Publicidade

O guarda-roupa da discórdia e a bênção de maldizer | Sporting CP

Nuno Almeida · 3 min

O guarda-roupa da discórdia e a bênção de maldizer | Sporting CP

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Todos nós temos as nossas preferências, seja na comida, no que vestimos, cores partidárias ou futebolísticas. Temos o direito e a liberdade de escolher o que gostamos e, por isso, temos também o dever de aceitar os gostos dos outros.

E no que toca ao Sporting CP, nas últimas semanas tivemos muita gente a criticar o gosto de quem desenhou e aprovou o design do novo equipamento leonino. No entanto, também houve muita gente que gostou. É o que nos distingue como uma sociedade e um clube democrático. Todos temos o direito às nossas preferências.

Quanto à nova camisola, muitos foram os argumentos contra. Ou eram as listas que não deveriam ter aquele apontamento com linhas brancas, que efectivamente dão a sensação de que as listas são mais finas, ou porque a cor verde não corresponde ao “pantone” Sporting CP. As mangas brancas também não foram do agrado de muitos, assim como a parte de trás do equipamento. Houve ainda quem criticasse a fonte usada no design dos números nas camisolas. Os motivos foram muitos.

Eu devo dizer que sou dos que não gostou nada, assim como não gostei das listas “esborratadas” da camisola com que fomos campeões. E, no entanto, ganhámos. O que me leva a pensar que tanta discórdia e maldizer até nos esteja a trazer sorte.

Senão vejamos: no início da última época, começamos por criticar os nomes que iam surgindo como contratações certas do Sporting CP. Era Feddal, era Porro, Adán, eram só jogadores que nunca ninguém (quase) tinha ouvido falar, o que até levou a uma intervenção tipo “sketch humorístico” de um humorista afecto a um dos nossos rivais. Confesso que agora acho mais piada do que quando o ouvi pela primeira vez.

Feddal foi uma das mais agradáveis surpresas de 2020/2021, no Sporting CP
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Depois, quando se apresentavam os jogadores, era porque vinham mal vestidos (sempre uma questão de guarda-roupa), ou porque eram velhos e vinham já para gozar a reforma. E a verdade é que todos esses jogadores foram extremamente importantes na conquista deste campeonato. Foi ou não uma bênção?

Criticamos o valor que pagamos por um jovem treinador que nem isso era ainda, e que tinha feito carreira num dos nossos maiores rivais. Jovem que colocou o Sporting CP a jogar como já não se via há anos. Um mister com discurso agregador e assertivo que conseguiu lançar jovens da academia tornando-os campeões e futuras mais valias desportivas e financeiras. Criticar foi o melhor que poderíamos ter feito.

Ainda criticamos o Paulinho, pelo valor que tivemos que pagar e colocando em causa o seu valor desportivo. Assumo aqui que sempre gostei dele, e me desiludiu o seu rendimento no Sporting CP. A verdade é que foi ele a marcar o golo que nos consagrou como campeões. Mais uma bênção lançada pelas críticas.

Portanto, a ver como está a começar esta época, pode ser um bom pronúncio para mais uma época vitoriosa. Que essa camisola venha pelo menos abençoada.

Mas a verdade é que não deveríamos ser tão atritos a alterar um pouco o visual do nosso equipamento, até porque originalmente a equipa leonina vestia com uma camisola metade verde e metade branca. Duas listas ao alto, portanto. E não foi isso que fez com que o Sporting CP deixasse de ser um grande clube. Desculpem, enorme clube.

Vamos então continuar a criticar que já vimos que nos dá sorte, mas respeitando quem tem uma opinião e visão diferente da nossa.

Eu, por exemplo, que não gosto mesmo nada (acho que já disse) desta nova camisola, daqui a umas semanas já me habituei. E se começarmos a ganhar, então já nem vou reparar nas mangas brancas, ou nas linhas que rasuram as lindas listas verdes das nossas vestes sagradas e abençoadas.

Seja com este equipamento, com o Stromp, ou o alternativo, temos é que continuar a ganhar e a apoiar o Sporting CP!

Nuno Almeida

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.