Última horaEntre a ‘segurança’ e a ‘juventude’: Rui Borges com decisão importante a tomar nas próximas horas no Sporting
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King of the jungle

André Eusébio · 2 min

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Antes de mais, as mais sinceras desculpas pela “balda” da última semana, já que passei metade do fim-de-semana passado enfiado em aviões entre Portugal e Inglaterra. Não que alguém tenha notado a falta das minhas brilhantes e fundadas opiniões, mas pelo simples facto de que, quando a vida corre bem, “sportinguisticamente” falando, todos nós gostamos de ler, ver e consumir mais do mesmo, quanto mais não seja para saborear o momento.

E que momento, camaradas. Que bom é ser sportinguista estes dias. Que bom aparecermos Segunda-feira de manhã na escola, faculdade ou trabalho, de queixo levantado e sorriso nos lábios. Que bom sentir que chegou a nossa vez de mandar a piadola aos gajos que têm mandado piadolas todas as Segundas-feiras de manhã nos últimos anos.

E de quem é a “culpa” disto? Não quero individualizar. Podia, mas não quero. Não quero individualizar porque seria injusto para todos aqueles que não individualizaria. O facto de o Sporting estar em primeiro lugar no campeonato (que bem que sabe dizer isto) não se deve ao instinto assassino do Montero, ou à mestria do miúdo William, à segurança do Maurício, à liderança de Patrício ou ao crescimento de Martins. Não se deve a um ou a outro, mas ao todo. Aos 11 jogadores dentro de campo; aos que se sentam no banco, prontos para contribuir; ao patrão Leo Jardim; ao inteligente Inácio; ao comandante Bruno de Carvalho; ao sempre leal Paulinho; e, por último, a todos os que continuam a pintar Alvalade e estádios por esse país fora de verde e branco às riscas horizontais (e de roxo, ocasionalmente, vá…).

O povo está feliz. E porque não haveria de estar?

Joga-se à bola. Muito. Joga-se com alegria. Com golos. Muitos golos. Com vontade de fazer mais e chegar mais longe.

O grupo unido / Fonte: Instagram
O grupo unido / Fonte: Instagram

A única questão que eu pessoalmente gostava muito de ver respondida é: afinal somos candidatos ao título ou não?

Estou a brincar (eu sei, sou um palerma). Mas não. Não quero saber. Não quero. Não preciso de saber. Para quê? Para no final da época virem dizer que falhámos o objectivo estipulado? Que vantagem é que isso traz? Não entendo… E começa-me a irritar que todas as vezes que alguém do Sporting fala a um microfone, a perguntinha estúpida tenha invariavelmente de vir ao de cima. Epá, deixem os miúdos jogar à bola em paz.

Falando em jogar à bola, este Domingo à tardinha o Sporting invade Barcelos e defronta o Gil Vicente. Não vou perder tempo com meios elogios à equipa de João de Deus ou ao seu surpreendente 4o lugar esta época. Vamos lá ganhar, jogar bom futebol e voltar para casa a tempo do jantar. Com Benfica e Porto a receber Arouca e Braga, respectivamente, antes de nós jogarmos pode ser que tenhamos outra surpresazinha engraçada este fim-de-semana.

Eu sou bem capaz de passar no Sporting Clube de Londres, p’ró croquete e p´rá minizinha a fazer de lanche. Estão todos convidados.

Gostaria só de terminar com uma referência ao falecimento de Nelson Rolihlahla Mandela, sócio de mérito do Sporting Clube de Portugal.

Um enorme exemplo de esforço, dedicação, devoção e glória. Descansa em paz, Leão.

Mandela torna-se sócio de mérito so Sporting em 1997, com José Roquette / Fonte: Tasca do Cherba
Mandela torna-se sócio de mérito so Sporting em 1997, com José Roquette / Fonte: Tasca do Cherba

 

André Eusébio

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