso inverso, desportiva e financeiramente (não me compete, nem interessa, discutir o actual estado do Clube da Luz), mas a verdade é que as taças voltaram a encher o museu da Luz, enquanto o de Alvalade, raramente, registou um acrescimo digno da sua história.
Bruno de Carvalho, homem que claramente admiro, chegou com o intuito claro de mudar este paradigma. O presidente do Sporting Clube de Portugal quer devolver a glória ao leão. Mas ele próprio não se esquece do nosso lema, ele é o primeiro a dar-nos o exemplo de esforço, dedicação e devoção! Vive o clube de uma forma intensa, coloca os interesses do mesmo acima de quaisquer outros e tem um desejo ardente de devolver a glória ao clube.
Bruno de Carvalho teve, inicialmente, o condão claro, de cumprindo limitações financeiras, devolver competitividade às equipas de futebol do Sporting. Na primeira época iniciada já no seu mandato, passou de um sétimo lugar, para um segundo. Na segunda temporada, para surpresa de muitos, operou com sucesso o regresso de Nani ao seu ponto de partida. E na terceira época conseguiu executar o maior “roubo”, eventualmente de todos os tempos, entre os velhos rivais da segunda circular. Pegou em si, destemido e corajoso, e trouxe Jesus da Luz para Alvalade!
As expectativas, devido a alguns pequenos sucessos que Bruno de Carvalho foi, aos poucos, alcançando, já estavam altas e dispararam para o topo. Com o homem que, em seis anos, ganhou três campeonatos e perdeu dois na reta final, pelo Benfica, as coisas podiam e teriam que, finalmente, tomar o rumo das vitórias. O primeiro ano de JJ, ao serviço do leão, superou, eventualmente as expectativas, e foi perdido, de forma absolutamente inglória, tendo sido, o Sporting, o melhor segundo lugar de toda a história dos campeonatos nacionais, contabilizando uns incríveis oitenta e seis pontos, em cento e dois possíveis.
As expectativas, não pararam, portanto de aumentar.
Com sucessos cada vez maiores, os sportinguistas acreditam e exigem cada vez mais o título de campeão nacional, revelando de forma cada vez mais acentuada, o famoso bipolarismo que afecta a nação verde e branca, chegando ao céu nas vitórias e percorrendo todo o caminho nas derrotas, em direcção ao inferno.
Ninguém pode ficar contente com os contornos, por exemplo, do jogo de Guimarães. Eu próprio enchi-me de raiva e condenei o comportamento da equipa. Mas, jamais, colocarei tudo em causa, por um deslize! Porque sei, que quem comanda os destinos do nosso Sporting quer, tanto ou mais que nós, festejar no Marquês. E sei também que não se esquecem, de que quem connosco compete, leva 4 ou 5 anos de avanço, e principalmente tem uma máquina que domina todos os factores do jogo, dentro e fora das quatro linhas. Não lutamos com armas iguais, por mais que nos queiram fazer crer que sim mas, acima de tudo, vamos à luta e lutamos. Lutamos com a raça e o crer do leão!

Fonte: Sporting CP
Vamos à guerra com a nossa alma e, por isso mesmo, nós, os sportinguistas, merecemos tudo aquilo que desejamos, mas temos de saber gerir as nossas expectativas. Temos actualmente, depois de segundos, minutos e horas de trabalho árduo, um clube financeiramente equilibrado, e desportivamente estabilizado. As bases estão lançadas, e agora resta-nos, lutar, lutar e lutar! Resta-nos apoiar, apoiar e apoiar!
Tenho a esperança, que mais cedo ou mais tarde, a nossa hora chegará e peço aos “Deuses do Futebol”, que até esse momento, a nossa voz nunca se cale e que a nossa força brutal nunca se acabe!











