Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Mais uma pérola a fugir

Redação BnR · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

 

Foi oficializado o empréstimo de Daniel Bragança ao GD Estoril de Praia, equipa orientada pelo já conhecido Tiago Fernandes. Assim, o médio jogará a próxima temporada na Segunda Liga, num clube que tem aspirações de subir de divisão.

Na última época, o jovem centrocampista jogou pela equipa de sub-23 do Sporting CP na primeira metade da época, tendo realizado 20 jogos e cinco golos. Em Janeiro foi emprestado ao SC Farense, apontando dois golos em 16 partidas.

Na minha opinião, Daniel Bragança é o tipo de jogador que poderia ficar já no plantel do Sporting CP. É um jogador com um enorme potencial, com uma excelente qualidade de passe e visão de jogo. É um jovem extremamente inteligente e que com certeza rubricaria boas exibições, mesmo que não fosse titular indiscutível.

O jovem médio volta a ser emprestado a uma equipa da Segunda Liga
Fonte: Sporting CP

Apesar de ter atuado muitas vezes como médio defensivo, Marcel Keizer foi colocando-o durante a pré época em zonas mais avançadas, como médio ofensivo, onde ainda realizou alguns minutos.

Sinto que no Sporting CP se está cada vez mais a perder a identidade da formação. Os jovens que saem de Alcochete não estão a ser bem aproveitados e, tirando Thierry Correia, os jogadores formados por “nós” não têm tido reais oportunidades no clube. Mudança de estratégia? Não sei, mas se for, não me parece a mais indicada. Não é só Daniel Bragança a ser prejudicado, há vários nomes que podem ser referidos: Francisco Geraldes, Matheus Pereira, Miguel Luís, Filipe Chaby, Luís Maximiliano. São piores do que alguns que neste momento se encontram no plantel vindos do estrangeiro? Não creio.

Concluindo, é com alguma pena que não vejo ser concedida uma oportunidade ao jovem médio dos leões. Apesar de lhe reconhecer um enorme potencial, infelizmente não chegou para convencer os responsáveis do Sporting CP. Espero que não se esteja a perder uma das bandeiras do clube: a nossa formação. Porque continua a haver qualidade, pode é não estar a ter um bom aproveitamento.

Foto de Capa: Sporting CP

Revisto por: Jorge Neves

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.