Publicidade

Lendas do Universo Leonino: Liedson

Ricardo Vaz · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Em 1977 nascia o brasileiro Liedson da Silva Muniz, um jovem que chega “tarde” ao futebol, depois de ter trabalhado num supermercado. Iniciou a sua carreira futebolística em 2000 no clube Poções. Um jogador que se naturalizou português e que apenas representou equipas portuguesas e brasileiras.

Decorria o ano 2003 quando em Portugal, mais concretamente em Lisboa, aterrava um avançado do estilo “franzino” praticamente desconhecido no nosso país, para assinar pelos leões e assim chegar ao futebol europeu. Foi de leão ao peito que se mostrou ao mundo com as boas exibições realizadas. Em 2009 o atacante naturalizou-se português e foi recompensado com a chamada à seleção nacional portuguesa.

Durante as oito temporadas que envergou a listada verde e branca, Liedson realizou 313 partidas e fez balançar as redes adversárias por 172 vezes. Na sua estadia em Alvalade arrecadou o prémio de melhor marcador do campeonato nacional por duas vezes, nas temporadas 2004/05 e 2006/07.

Liedson deixa saudades a todos os sportinguistas
Fonte: Super SportingBola

A principal vítima de Levezinho como também era e será conhecido foi o grande rival de Lisboa, o SL Benfica – a defesa encarnada até tremia quando o apanhava pela frente.
O número 31 atribuído ao levezinho assentou-lhe que nem uma luva, pois acabou por ser um verdadeiro 31 para os adversários…eles que o digam. Dotado de uma velocidade e poder de finalização acima da média, deixa na memória de todos/as os/as sportinguistas que tiveram o privilégio de o ver jogar de verde e branco boas recordações, com golos para todos os gostos: de cabeça, com o pé esquerdo ou direito, de curta e longa distância e ainda acrobáticos. Com as boas prestações do jogador resultaram as míticas tarjas “Liedson resolve” e “Liedshow”.

Ao serviço da seleção das quinas envergou a camisola número nove, conseguindo faturar por quatro vezes nas quinze partidas realizadas. Na fase de qualificação para o Mundial 2010 foi preponderante por ter marcado o golo do empate frente à Dinamarca que daria acesso ao play-off. Na África do Sul a disputar o Mundial 2010, o atacante realizou três dos quatro jogos de Portugal, onde se estreou a marcar num Mundial, frente à Coreia do Norte na goleada por 7-0. Depois de terminada a presença no Mundial, o levezinho acabou por nunca mais ser convocado para a seleção portuguesa.

Em 2011, o avançado disse adeus à massa adepta leonina e regressou ao Brasil para voltar a vestir a camisola do Corinthians e posteriormente do Flamengo. Durante a estadia no Flamengo, Liedson foi ainda cedido a título de empréstimo ao FC Porto na segunda metade da temporada 2012/13, onde se sagrou campeão pela equipa portista, depois dos responsáveis leoninos não terem manifestado interesse no regresso de Levezinho.

Foi uma bonita e interessante carreira de um jovem brasileiro que se naturalizou português e brilhou em Portugal. Deixa muitas saudades o Levezinho!

Foto de Capa: Cortina Verde

Ricardo Vaz

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.