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Pedro Gonçalves aka “Pote” tornou-se no terceiro reforço do Sporting CP e depressa um grande alvoroço formou-se em torno desta notícia. Infelizmente, não estou muito entusiasmado com a vinda do médio de 22 anos, embora reconheça a sua qualidade. Duvido, sim, dos contornos deste negócio e preocupa-me muito o modus operandi de Frederico Varandas e a sua entourage no mercado de transferências.
Basta verificar a disparidade entre o discurso de Frederico Varandas carregado de soberba sobre a preparação da época passada e o que no plano da realidade veio a acontecer. Deixar que um clube como o SC Braga, que nem o dobro do orçamento do Sporting CP, o passe à frente, é o reflexo de uma incompetência relapsa que agora já não deixa dúvidas.
O balanço negativíssimo da época passada que, sublinhe-se e bem, foi preparada única e exclusivamente pela actual Direcção, foi a confirmação da sua a total inabilidade no que diz respeito à sua actuação no mercado. Há razões muito sérias para os Sportinguistas preocuparem-se não apenas sobre o futuro imediato do Sporting CP, em concreto, no que diz respeito à próxima época que está prestes a iniciar-se, mas também sobre a estabilidade do Clube a longo prazo.
Pessoalmente, tenho poucas expectativas sobre a construção do plantel leonino para fazer face aos desafios da época 2020/21. Na verdade, a preparação da nova época já começou inquinada e tudo leva a crer que o filme de terror da época passada terá uma Parte II.
Vejamos:
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A Instituição Sporting CP continua a ser apelidada de caloteira, mas parece que o novo coronavírus serve de justificação para todos os alegados incumprimentos.
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Os futuros prémios a receber pelo Sporting CP em competições da UEFA estão penhorados.
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O Bétis exigiu garantias bancárias e cláusulas penais ao Sporting CP no negócio de Feddal, o que é bem revelador da actual falta de credibilidade do clube leonino em honrar as suas obrigações.
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O Sporting CP não conseguiu ainda a renovação do contrato de Joelson.
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O Sporting CP não consegue vender o seu jogador mais “valioso”, Marcos Acuña, adquirido pela anterior Direcção.
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O Sporting CP não consegue colocação para os diversos jogadores que adquiriu através da actual Direcção sem incorrer em prejuízos e no pagamento de comissões avultadas a agentes ou intermediários.
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Saem da estrutura do futebol leonino Raul José, Miguel Quaresma e Beto, reputados por Frederico Varandas como “homens certos” para o futebol do Sporting CP.
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No arranque dos treinos do plantel, deparamo-nos com jogadores a treinar à parte de um grupo principal o que leva a crer que se tratam de jogadores para dispensar ou vender. Se os mesmos já estavam desvalorizados, esta falta de cuidado (ou o que quiserem chamar) é um convite para outros clubes os virem buscar a preço de saldo ou a custo zero.
Entretanto, as démarches que o Sporting CP tem feito no mercado não são animadoras. Os únicos reforços condignos são Daniel Bragança, que regressa a casa depois de uma grande época emprestado ao GD Estoril Praia, e Pedro Gonçalves, proveniente do FC Famalicão.
🗣 “É um grande orgulho poder vestir esta camisola. De certeza que vou dar tudo por este símbolo e pela família Sportinguista”@Pedro70Pereira já veste de verde e branco 🦁 #EuSouSporting pic.twitter.com/tWzxU7fy5v
— Sporting Clube de Portugal (@Sporting_CP) August 19, 2020
Quanto a “Pote”, é reconhecido que se trata de um bom jogador, todavia os moldes em que é feita a compra de metade do seu passe a um clube satélite de Jorge Mendes, por cerca de sete milhões de euros, soam muito a negócio ruinoso.
Convirá recordar que há não muito tempo o Sporting CP comprou 100% dos direitos económicos de jogadores de elevada qualidade que a actual Direcção vendeu e quer vender. Refiro-me, por exemplo, a Bruno Fernandes (8,5 milhões de euros), Wendel (8 milhões de euros) e Raphinha (6,5 milhões de euros).
Por outro lado, é curioso notar que o Sporting CP aborda este negócio valorizando em 14 milhões de euros um jogador de 22 anos com apenas uma época a bom nível, enquanto pondera vender Acuña por 10 milhões de euros, conforme tem vindo a ser falado pela comunicação social. De facto, a actual Direcção tem sido pródiga a valorizar o que vem de fora e a delapidar os seus activos, o que é algo inaceitável.
Este último ponto leva-nos para uma conclusão que deveria preocupar todos os Sportinguistas: a actual Direcção não sabe, ou não quer saber, comprar jogadores e, como tal, entrega o Sporting CP como refém de empresários e agentes duvidosos ou de acordos mirabolantes com clubes como o Wolverhampton Wanderers FC. Entretanto, os sócios e adeptos do Sporting CP vão sendo brindados com levas de “Fernandos” e “Jesés” a espalhar a sua magia pelo relvado de Alvalade.
Por enquanto, os Sportinguistas vão sendo entretidos com as maravilhas do i-Voting, como se se tratasse algo imprescindível para o Clube e que não é mais que um prelúdio para a venda da SAD leonina.
Todos estes maus augúrios fazem recear que a próxima época possa vir a ser ainda pior do que a passada. Mas espero estar enganado e que o Sporting CP possa estar seriamente na luta pelo título.
Foto de Capa: Candidatura “Unir o Sporting”
Artigo revisto por Joana Mendes












