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É inegável dizer que o Sporting Clube de Portugal mudou drasticamente com Marcel Keizer. No que diz respeito ao jogo em si, a turma de Alvalade mudou por completo o paradigma do seu estilo de jogo. Neste texto, analisaremos alguns aspectos que têm pautado o jogo planeado pelo técnico holandês.
Velocidade

O leão verde e branco tornou-se, com a chegada do holandês, um leão muito mais rápido. Quer pelos jogadores que agora aparecem no onze (Diaby e Wendel) ou pelas dinâmicas táticas da equipa, a turma de Alvalade pauta muito o seu jogo pela velocidade. Tanto no movimento de jogo ofensivo construído como nas transições ofensivas, a velocidade é um competente bem patente naquilo que é o ataque dos homens de Keizer.
Wendel, o catalisador

Não. Wendel não chegou agora a Alvalade. Chegou em Janeiro de 2018 mas só agora começou a ser aposta na equipa leonina. Dado já quase como um ‘flop’ foi Keizer quem começou a apostar no médio brasileiro. Com Bruno Fernandes a jogar em terrenos mais ofensivos, tem sido Wendel quem tem catalisado e construído o jogo ofensivo leonino. Com um pulmão incrível e com uma visão de jogo acima da média, o ex-fluminense tem sido crucial no leão de Keizer. Está agora parado por lesão até Fevereiro e a sua ausência retrata-se como a primeira grande dor de cabeça para o técnico holandês.
Golos e mais golos

Em cinco jogos de Keizer ao leme, o Sporting marcou uns incríveis 20 golos. Apesar de ter sofrido em quase todos os jogos (só não sofreu na última partida frente ao Vorskla Poltava), o saldo é bastante positivo (20-4). Keizer já disse que não se importa de sofrer golos desde que marque muitos, mas ainda assim este dado defensivo deixa os adeptos algo inseguros para quando chegarem os jogos grandes. Será que em clássicos e derbies estes dados serão suficientes? É difícil de prever, por isso, e por enquanto, os adeptos só têm de estar deliciados com o aproveitamento ofensivo da turma de Alvalade.
Juventude

Marcel Keizer tem dado uma incrível primazia aos jovens provenientes de Alcochete. Miguel Luís, Bruno Paz, Thierry Correia e Pedro Marques já foram lançados na equipa principal e muito mais deve estar por vir. Neste aspecto, o holandês parece ser o indicado para treinar um clube que tem como património maior os jogadores formados em casa. Ao que tudo indica o Sporting continuará, agora com o holandês como treinador, a apostar na ‘prata da casa’ e, consequentemente, a lançar grandes jogadores para todo o mundo do futebol.
Verticalidade

De forma muito concreta: este Sporting é muito vertical. As unidades da frente, mais propriamente os extremos e os médios ofensivos (Bruno Fernandes e Wendel), estão constantemente nas zonas mais avançadas do terreno. Para além disto, os dois extremos (Diaby e Nani) são cada vez mais vertiginosos e acutilantes: trazem uma vertente mais objetiva ao ataque leonina e em muito contribuem para o protagonismo de Bas Dost. O holandês não deixou de ser letal e a veia goleadora do gigante está bem viva.
Foto de capa: Sporting CP














