Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Matheus Nunes, o internacional português

Jorge Faria Sousa · 2 min

Matheus Nunes na Seleção
Foto: FPF

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Matheus Nunes: Do Ericeirense para o topo do futebol nacional

O jovem é um dos jogadores que mais evoluiu e cresceu, sob a liderança de Rúben Amorim. O médio leonino é hoje um titular indiscutível no Sporting CP, tendo um vínculo que se estende até 2025, com uma cláusula de rescisão de 60 M€ e um valor de mercado fixado nos 10 M€.

O número 8 dos leões, Matheus Nunes fez a sua formação ao serviço do Grupo Desportivo União Ericeirense, clube da Associação de Futebol de Lisboa, no qual também se estreou no futebol sénior durante a época 2016/17. Posteriormente, rumou ao Estoril-Praia SAD, onde esteve apenas seis meses e somou 20 jogos, divididos entre a equipa principal e a equipa sub-23. O jovem deu nas vistas em Alvalade, num jogo que opôs leões e o Estoril-Praia, a contar para a Taça da Liga.

No Sporting CP, Matheus representou os sub-23 na Liga Revelação, em 40 jogos, nos quais apontou três golos. Este período em Alcochete, fez com que o jogador evoluísse e se adaptasse plenamente ao clube. Com a chegada de Rúben Amorim, o médio cumpriu o sonho de chegar à esquipa principal, sendo o primeiro jovem a ser aposta do treinador leonino.

Matheus Nunes chamado à Seleção Nacional https://t.co/KMp7lvq3W3

— Diário Record (@Record_Portugal) September 30, 2021

Desde a sua estreia na equipa principal, Matheus já soma 60 jogos, quatro golos e cinco assistências, tendo conquistado um campeonato, uma Taça da Liga e uma Supertaça. É um jogador versátil que pode alinhar como “oito” e como médio defensivo e que se destaca, pela sua agressividade, intensidade, qualidade de passe, pela capacidade de equilibrar a equipa no processo defensivo, com chegada a zonas de finalização, capacidade de transporte de bola e boa meia distância.

A importância de Matheus Nunes no Sporting, as suas boas exibições, o seu crescimento e evolução, levaram a que fosse chamado para a seleção portuguesa. Tendo tido a possibilidade de escolher, optou por Portugal em detrimento do Brasil. Sendo que, entre os convocados de Fernando Santos é um jogador com características distintas e por isso, poderá ser opção nos próximos embates.

Matheus Nunes é sem dúvida, um jogador de enorme potencial e ainda com margem de progressão. Mas ao mesmo tempo, é sobretudo um exemplo para outros jovens, cumpriu vários sonhos, ser campeão nacional, ser internacional, jogar Liga dos Campeões, jogar no Sporting Clube de Portugal. Um trajeto brilhante, do Grupo Desportivo União Ericeirense, para o topo do futebol nacional.

Jorge Faria Sousa

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.