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O caso de David Wang

Redação BnR · 2 min

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Surgiu no dia 24 de Junho uma notícia no jornal espanhol ABC que falava do estranho caso de David Wang, jogador que na última época esteve cedido pelo Wolverhampton ao Sporting CP.

Segundo o ABC, a ascensão do jogador chinês no futebol europeu tem muito que se lhe diga. Passo a explicar: David Wang jogava num modesto clube espanhol, o Jumilla FC, clube chefiado por Li Xiang. Apesar de nunca ter demonstrado grande potencial quer na formação quer no futebol sénior, a verdade é que após contactar a agência Nama Sport, em 2017, o jogador apareceu na lista do The Guardian de 60 melhores jogadores nascidos no ano 2000, o que muitos consideraram ser um ultraje face às poucas qualidades que o jovem avançado havia demonstrado ao longo da sua carreira.

No verão de 2018, o jogador natural de Cuenca foi transferido para outra equipa modesta em Espanha, o Estudiantes, que também tinha ligações a Li Xiang. No entanto, o que desencadeou todo este mistério em volta do jogador foi a sua transferência para o Wolverhampton, equipa liderada por outro presidente chinês, Jeff Shi, em Janeiro de 2019.

Contudo, nada disto interessaria aos adeptos leoninos não fosse o jogador ter chegado por empréstimo no mesmo mês ao Sporting CP. Quando o caso já parecia algo estranho, eis que o avançado de nacionalidade chinesa chegou para se juntar à equipa de sub-23 dos leões, não tendo somado qualquer minuto com a camisola verde e branca vestida. Neste momento, após ter terminado a duração do contrato, David Wang voltou para a China.

Wang foi emprestado ao Sporting CP mal assinou pelo clube inglês
Fonte: Wolverhampton Wanderers FC

São muitas as questões que podem ser colocadas. Porque é que o Sporting CP quis o jogador? Houve relatórios de observação? O jogador veio para acrescentar algo à equipa? Se veio, porque é que não somou qualquer minuto?

Tudo isto é estranho e misterioso, mas a imprensa portuguesa não pegou no caso. Quando o futebol parece cada vez mais envolto em poeiras estranhas e não se sabe de onde e para quem vai o dinheiro, eis que o nome do Sporting CP se vê desnecessariamente envolvido nesta história.

Concluindo, penso que os adeptos deviam questionar o motivo desta transferência ao próprio presidente, que nunca deu qualquer justificação. O Sporting CP não é um clube qualquer, tem de ser idóneo e respeitado. Gostaria apenas de deixar mais uma nota: Leonel Pontes treinou no Jumilla FC e há poucos dias foi anunciado como treinador dos sub-23 do Sporting CP. As dúvidas persistem.

Foto de Capa: Wolverhampton Wanderers FC

Redação BnR

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Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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