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Marítimo SC 2-1 Sporting CP: Leões caem perante Bailinho da Madeira

Simão Mata · 4 min

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O calendário da primeira Liga portuguesa reservou para a última jornada um Marítimo-Sporting. Havia muito em jogo neste clássico do futebol português, essencialmente do lado sportinguista: a luta pela segunda posição no campeonato e a entrada na liga milionária na próxima temporada. O jogo cobriu-se, por isso, de um clima de emoções fortes.

A primeira parte foi bastante equilibrada, encaixando as duas formações perfeitamente uma na outra. Durante os primeiros cinco minutos, o Marítimo e o Sporting não tinham feito qualquer remate à baliza contrária. Assistiu-se, de início, a um jogo muito físico e disputado a meio campo.

Foi a equipa dos Leões a quebrar o estado de marasmo em que a partida se encontrava: começou por ganhar o meio-campo da formação da casa e isso fez com que se aproximasse mais vezes da grande área maritimista. Ao minuto onze assiste-se no Estádio dos Barreiros a uma excelente jogada dos Leões: passe de Fábio Coentrão para Bas Dost para o holandês “servir” na grande área Bruno Fernandes que proporciona uma excelente defesa ao guardião do Marítimo, o iraniano Amir.

Após um período de maior superioridade ofensiva do Sporting, por volta do minuto vinte, o Marítimo “cresce” no jogo, instalando-se no meio campo da formação lisboeta: aos dezanove minutos, o centro-campista João Gamboa remata, sem oposição, no coração da grande área dos leões, para uma interceção in extremis de Rodrigo Battaglia e, ao minuto vinte e três, excelente jogada coletiva da formação insular pelo lado esquerdo do seu ataque, contando com as incursões ofensivas do sempre inconformado Ghazarian.

Esta maior dominância do Marítimo na partida levou a que fosse a formação caseira a primeira a abrir o marcador. Foi logo ao minuto trinta e um, por parte do avançado Joel Tageu que rematou de cabeça após boa cobrança de um livre na zona esquerda do ataque maritimista de Edgar Costa. Saliente-se que o livre da formação de Daniel Martins foi na sequência de uma falta “desnecessária” de Fábio Coentrão, num lance aparentemente sem perigo para a baliza de Rui Patrício.

Mas a resposta do Sporting fez-se sentir logo no minuto seguinte. Corria o minuto trinta e dois quando Bas Dost empata a partida, após cruzamento rasteiro de Gelson Martins na ala direita do ataque dos Leões. Bas Dost, com calma e frieza que o caracteriza, remata para a baliza de Amir, deixando o iraniano completamente batido. Estava reposta a igualdade nos Barreiros.

Após o golo do Sporting, a equipa dos Leões cresce na partida e sucediam-se as oportunidades de golo. A equipa do Marítimo ia “vendo” o Sporting jogar, mas sempre muito bem posicionada em campo e aproveitando as inseguranças e precipitações de alguns jogadores do Sporting. Os momentos de superioridade dos Leões na primeira parte não ofuscavam a intranquilidade que sempre tiveram ao longo do jogo.

Bas Dosr foi o mais inconformado com o resultado
Fonte: Sporting CP

A segunda parte começou sem qualquer alteração nas duas equipas. Apesar de ter entrado melhor no segundo tempo, a equipa do Sporting “mastigava” muito o seu jogo no meio-campo maritimista. Muito mérito neste capítulo para a equipa de Daniel Ramos que fez muito bem o seu trabalho de casa.

Jorge Jesus não queria acreditar na quantidade de passes falhados dos seus jogadores. Sentia que tinha que fazer algo para mudar a sua equipa e é então que, ao minuto cinquenta e quatro, faz entrar Bryan Ruiz saindo Fábio Coentrão. Com esta mexida, o argentino Acuña assumia a posição de lateral-esquerdo, ficando o costa-riquenho na zona esquerda do meio-campo ofensivo. Se o lado esquerdo da equipa do Sporting se refrescava, o lado direito ia “mancando” muito por culpa de Piccini que ia acusando bastantes debilidades físicas. Ao minuto setenta e nove, Piccini pedia em campo, desesperado, a sua substituição.

Os minutos iam passando e o Sporting não ia conseguindo chegar ao tão almejado golo que o colocava na Liga milionária pois o Benfica vencia em casa o Moreirense. Mas a “falha” que sentenciou a partida estaria destinada ao mais insuspeito dos jogadores leoninos: Rui Patrício. Sim, esse mesmo. Sofreu, já em período de descontos, um monumental “frango” após incursão de Gahzaryan na área do Sporting que colocou o Marítimo na frente do marcador. Os jogadores do Sporting não acreditavam no que estava a acontecer no caldeirão dos Barreiros.

Em resumo, o resultado é justo. Ao longo de toda a partida, o Sporting mostrou-se como uma equipa desinspirada e pouco assertiva no último terço do terreno. Mérito para a equipa do Marítimo que conseguiu anular taticamente os principais jogadores desequilibradores dos Leões, criando também lances de grande perigo na baliza defendida por Rui Patrício. Os leões caíram perante o “bailinho da Madeira” e, devido ao facto do Benfica ter ganho, fica de fora da Liga dos Campeões da próxima temporada.

A FIGURA:

Fonte: Bola na Rede

Joel Tageu- Grande exibição deste jogador camaronês. Esteve no único golo maritimista que custou muito caro à equipa dos leões. Sempre muito móvel na grande área dos Leões, deu que fazer aos centrais do Sporting.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Sporting Clube de Portugal

Fábio Coentrão- esteve na origem da falta que deu o golo maritimista. Além disso, não fez uma exibição conseguida nos minutos que esteve em campo. Pedia-se muito mais ao jogador natural de Vila do Conde.

Foto de Capa: Marítimo SC

artigo revisto por: Ana Ferreira

Simão Mata

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