Marcus Javier Acuña, 28 anos, nascido em Zapala, Argentina, também conhecido como “El Huevo”. Chegou a Alvalade em 2017 e trouxe consigo o sangue quente latino. Um jogador que dispensa apresentações, conhecido pela sua qualidade e irreverência. É o tipo de atleta que se ama ou se odeia. No meu caso, Acuña é um daqueles que admiro profundamente.

Tenho a sensação de que não é suficientemente valorizado por uma parte dos adeptos leoninos. A sua capacidade emocional poderá ser o principal fator que cria uma divisão, sendo inúmeras vezes criticado pela sua postura no plano psicológico. Embora concorde que ainda tem de evoluir nesse ponto, ao longo dos últimos tempos, tem-se verificado que o jogador já não é o mesmo de 2017, e a correção dessa característica tem sido desenvolvida.

Depois da lesão contraída na retoma do campeonato, está a ser pintado um cenário de que Acuña já não faz falta e que pode ser vendido, seguindo-se Nuno Mendes para ocupar a vaga no corredor esquerdo de Amorim. As boas exibições do jovem jogador da formação têm sido agradáveis, mas, atualmente, não há ninguém melhor do que Acuña para ocupar a posição de ala esquerdo.

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A qualidade que o argentino fornece à equipa coloca-o num patamar onde só estariam Jérémy Mathieu e Bruno Fernandes, na minha opinião. Há um Sporting CP com Acuña e outro sem – e eu não quero o Sporting CP sem esse jogador. A raça de Marcos Acuña é contagiante. É o tipo de jogador que qualquer equipa precisa e que é essencial para mover um grupo em torno de si.

Na vertente tática, destaca-se pela sua qualidade defensiva, pela ocupação dos espaços e na largura que dá ao jogo, correndo 90 minutos para a frente e para trás. Fisicamente é bastante forte. Geralmente, utiliza o seu corpo para ganhar vantagem na proteção da bola e fazer o típico movimento, em que deixa encostar o adversário e depois o tira do caminho.

Jorge Jesus foi o responsável pela sua vinda, e inicialmente colocou o jogador argentino a extremo esquerdo, num sistema de 4-4-2. Partilhava o corredor com Fábio Coentrão. Os dois formavam, na minha opinião, uma das melhores duplas que passou por Alvalade nos últimos anos (basta ver o vídeo que se segue).

Com Rúben Amorim, estou convicto de que Acuña será um jogador indispensável. O jovem treinador português já admitiu que ponderaria colocar o argentino em simultâneo com Nuno Mendes. Recentemente recuperado de lesão, pode fazer parte das escolhas do técnico para o embate frente ao Moreirense FC. Se o Sporting CP quer lutar pelo título na próxima época, tem de contar com este jogador.

Lanço o repto à Direção do clube para que faça todos os possíveis para mantê-lo no Sporting CP e resistir ao mercado de transferências. Borja é claramente curto para substituí-lo e Nuno Mendes, embora tenha deixado boas indicações, ainda tem muito para crescer.

Por último, nunca esquecerei que Marcus Javier Acuña faz parte de um leque de jogadores fiéis ao Sporting CP. Não rescindiu com o clube quando teve oportunidade, e nunca se aproveitou da situação débil para fazer aquilo que outros que cresceram aqui fizeram. Merece o respeito de todos os sportinguistas não só por isso, mas também pela qualidade que tem. Acuña está numa lista muito curta da qual me orgulho!

Artigo revisto por Mariana Plácido

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