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O Sporting “desceu” à terra após não conseguir vencer o penúltimo classificado. Empatou em Moreira de Cónegos quando o Moreirense era penúltimo, empate em Setúbal, quando o Vitória também o era e derrota na Amoreira quando o Estoril se encontrava abaixo da linha de água. É um caso para estudo, os leões são alérgicos àquela posição. A alergia é tanta que Fredy Montero mal tocou na bola e o ataque era mais lento que a FPF a comunicar castigos. Uma descida que poderá provocar o seguinte: uma equipa receosa no Estádio do Dragão, submetendo-se à superioridade azul e branca, ou uma equipa convicta das suas capacidades e com vontade de querer rectificar os erros do último jogo. Para que isto aconteça, pede-se personalidade. A supremacia irá estar ligada em detalhes para quem for audaz e pragmático.

Fonte: Sporting Clube de Portugal
É perfeitamente normal dizer que o FC Porto quererá resolver a eliminatória nesta primeira mão, fazendo uma primeira parte de grande intensidade e com os níveis de agressividade no máximo. Também tem de ser dito que esta equipa sem Danilo e Marcano apresenta algumas lacunas que poderão ser exploradas por Jorge Jesus. O treinador leonino não pode, nem vai, querer arriscar. Irá, sim, fazer um jogo certinho com uma pressão compensada por todos os blocos, rápida recuperação da bola e saída para o ataque em jogo apoiado, para nunca separar os sectores da equipa. É importante que em nenhuma fase do jogo a equipa se perca e que a organização se mantenha, e é aqui que Wendel poderá entrar e ajudar a equipa a nunca desmoronar-se. A missão principal deste reforço brasileiro irá passar pela cobertura defensiva a Alex Telles e a dar solução à equipa para a saída rápida para o contra-ataque. Do lado oposto, Acuña terá especial atenção às subidas de Ricardo Pereira ou até mesmo de Maxi, que poderá ser aposta de Sérgio Conceição. Não se acredita num jogo fechado, mas num jogo aberto e com golos para ambas as equipas. Se na defesa se pede concentração, já o ataque tem de ser finalizador e mortífero. A mínima oportunidade terá de ser suficiente para balançar a bola na rede. Gelson Martins está convocado, mas poderá nem jogar. É mais importante para o Sporting que Gelson recupere totalmente da sua lesão do que provocar uma recaída. Esta poderá ser apenas uma forma de JJ atrapalhar Sérgio Conceição na preparação da sua equipa para o embate através de um “mind-game”.
Desta forma, a aposta do BnR para o onze titular dos dragões será: Casillas, Maxi, Reyes, Felipe e Telles na defesa. Sérgio Oliveira, Herrera, Ricardo Pereira e Brahimi no meio campo. Aboubakar e Marega na frente de ataque. Por sua vez, a nossa aposta para o onze leonino é: Rui Patrício, Ristovski, Coates, Mathieu e Coentrão na defesa. Meio campo com uma surpresa, William na posição 6 com Wendel e Battaglia no apoio, finalizando o ataque com Doumbia auxiliado por Bruno Fernandes e Acuña. Não mexer muito e jogar com a “carne toda no assador” é imperial, sem dúvida, com Gelson à espreita e Rúben Ribeiro na mira.
Dezasseis contratações nos últimos seis meses e sem tempo para preparar a equipa. Só Coates e Rui Patrício são intocáveis com mais de três mil minutos nas pernas. Nesta lista, Bruno Fernandes, Piccini, Bas Dost, Mathieu, Acuña, Gelson, William, Coentrão e Battaglia apresentam números entre os dois mil a três mil minutos. Sendo que o décimo segundo jogador é Bruno César com 1200 minutos de jogo. Este é apenas o começo de mais uma fase alucinante da época, são mais cinco jogos em menos de quinze dias e com uma saída ao Cazaquistão para enfrentar o Astana na Liga Europa. Este é o momento certo para a união, para reforços e para a mentalidade forte de quem tem um estatuto pela frente e pretende suprimir qualquer obstáculo que surja.

Fonte: Sporting Clube de Portugal
De um lado, os imbatíveis dragões como a melhor equipa da atualidade, assim o dizem as estatísticas também. Do outro lado, os leões com mais jogos nas pernas que qualquer outra equipa. Este será o 39º encontro da equipa verde e branca contra 34 dos azuis e brancos. Entre ausências a profetas, passando pelos medos como um carrossel e forma natural de encarar cada partida, esperamos noventa minutos de espetáculo alucinante ao som da melodia das chuteiras de cada jogador, que faz com que este clássico seja apenas mais um hino ao futebol.
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal
Artigo revisto por: Jorge Neves











