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Moreirense FC 1-1 Sporting CP: Muita Champions na cabeça e pouco ritmo nas pernas

Cláudia Figueiredo · 4 min

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Depois da jornada da Taça da Liga, o Sporting voltou aos confrontos para o campeonato com a deslocação a Moreira de Cónegos para defrontar uma equipa que precisava urgentemente de pontos para conseguir sair da zona de despromoção. Com Acuña de fora dos convocados, Jorge Jesus apostou nos onze titulares habituais, provavelmente também aqueles que mais garantias lhe davam para este jogo. Na baliza, o inevitável Rui Patrício seguido de uma defesa composta por Fábio Coentrão, Coates, Mathieu e Piccini que voltou à titularidade depois de Ristovski ter feito uma exibição bastante positiva frente ao Marítimo. A William Carvalho estava entregue o papel de patrão do meio-campo seguido de Bruno Fernandes. As alas ficaram entregues a Bruno César e Gelson Martins enquanto que Alan Ruiz surgia no apoio a Bas Dost, o homem mais avançado no terreno.

Pela abordagem da equipa técnica, isto é, sem poupanças a pensar no futuro próximo, o objetivo passava por somar mais três pontos para continuar na frente do campeonato português. No entanto, apesar dos corpos estarem em Moreira de Cónegos, muitas cabeças já estavam no jogo com o Barcelona. O Sporting entrou em campo com um ritmo baixo e à procura que a sorte do jogo lhe sorrisse mais cedo ou mais tarde mas do outro lado estava uma equipa à procura de dar a volta ao seu mau momento e, por isso, com pouco a perder. O Moreirense foi sempre irreverente e esteve sempre à procura de mais.

Na primeira parte, o Moreirense conseguiu criar várias ocasiões de perigo sobretudo através de contra-ataques rápidos. Nos primeiros dez minutos de jogo há pouca história para contar: o Moreirense ia chegando à baliza verde e branca enquanto que o Sporting dava o ar da sua graça sobretudo com recurso a livres, com excepção de uma boa jogada de Gelson que deixou a bola em Alan Ruiz. O argentino rematou em arco mas a bola saiu ao lado. A partir daí, Tozé, Rafael Costa e Peña tornaram-se uma grande dor de cabeça para a defesa do Sporting.

A partir dos vinte minutos de jogo, as ocasiões de perigo passaram sobretudo pelos três jogadores da linha da frente do Moreirense que encontraram em Rui Patrício uma muralha (quase) intransponível. Com o árbitro quase a apitar para o intervalo, o Sporting ainda viu Luís Godinho anular um golo de cabeça de Alan Ruiz por falta de Bas Dost sobre Jhonatan, o guarda-redes do Moreirense. Na sequência dessa jogada, Rafael Costa aproveitou uma desatenção de Piccini e Bruno César, rematou forte e inaugurou o marcador. Sem grande surpresa, o Moreirense foi para o intervalo em vantagem.

O Sporting foi para o intervalo em desvantagem no marcador Fonte: Sporting CP
O Sporting foi para o intervalo em desvantagem no marcador
Fonte: Sporting CP

A segunda parte não foi muito diferente da primeira, excepto que o Sporting entrava em campo em desvantagem e, por isso, teve que correr atrás do resultado. Apesar do ritmo de jogo não aumentar, o Sporting foi combativo e tentou ser eficaz mas não conseguiu. Antes do apito de retoma do encontro, Jorge Jesus deixou Alan Ruiz no balneário e fez entrar Doumbia na esperança de ganhar rapidez na frente de ataque. O Sporting ia jogando sem grande perigo e nem mesmo os livres de Bruno Fernandes levavam perigo de maior à área adversária. À hora de jogo, surgiu o golo leonino. Na sequência de um canto, William Carvalho rematou na resposta a um ressalto e a bola bateu Jhonatan antes de esbarrar no central Aberhoune.

Na resposta, o Moreirense levou perigo à baliza de Rui Patrício novamente por Rafael Costa mas o português estava atento e segurou o remate de fora da área. Pouco depois, Battaglia rendeu Bruno Fernandes – obviamente já a pensar no jogo de Quarta-Feira – mas foi Gelson quem fez estremecer os ferros da baliza do Moreirense. Do lado do Sporting, Bruno César saiu esgotado para dar lugar a Iuri Medeiros enquanto que Manuel Machado tirou o irrequieto Peña e colocou Aouacheria no seu lugar. Aos noventa minutos de jogo, William ainda teve na cabeça o golo da vitória mas após cabeceamento a bola saiu por cima da baliza contrária. O Sporting ainda bombeou bolas para a área mas Rui Patrício ainda teve que voltar a aplicar-se.

O Sporting perde os primeiros pontos na liga portuguesa em vésperas de jornada europeia. O FC Porto (e a liderança) ficam assim a dois pontos de distância, num jogo onde o Sporting não fez tudo o que estava ao seu alcance para vencer o jogo. O jogo acaba com um empate inteiramente justo para ambas as partes e como prémio para o Moreirense que foi uma equipa competente perante um candidato ao título.

A FIGURA

Fonte: Daily Star
Fonte: Daily Star

Rui Patrício – O internacional português e campeão europeu teve muito trabalho na baliza leonina. Tozé, Peña e sobretudo Rafael Costa passaram a noite a testar a atenção de Rui Patrício. Tanto em resposta a remates de fora da área como jogadas de perigo perto da sua baliza fez tudo o que pôde para que o Moreirense não conseguisse um resultado mais satisfatório. Respondeu bem em várias situações e voltou a ser preponderante na baliza do Sporting.

O FORA DE JOGO

Fonte: Sporting CP
Fonte: Sporting CP

Iuri Medeiros – Iuri fez várias pré-épocas na equipa do Sporting e nunca convenceu. Este ano, Jorge Jesus deu-lhe uma oportunidade apesar de, mais uma vez, não ter convencido. Agora em competição é possível tirar conclusões: o miúdo parece não aguentar o peso da responsabilidade que é vestir a camisola do Sporting Clube de Portugal. Entrou a vinte minutos do fim e não acrescentou nada à equipa quando esta mais precisava dele. Uma mão-cheia de cruzamentos e passes sem nexo são o resumo da noite.

artigo revisto por: Ana Ferreira

Cláudia Figueiredo

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