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Após uns meses conturbados, possivelmente um dos períodos mais negros da história do clube, num período de alguma desconfiança a começar por despedimento de treinadores, agressões, mudança de direção, entre outros, é com uma grande vitalidade e com grande esperança e confiança, que o novo leão respira em Alvalade. Um novo presidente, um novo ciclo, mas com os mesmos objetivos de sempre. Apesar de ainda só se terem jogado quatro jogos para o campeonato, há uns meses atrás, ninguém esperaria que José Peseiro – uma escolha muito criticada no universo leonino – estivesse a liderar o rumo dos acontecimentos desta forma. Iremos olhar para isso, analisando os jogos, os jogadores e destacando os aspetos positivos e os aspetos negativos e aquilo que existe para melhorar.

O Sporting começou com uma enorme expectativa o seu campeonato, onde todos esperavam ansiosamente para ver o comportamento do clube face aos acontecimentos que tinha sido vitima, para ver se o clube realmente teria força para se reerguer. E foi aí que o Sporting disse presente. Foi aí que o Sporting começou a justificar que não merecia tantas críticas como as que teve. Como referi, o Sporting conta então com quatro jogos para o campeonato, onde obteve três vitórias – Moreirense (fora), Setúbal (casa) e Feirense (casa) e com um empate frente ao eterno rival Benfica, obtido no Estádio da Luz. Podemos verificar que o sistema de jogo de José Peseiro se baseia num 4x2x3x1 mas que poderá por vezes se metamorfosear num 4x4x1x1 ou num 4x4x2, dependendo do adversário, das opções disponíveis ou também mudando por exemplo da organização ofensiva para a organização defensiva. Ao longo destes quatro jogos, os onze escolhidos sofreram algumas alterações, fruto de algumas lesões ou de contratações que chegaram mais tarde e sem ritmo. A verdade é que apesar do Sporting chegar à quinta jornada – onde jogará contra o SC Braga na Pedreira – com bons resultados e o plantel estar cada vez mais motivado face a esses mesmos resultados, é bem visível a falta de qualidade de jogo em muitos dos momentos por parte da equipa do Sporting, sendo que existem vários aspetos a melhorar no que toca a organização da equipa em campo tanto ofensivamente como defensivamente.

Peseiro não foi uma escolha consensual dentro do ambiente leonino
Fonte: Sporting CP

Neste momento, é importante realçar que apesar de não existirem tantas ideias de jogo, de por vezes a equipa parecer meio desconectada e apesar de existir vontade, raça e querer fazer as coisas bem e ganhar, o Sporting vive muito das individualidades dos jogadores e do que eles são capazes de fazer nos momentos cruciais, nos momentos em que de facto conseguem fazer a diferença. Temos por exemplo Bruno Fernandes, Bas Dost, Nani, Montero ou até mesmo Mathieu, que possuem uma capacidade de classe mundial capaz de fazer diferença ou contar ainda com a versatilidade, velocidade, capacidade de decisão, fluidez e capacidade para mexer com o jogo por parte de Raphinha ou Jovane Cabral. O Sporting pagou muito pela pré-época atípica que teve e está a pagar por isso, com falta de coesão e por vezes de intensidade no jogo, algo que por exemplo Benfica e Porto estão num nível muito superior.

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