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De há uns tempos para cá alguns supostos sócios do Sporting andam a colocar em causa o número de sócios do clube devido à lista dos que estão aptos para exercer o voto.

Uma das razões pode ser, e se o for só mostra a força do clube, o facto de uma grande fatia estar numa faixa etária inferior à permitida para votar. Muitos outros poderão já não estar entre nós e essa informação não estar atualizada. E muitos outros poderão ter deixado de pagar por vários motivos, como: não se rever na actual direcção, ou não gostar do futebol praticado, ou, simplesmente, porque se deparam agora com uma situação financeira que não permite gastar mais do que o essencial. E é quanto a esta última que me quero debruçar mais a fundo.

Li vários comentários que me incomodaram e mostraram que muitos sócios ou adeptos do nosso clube não são diferentes dos de outros clubes a quem apontam o dedo com piadas e críticas jocosas. Vi que justificaram a falta de pagamentos com a crise financeira que vivemos hoje em dia, e desde há alguns anos. Em resposta a essa ideia muitos brincaram, criticaram, gozaram, dizendo que uma despensa de vinte cêntimos por dia não pode fazer a diferença no final do mês no orçamento de uma família. Fico feliz por a nossa massa adepta e associados estarem tão folgados e tão bem na vida. No entanto, isso mostra também uma visão tão fora da realidade que me assusta. Vinte cêntimos, para muita gente, pode ser a diferença entre ter o que comer ou passar fome durante um dia ou semana. Vinte cêntimos é o mínimo que tu dás a quem pede na rua, e para quem pode ser a salvação ou contributo para a melhor refeição da semana. Bem sei que a estes pouco importa o Sporting ou outro clube porque têm necessidades bem mais prementes a satisfazer, mas serve isto para demonstrar que os “irrisórios” cêntimos de que alguns falam com desdém, podem ser uma grande ajuda para outros.

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Nascido no seio de uma família adepta de um clube rival, criou ligação ao Sporting através de amigos. Ainda que de um meio rural, onde era muito difícil ver jogos ao vivo do clube de coração, e em tempos de menos pujança futebolística, a vontade de ser Sporting foi crescendo, passando a defender com garras e dentes o Sporting Clube de Portugal.                                                                                                                                                 O Nuno não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.