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Olheiro BnR | Lukas Nmecha

Alexandre Sequeira Ribeiro · 2 min

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Lukas Nmecha foi apontado pela imprensa como um nome que está no radar leonino. Contudo, Rúben Amorim quer mais uma opção para a posição e, numa altura em que são apontados vários jogadores.

Apesar da chegada de Paulinho no mercado de inverno, a posição de avançado centro dos leões é uma posição que ainda precisa de “sangue novo”. Luiz Phellype é claramente uma carta fora do baralho de Amorim, Sporar também deve ser recolocado no mercado de verão, Tiago Tomás deverá ser uma das opções para a próxima época e Paulinho, ao que tudo indica, assumirá a titularidade.

Produto da formação do Manchester City FC, Lukas Nmecha fez, e faz, parte dos quadros dos Citiezens desde 2007. Apesar de ainda só ter 22 anos, já conta com empréstimos ao Wolfsburg, ao Middlesbrough e, o mais recente, ao Anderlecht. Nesta passagem pelo clube belga, o jovem jogador fez 22 golos em 41 jogos.

A nível nacional, Lukas Nmecha tem dupla nacionalidade, é inglês e alemão. Assim sendo, representou os três leões até 2018 e em 2019 trocou-os pela Mannschaft. De momento, está a representar os alemães no europeu sub-21, onde é um dos jogadores mais influentes da seleção que defrontará Portugal este domingo, na final.

Olhando mais para aquilo que são as características do jogador, Lukas Nmecha é um avançado centro, que descai bem para qualquer um dos flancos e que sabe jogar bem com os dois pés. É bastante rápido, quer a nível de pensamento, quer a nível de velocidade em si. Alia a rapidez a uma grande capacidade técnica com a bola nos pés. Para além disto, o seu 1,85m de altura também fazem com que o jogador seja uma ameaça no jogo aéreo, apesar deste não ser o seu ponto forte.

A meu ver e com base nas características apresentadas anteriormente, Lukas Nmecha é claramente um jogador com lugar no Sporting CP. Diria que, caso venha, ocupará o segundo lugar na hierarquia de avançados leoninos, atrás de Paulinho e à frente de Tiago Tomás.

Desta forma, creio que a vinda dele ainda ficava melhor se fosse num negócio com os mesmos contornos do de Pedro Porro. Um empréstimo de dois anos, com opção de compra. Desta forma, o jogador tinha mais que tempo para se ambientar ao clube, para ganhar tempo de jogo, para mostrar o que vale e teria margem para evoluir. Depois disso, caso agradasse aos dirigentes leoninos, seria ativada a opção de compra, que, como no caso de Porro, até poderia ser “barata” dada a qualidade do jogador.

Alexandre Sequeira Ribeiro

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