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Matheus Reis: O patinho feio que tem dado ares de cisne

Matheus Reis dá garantias de futuro?

Desde a saída de Nuno Mendes para o Paris Saint-Germain que o Sporting CP não voltou a ter a estabilidade que tinha no corredor esquerdo.

Saída de Nuno Mendes, chegada de Vinagre

O prodígio formado em Alcochete e agora internacional A pela seleção portuguesa começou a temporada ao serviço do clube de Alvalade. De leão ao peito ainda venceu a Supertaça frente ao SC Braga, tendo jogado os 90 minutos. Depois disso esteve afastado por lesão durante dois jogos. Voltou com o Belenenses SAD e contra o FC Famalicão regressou ao 11 inicial.

O jogo contra os famalicenses foi o seu último. Jogou que terminou empatado a uma bola, com autogolo do próprio Nuno Mendes. Obviamente não teve o melhor jogo de despedida, mas a verdade é que saiu como campeão nacional, como vencedor da Taça da Liga e iniciou a época 21/22 com um troféu (a Supertaça).

Rúben Vinagre chegou a Alvalade ainda com Nuno Mendes no plantel. Tanto um como o outro ainda estavam longe da melhor forma física quando Nuno se lesiona. Surge a primeira oportunidade para o recém-chegado mostrar o seu valor. Deixou boas indicações.

Acontece que, o quadro pintado aos sportinguistas foi que Vinagre faria esquecer o internacional A português. Até ao momento, o jovem português proveniente do Wolverhampton Wanderers FC não foi capaz nem de fazer esquecer Nuno Mendes nem de agarrar o lugar, levando Amorim a procurar soluções em Matheus Reis e em Nuno Santos.

O lateral emprestado pelos Wolves ainda não foi capaz de meter Vinagre nisto, de colocar toda a sua qualidade na função que veio desempenhar ao serviço do clube leonino. Chegar ao nível que o atual defesa do PSG apresentou em Portugal dificilmente chegará, pois foi sem dúvida o melhor lateral-esquerdo que vi jogar no Sporting, mas apresentar um nível que o leve a agarrar o lugar e que leve o clube a exercer a cláusula de compra é o que se espera dele.

Instabilidade à esquerda

No regresso do Sporting à Liga dos Campeões, Vinagre foi o escolhido para a posição de lateral-esquerdo. Foi um jogo para esquecer. Anthony foi um pesadelo para o jovem leão, que certamente não pregou olho nos dias seguintes.

Ghezzal Ruben Vinagre
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

De volta ao campeonato, Amorim mantém a aposta em Vinagre. Dois jogos, duas exibições tremidas. Chega o jogo com o Borussia Dortmund e o treinador dos leões opta por Matheus Reis à esquerda. Contra o Arouca Matheus Reis continua no onze, mas desta vez a central, com Nuno Santos a ser a opção para a lateral.

Na Taça de Portugal frente ao CF “Os Belenenses”, que está no campeonato de Portugal, Amorim dá uma oportunidade a Vinagre. Mas contra o Besiktas Matheus Reis volta a ser o escolhido para a posição de lateral. Rúben Amorim dava a ideia de que Vinagre ainda não estava preparado para jogos do nível da liga milionária.

Contra o Moreirense FC, para o campeonato, o comandante leonino volta a usar o brasileiro a central, com Nuno Santos à esquerda. Chega a estreia na nova edição da Taça da Liga. Encontro frente ao carrasco FC Famalicão. Os de Alvalade ainda não os tinham conseguido vencer desde que subiram à primeira liga. Vinagre entra diretamente para o onze.

Do jogo contra o Famalicão até ao último frente ao FC Paços de Ferreira, série de três jogos, o lateral emprestado pelo Wolves não voltou a ser titular. Matheus Reis fez dois jogos consecutivos a lateral (Vitória SC e Besiktas) e na partida frente ao Paços jogou a central e fez provavelmente o seu melhor jogo desde que chegou ao Sporting.

Matheus Reis a surpreender

Nos últimos quatro jogos que disputou, o defesa brasileiro esteve em destaque, e pela positiva. O jogador que muitos veem como o pior do plantel leonino apresentou-se com tremenda confiança, surpreendendo os sportinguistas.

Na partida diante do Besiktas, Matheus Reis desempenhou o papel de lateral-esquerdo, aquele que mais problemas tem dado a Rúben Amorim. Defensivamente já mostrou ser melhor que qualquer um dos seus oponentes, Rúben Vinagre e Nuno Santos. E por isso mesmo, o treinador optou por ele nos encontros frente ao Dortmund e frente ao Besiktas.

Matheus Reis Sacko
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Já no encontro contra o Paços de Ferreira, Matheus Reis jogou a defesa-central do lado esquerdo. A meu ver, apesar de ter estado realmente bem diante da campeão turco em título, neste jogo na capital do móvel, o brasileiro foi um dos melhores jogadores em campo. Esteve em todo o lado. Imponente a nível do corte e da antecipação e muito lúcido a sair a jogar. Ele que com bola costuma dar pouca confiança aos adeptos, nesta última partida do campeonato parecia outro jogador completamente diferente.

A dinâmica que ofereceu com Nuno Santos que ocupou a lateral-esquerda foi extremamente interessante e deu muita vida ao corredor esquerdo no processo ofensivo. Não foi a primeira vez que ocuparam estas posições com ambos em campo, mas foi o jogo em que se deram melhor.

Matheus Reis a continuar com esta confiança tanto pode ser útil a central como a lateral, sendo, na minha opinião, mais forte a central. Tem ocupado estes lugares quando há necessidade, mas nunca se afirmou como a solução.

A gestão física de Feddal vai-lhe dando a oportunidade de somar minutos, assim como a dificuldade de Vinagre em se afirmar do lado esquerdo. Matheus Reis é polivalente e a jogar como tem jogado ultimamente merece ter um lugar assegurado no onze, pelo menos por enquanto.

 

 

Componente 5 – 1 (1)

Desde que se lembra que o Miguel joga à bola. Sentiu sempre uma ligação com a redondinha. Com 7 anos de idade começou a ir a Alvalade e desde então é raro falhar um jogo. Aos 13 iniciou a sua carreira no futebol federado. E para sua tristeza, há cerca de dois anos pendurou as botas. Mas não largou a maior paixão que tem na vida. Estuda jornalismo na ESCS e é por intermédio da comunicação que quer acompanhar o futebol daqui para a frente.                                                                                                                                                 O Miguel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Desde que se lembra que o Miguel joga à bola. Sentiu sempre uma ligação com a redondinha. Com 7 anos de idade começou a ir a Alvalade e desde então é raro falhar um jogo. Aos 13 iniciou a sua carreira no futebol federado. E para sua tristeza, há cerca de dois anos pendurou as botas. Mas não largou a maior paixão que tem na vida. Estuda jornalismo na ESCS e é por intermédio da comunicação que quer acompanhar o futebol daqui para a frente.                                                                                                                                                 O Miguel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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