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O primeiro mês do resto da nossa época

Cláudia Figueiredo · 4 min

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Se os últimos meses do ano passado tinham uma grande importância naquilo que seria o resto da nossa época desportiva, é caso para dizer que Janeiro não está nada atrás no que a decisões e desafios diz respeito.

O mercado de inverno já abriu e ele será, provavelmente, decisivo para os resultados que vamos obter até Maio. É mais do que sabido que é necessário reforçar várias posições de todos os sectores da equipa e em certos casos isso é até uma urgência. Neste momento, existe a expectativa de saber o que acontecerá a jogadores que chegaram no mercado de verão mas não renderam o esperado como Markovic, Castaignos, André, Elias ou Alan Ruiz.  Se a saída de grande parte destes nomes se tornar uma certeza, ir ao mercado é uma obrigação. Para além disso, é necessário arranjar substituto à altura para Adrien Silva e Gelson Martins, alguém que consiga tomar as rédeas da equipa em caso de ausência de um deles (ou de ambos). Apesar de não acreditar que um deles possa sair nesta reabertura, é necessário prevenir essa situação, pois sabemos que a qualquer momento pode chegar a Alvalade uma proposta irrecusável. E, ao que parece, o Leicester ainda não desistiu totalmente do capitão leonino. A saída anunciada de João Pereira terá forçosamente que ver chegar alguém para o seu lugar, até porque é incompreensível como é que o habitual titular da lateral direita sai a meio da época sem substituto à altura dentro do plantel. Para já, as dúvidas são muitas – o que é normalíssimo – mas uma coisa é certa: o mercado de transferências de Janeiro será uma das nossas grandes provas de fogo e poderá ditar o impulso ou a queda do rendimento da equipa até final da época.

Queremos que o resto da nossa época seja cheio de vénias para a equipa do Sporting Fonte: Sporting CP
Queremos que o resto da nossa época seja cheio de vénias para a equipa do Sporting
Fonte: Sporting CP

Apesar da grande importância que terá aquilo que se passará fora das quatro linhas, obviamente que dentro de campo também teremos muitas decisões à porta em todas as competições onde ainda estamos inseridos. No momento em que escrevo este artigo, o Sporting ainda não entrou em campo frente ao Vitória de Setúbal para o último jogo da fase de grupos da Taça da Liga. No entanto, existe uma forte possibilidade de nos apurarmos para a próxima fase da competição, já que, apesar de todos nós querermos uma vitória, o empate é suficiente para carimbar o passaporte para o Algarve. Se o resultado nos for favorável, entre os dias 26 e 29 de janeiro, o Sporting disputará a final four a sul do país contra os vencedores dos restantes grupos. Nas meias finais, é ainda impossível dizer quem será o nosso adversário, já que o grupo C, que conta com Sporting de Braga, Rio Ave, Marítimo e Sporting da Covilhã, está completamente em aberto. No final do mês, podemos ter o primeiro troféu da época nas mãos, numa competição que apesar de ser desprezada por muitos – incluindo por nós, em outros tempos – ganhou força com a recente eliminação do Sporting das competições europeias.

A Taça de Portugal também se joga no mês de Janeiro. O Sporting tem uma deslocação a Chaves a meio do mês (logo a seguir à deslocação também a Chaves para o campeonato) para jogar os quartos-de-final da prova rainha. Neste momento, o Chaves é uma incógnita devido à saída de Jorge Simão do comando técnico. No entanto, mais perto do jogo, certamente que a forma de jogar do ‘novo’ Desportivo de Chaves será mais facilmente decifrável. Seja como for, avizinha-se um jogo muito difícil, até porque a equipa flaviense deverá perder pouco da garra e da componente táctica que estava implementada desde o início da época. A eliminação da Taça de Portugal não pode sequer ser uma opção e, num jogo a eliminar, é fundamental que a concentração esteja no máximo, para que, em Maio, todos estejamos no Jamor.

Por fim, o campeonato é a nossa prioridade máxima e todos sabemos que não há margem para erros. Teoricamente, o Sporting não tem um calendário complicado, sendo que recebe o Feirense na próxima jornada e depois tem duas deslocações a Chaves e à Madeira para jogar com o Marítimo e, por fim, joga com o Paços de Ferreira em Alvalade. Tal como referi acima, o Chaves poderá ser a equipa que dará mais trabalho mas obviamente que tudo depende da condição da equipa leonina e de como serão geridos os factores externos.

Normalmente, as equipas de Jorge Jesus fazem sempre melhores segundas voltas do que primeiras. Assim, esperamos que a tradição se cumpra e que a equipa leonina ganhe um novo fôlego a partir de agora e que consiga exibir-se ao seu melhor nível na recta final de todas as competições.

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

Cláudia Figueiredo

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