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O caso William e que “Manel” fará o lugar. Ou devíamos ir ao mercado?

José Duarte · 2 min

O caso William e que “Manel” fará o lugar. Ou devíamos ir ao mercado?

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a norte de alvalade

A lesão de William rebentou que nem uma bomba. A sua ausência é com toda a certeza muito mais do que uma péssima notícia. Representa, a par da lesão de Ewerton, uma forte contrariedade e uma aparente diminuição da nossa capacidade competitiva. Enquanto se elaboram as mais escabrosas teorias da conspiração à volta do sucedido, é minha opinião que, acima de tudo, parece estarmos presentes frente a um daqueles casos em que todos falharam.

Falhou a equipa médica da federação, que não terá valorizado as queixas do jogador, não tendo por isso agido preventivamente, realizando exames complementares de diagnóstico. Falhou o jogador mais ou menos pelas mesmas razões. Falhou o departamento de futebol do clube por, talvez também pelas mesmas razões, não se ter inteirado do estado dos seus jogadores no final da competição. Falha que, por não ter nenhum alerta a montante, é desculpável mas não pode deixar de servir como ensinamento.

Sporting-William-Carvalho-480-GettyImages
William vai falhar pelo menos 10 jogos oficiais
Fonte: foxsports.com.br

Por outro lado, esteve muito bem o departamento médico do clube por ter actuado de imediato perante queixas não muito relevantes, actuação que certamente contribuiu para que o problema não se tornasse ainda maior e mais grave. O que rejeito liminarmente é que o jogador tenha jogado lesionado com conhecimento de algum responsável, seja ele médico e/ou técnico ou federativo.  É já um lugar comum dizer-se que uma crise é também uma oportunidade. Fazendo jus às suas origens, William é desde o seu aparecimento, não um eucalipto, mas um frondoso embondeiro sob o qual não há mais espaço para nenhuma outra árvore, apenas erva rasteira. O afastamento prolongado de William representa isso mesmo – uma oportunidade – para os jogadores que, estando já no plantel, viviam sob a sua enorme sombra.

Os principais candidatos são Oriol Rosell, Wallison e Palhinha. Isto porque não me parece crível que JJ abdique de um jogador com um perfil físico de baixa envergadura para o lugar de William. Ora Palhinha está lesionado, pelo que a luta será, para já, a dois. Wallison já jogou e foi até o primeiro jogador a marcar nesta nova época, frente à equipa B. Rosell tem de subir muito os níveis de intensidade com que nos habituou. As suas aparições no ano passado deixaram um rasto misto, de aparente potencial contrastando com pouco nervo e capacidade de reacção. Tem a seu favor, quanto a mim, a falta de continuidade, o que normalmente é fatal para alcançar o ritmo de que um jogador necessita para vingar. Há sempre a possibilidade de procurar fora de casa a resolução do problema que a ausência de William agora suscita. Uma solução em que os constrangimentos de ordem financeira constituem o principal entrave logo à partida. Mas, atendendo às ambições e aos compromissos do clube, talvez deva ser uma possibilidade a contemplar de imediato se se entender que não há solução satisfatória nos quadros do clube. É que William só poderá regressar em Outubro mas a possibilidade de a boa forma acontecer em simultâneo, não sendo impossível, é também remota. E até Outubro grande parte da sorte da época pode muito bem estar traçada.

José Duarte

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