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Esta época futebolística que corre está a tornar-se bastante complicada e ameaça não melhorar.

O facto de vermos os nossos adversários a cerrar fileiras contra o Sporting é um sinal evidente de que finalmente estamos fortes, e fazemos frente a qualquer um que se apresente como adversário.

E é fácil comprovar este argumento, senão vejamos: há algumas épocas atrás, o Sporting não podia ambicionar a mais que o terceiro lugar, tendo mesmo ficado em sétimo. E, em muitas épocas, em Novembro já estávamos arredados da luta pelos primeiros lugares. Tudo encarado com normalidade, não se levantavam ondas, éramos o clube mais simpático da liga e já quase éramos tratados como a Académica (muito eu respeito essa instituição, e não é o que está em causa) que sempre recebeu simpatia de todos e era reconhecido como o segundo clube de qualquer adepto de futebol.

Sobre nós, nesses anos de “paz” do futebol português, só faltava aos adeptos dos nossos rivais dizerem que depois do seu clube do coração, o Sporting era o seu segundo amor. Não acho que tenha sido mau ter tanta simpatia do nosso lado, mas não nos trouxe grande coisa em termos de títulos, ou da simples alegria das grandes vitórias.

O que eu me fartei de ouvir de adeptos rivais, “Se não pudermos ser nós a ganhar, que ganhem vocês”. Isto confortava-me, mas era como um medicamento que atenua a dor mas não a elimina, porque no fim era o clube simpático que perdia.

Podem dizer que nestes últimos anos também não tivemos títulos, o que reconheço, mas estivemos muito mais perto, e não fossem algumas “penas” que pousaram no lado contrário da balança, e já poderíamos ter mais uns quantos troféus no nosso museu.

Para que essas “penas” façam a diferença a nosso favor, no dia que nos calhar a nós (porque tenho a certeza que não são ali colocadas de propósito, certo?), temos de estar perto dos primeiros para que faça a diferença. Se estivermos a 20 pontos do primeiro ou do segundo, bem podem cair “penas” no nosso lado da balança… (porque caem, apesar de não caírem tanto como para outros).

E porque o futebol é jogado e dirigido por humanos, que erram, temos de estar sempre em boa posição para podermos aproveitar o erro alheio. O erro vai aparecer para nós e para eles, só temos de errar menos que os outros.

Já quando o erro surgir por parte de quem dirige o jogo, temos de tornar que, na dúvida, seja muito mais difícil decidir contra nós. Porque se continuarmos a ser o clube simpático que não levanta ondas, nem mesmo quando prejudicado a olhos vistos, qual acham que será a decisão em lances de dúvida e difícil julgamento? De certeza que será contra o clube que se cala, ou que não tem força de mobilização por parte de adeptos, sócios e direcção.

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