Publicidade

O glamour da verdade desportiva

António Gonçalves · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

sporting cp cabeçalho 2

O SL Benfica, após o empate que teve em Vila do Conde, não hesitou em iniciar uma nova propaganda. Nas últimas temporadas, a contar com a actual, quando a equipa encarnada não vence, inicia uma valsa premeditada de suspeitas sobre clubes a coagir árbitros, pressões sobre o conselho de arbitragem e picanha a mais para o Eliseu.

Através de todos os meios de comunicação subsidiados pela ditadura que estas entidades exercem, é iniciada a campanha organizada que promove o interesse deste clube. O sinal de alarme foi soado naquele universo, submetendo toda esta estrutura para um “bunker” totalmente secreto e impenetrável. Daí, são emitidas ordens que visam prejudicar tudo aquilo que possa dificultar, desportivamente ou não, a conquista de títulos.

A incrível desvalorização de Mitroglou Fonte: Training Compensation
A incrível desvalorização de Mitroglou
Fonte: Training Compensation

A inclusão do VAR, traz algumas adversidades ao modo como esta rede, tendenciosamente, prejudicava os outros candidatos. Mas poderá ser uma barreira insuficiente para destruir um grupo que está muito bem estruturado. Este núcleo foi minando outras entidades que, ao serem activadas, arrasam categoricamente qualquer alicerce bem delineado. Luís Filipe Vieira já tinha mencionado: “só é preciso ter as pessoas certas nos lugares certos”.

Não é preciso pensar para chegar a uma pequena conclusão – bastava até o Benfica jogar com um pino no lugar do defesa direito que o rendimento da equipa seria o mesmo. “As pessoas nos lugares certos” fariam o resto para determinar o resultado final. Tem sido fácil perceber porque se diz isto. Qualquer jogador que, ultimamente, tenha saído da cantera Seixalense, não consegue ter êxito ou o mesmo rendimento que tinha quando jogava nas águias. É no mínimo curioso!

Depois, temos o caso de Carlos Ponck e a “bomba” iminente que poderá ser lançada na praça pública. Aparentemente, foi discutido num programa televisivo que o jogador poderia estar a jogar com identidade falsa, tendo o Nice rejeitado avançar, com a sua transferência, devido a este motivo. Gostaríamos, também, que alguém, com coragem, falasse sobre o negócio de Mitroglou e os motivos que levaram o jogador ou o clube a não aceitarem a proposta milionária da China e, mais tarde, ser negociado por um preço bastante inferior. Estaria aí o motivo pelo qual não jogava no clube da Luz? E o André Horta? É preciso também esclarecer porque motivo estava afastado do plantel depois de ter tido um começo de época promissor na temporada passada?

Em vez de debatermos assuntos sérios que denotam a realidade do que temos vindo a referir, as entidades minadas, nomeadamente, a comunicação social, continuam a sua propaganda gratuita ao clube encarnado. Desta feita, vêm abordar o negócio de William Carvalho. Acho curioso adorarem os “Dildo Brothers”. Um dia, iremos perceber o fascínio por tornarem pública uma imagem criada por um garoto de 15 anos. Em Inglaterra, falam de um negócio absurdo e uma mentira pegada incrivelmente criada pelos responsáveis do West Ham. Por aqui, acreditam que nem patinhos nos contornos do negócio e nos valores ridículos, vinte e cinco milhões, para a compra de um jogador avaliado em quase o dobro. Não sabemos bem se a nossa comunicação social ficou fascinada pela palavra “Dildo” ou pela forma de pagamento que o clube pretendia fazer naquele suposto, e ridículo, email.

A transferência de Adrien Silva para o Leicester City foi recusada pela FIFA Fonte: Sporting CP
A transferência de Adrien Silva para o Leicester City foi recusada pela FIFA
Fonte: Sporting CP

Para terminar todo este Glamour, é de salientar que a FIFA gosta de passar a imagem que aceita mais facilmente transferências de valores absurdos, como a de Neymar por 222 milhões de euros para o PSG, do que aceita transferências sinceras e honestas como a de Adrien Silva para o Leicester City. Ficamos sem perceber de que lado está realmente a paixão pelo desporto. Se é pela cor das notas que aquela mão acena, como Blatter tanto apreciava, ou se pela honestidade e transparências que os negócios são desenvolvidos. Em Portugal, já nem um barril de dinheiro é necessário para se tornar tendencioso. Basta apenas ter as “pessoas certas nos lugares certos”.

Foto de Capa: http://averdadedesportiva.blogs.sapo.pt

António Gonçalves

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.