Última horaJosé Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano
Publicidade

O que esperar do último jogo? | Sporting CP

João Estanislau · 3 min

Sporting CP x Rio Ave FC Feddal
Foto: Isabel Silva / Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Tudo decidido nas contas do campeonato relativamente aos lugares cimeiros. O Sporting CP conquistou o título que lhe fugia há 19 anos. FC Porto, SL Benfica e SC Braga ficaram em segundo, terceiro e quarto, respetivamente.Contudo, há mais um jogo. A última jornada. A trigésima quarta. A jornada final. E para o campeão Sporting CP, o que está em jogo? A resposta é simples: apenas decisões individuais.

Começando pelo guardião. Adán foi o guarda-redes titular esta época e Luís Maximiano jogou diante do Nacional, numa vitória caseira por 2-0. Contudo, a oportunidade de também se sangrar campeão, pode ser dada a André Paulo. O guarda-redes português de 24 anos, assinou esta época pelos leões vindo do Real SC e fez 23 jogos ao serviço do Sporting B. Um prémio para o terceiro guarda-redes dos leões? Veremos.

Continuando pela defesa, mais propriamente os seus laterais, o treinador Rúben Amorim, está a tentar atribuir prémios de carreira ao permitir que jogadores veteranos sejam capitães desta equipa dos leões. Na última jornada, Sebastián Coates, capitão da equipa verde e branca, aceitou entregar a braçadeira de capitão a João Pereira. O jogador português já tinha tido duas passagens pela equipa de Alvalade, sem nunca ter conseguido ser capitão. Na 33ª jornada, já com o Sporting CP campeão, capitaneou a equipa na primeira derrota na liga, nesta edição da Primeira Liga Portuguesa, diante do SL Benfica, na Luz, por 4-3.

Depois do desaire na última jornada, o Sporting CP quer terminar o campeonato com um triunfo
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Nesta quarta-feira, deverá ser a vez de Vitorino Antunes. O internacional português não jogou muito esta época, fruto da grande época que fez Nuno Mendes. Contudo, o facto de ser veterano e experiência internacional (13 jogos pela Seleção A), fazem dele uma peça crucial dentro do balneário leonino e como tal, o atleta de 34 anos, irá capitanear a equipa, hoje, diante do CS Marítimo, em Alvalade às 21h45.

No meio-campo, a dúvida recai em que dupla irá jogar. Daniel Bragança e Matheus Nunes foram testados no jogo diante do SL Benfica e não correu bem. Por outro lado, este pode ser o último jogo de João Mário de leão ao peito, uma vez que está emprestado e ainda não é certo que o Sporting CP avance para a sua contratação.

Por outro lado, Tomás Silva, é um jogador que tem toda a sua formação no Sporting CP. O jogador tem a ligação a Alvalade desde os nove anos e está em final de contrato não devendo renovar, por pretender dar um novo rumo à sua carreira. O treinador Rúben Amorim já o referiu, dizendo: “Ajudou-me todo o ano a fazer de adversário, como muitos outros da formação, e entendemos premiar o Tomás como um exemplo”. Com 21 anos, soma 26 jogos e três golos pela equipa B.

Na frente de ataque, nada deverá alterar-se. A única dúvida estará entre Jovane Cabral ou Nuno Santos de início a juntarem-se a Paulinho e Pedro Gonçalves. Este último tem ainda o objetivo de ser melhor marcador desta edição da Liga. Leva 20 golos, mas encontra-se em segundo lugar, apenas atrás de Haris Seferovic que também tem 20 golos. Contudo, o jogador suíço tem menos minutos de utilização, pelo que, a ficarem empatados no número de golos, o jogador do SL Benfica será considerado o melhor marcador.

Um prémio de distinção que estará praticamente realizado é a turma de Alvalade acabar o campeonato como a defesa menos batida (19 tentos sofridos contra 26 do SL Benfica que está em segundo lugar nesta análise). Como tal, o Sporting CP teria de sofrer oito golos diante do CS Marítimo e as águias não sofrerem nenhum para que este ponto se invertesse.

João Estanislau

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

José Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano

SEVILHA, ANDALUZIA- Espanha não tem sido notícia apenas por boas razões nos últimos meses, bem pelo contrário. A queda do governo de Pedro Sánchez está na ordem do dia e tal ‘crise’ justifica-se com vários pontos: alianças políticas que já não estavam a funcionar, aumento do descontentamento da população, salários que não acompanham o custo de vida, crise habitacional que levou a manifestações por todo o território… No entanto, a memória é traiçoeira. Faz-nos pensar que certos acontecimentos já ocorreram há bastante tempo, quando não é bem assim. Quantos se recordam do dia 30 de julho de 2026? Foi nessa data que ocorreu o começo da crise migratória de Ceuta e as consequências da mesma ainda se fazem sentir hoje em dia. 70 mil pessoas oriundas de Marrocos entraram no território a partir do mar durante as 48 horas, provocando uma crise migratória totalmente inesperada. As razões que estiveram na origem desta entrada em massa não são o foco desta análise. A maioria das pessoas teria uma boa índole, procurando o melhor para si e para os seus. Histórias de vida diferentes umas das outras, mas o objetivo comum de atingir a felicidade. No entanto, também existiu o outro lado da moeda: quem procurou o conflito e a criação de um ambiente tóxico.

Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Quem é o rei da Andaluzia? É o Real Bétis. Ah, bem me parecia!

SEVILHA, ESPANHA- As últimas temporadas permitiram confirmar um novo paradigma no futebol espanhol. A Andaluzia, recheada de históricos por todas as suas províncias, acabou por ver o Real Bétis transformar-se na instituição mais forte da região. O designado de número 1. Há poucas missões mais difíceis que esta. Uma Comunidade Autónoma larga, com cidades com um espólio enorme, não é fácil de dominar. Para isso, os béticos lograram montar um projeto com vários prazos e uma figura central, beneficiando também do mau momento vivido por outras instituições. Ao pensarmos no futebol na Andaluzia, sem dúvida alguma que o Real Bétis é um dos primeiros emblemas que nos vêm à cabeça. No entanto, o Sevilha já foi o Rei da Europa League e é lembrado em primeiro lugar por muitos. Málaga, Granada, Cádiz, Almería, Real Jaén… as preferências dividem-se, como em tudo. Porém, o domínio estabelecido pela instituição do Benito Villamarín é inegável. Vivemos tempos em que o verde e brancos está na moda no sul de Espanha.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.