Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
A quarentena podia estar a ser pior, confesso. Para hoje vamos apresentar os piores jogadores da década do Sporting CP. As expectativas quanto a uma possível diversão foram, durante os primeiros tempos, diminutas – repare-se nesta palavra – e o estado de parafuso parecia querer irromper antes do clique. Porém, este período, que mescla um descanso inconsciente e uma irrefutável aptidão para realizar tarefas nunca antes equacionadas, tem servido para explorar as fraquezas que se situam no âmago de cada desportista acérrimo defensor das suas cores e moldá-las ao riso, ao reavivar de algo caricato. Exatamente! Acertou! As linhas que se avizinham retratam os piores jogadores do Sporting, os maiores flops da década o pergaminho distende-se até Faro e estou a meio da leitura…
Simbologias como “prata da casa” ou “em casa sai mais barato” arrecadam um significado acrescido quando nos referimos ao Sporting Clube de Portugal, campeão permanente e irremediável. Que o diga o Google porque, aquando da digitalização das primeiras palavras, completou a frase num ápice. As pesquisas deviam ser todas assim, eficazes e objetivas, mas a minha queixa não passa por aí. O meu parecer recai sobre a generosidade que o vocábulo emprega: sei lá, remete para algo positivo, é um nome carinhoso e terno. “O Spéhar é o meu flop preferido”! (muito amigável para o que aqui se trata, quando o objetivo é precisamente o contrário).
A lista é interminável e a seleção foi dificultada pelas (ausência de) qualidades que cada um adquire. E, de 2010 até à data, muita trampa se abeirou do clube. Nauseabundos, limitadíssimos e nem no “Carcavelinhos tinham lugar”. Apodere-se das pipocas!
Top 10 piores jogadores da década do Sporting CP
10.
Nuno André Coelho – um golo diante do Brondby IF, no prelúdio de uma época dita normal. Melhor, um “frango” do guarda-redes adversário. É tudo o que me aviva a memória. Em 16 jogos realizados, um momento capaz de perpetrar o adepto. Talvez tenha sido pelo facto de ainda ser muito jovem. (Lembro-me do Liédson com cinco anos, mas não importa para o caso). Diz-se que é defesa central…
9.

Iván Piris – “Neymar humilha Iván Piris” é a primeira ligação aquando da pesquisa. Começamos bem, de facto. (Leitor: “Ai, é o Neymar, não um qualquer”). Reconstrua a frase! “É o Piris, é um qualquer”. Acho que o jogo da vida dele foi diante do Setúbal (até assistiu). Seguiu-se o FC Porto e o resto é história…
8.

Naby Sarr – proveniente de Lyon, constava-se uma promessa futura e um central de qualidade que pudesse acrescentar algo. Rapidamente desvaneceu esse pensamento. O sportinguista, com a experiência que adquiriu de anos anteriores, profetizou mais uma desgraça: jogos desastrosos com autogolos e muita fífia à mistura…
7.

Khalid Boulahrouz – o vídeo é famoso por incluir Cristiano Ronaldo, mas a troçada que lhe oferece de bom grado constitui o clímax da popularidade. Na gíria futebolística, um “caceteiro” ao mais alto nível. A metáfora perfeita de uma expulsão. A cartolina vermelha em todo o seu esplendor. O Jackson Martínez também podia ter ficado lesionado, mas marcou de calcanhar e humilhou o Sporting…
6.
Valeri Bojinov – estão a ver aqueles passes teleguiados, aqueles golos soberbos e aquela matreirice de Dimitar Berbatov? Ambos são búlgaros, mas Bojinov não se assemelha nem um bocadinho ao compatriota. Três golos em dezasseis partidas representava uma marca pouco razoável se não se tratasse dele. Saudades daquele desentendimento com Matías para, posteriormente, falhar um penalty diante do Moreirense FC…
5.

Douglas – um “centralão” à boa moda antiga! Grande porte e possante! Mas só! Lembro-me de observar os highlights no YouTube (como qualquer bom treinador de Football Manager faz) e ficar admirado com a sua capacidade física. Depois, quando o vi jogar, fiquei duplamente admirado. Para além de ser facilmente driblado, era uma lesma com poder racional. Realmente, não podemos acreditar em tudo o que vemos na Internet…
4.

Luc Castaignos – José Peseiro. “Castaignos vai fazer golos este ano (2018/2019)”. Atracou em 2016, chegou, viu e ficou sem marcar golos. Foi emprestado e regressou na época transata. Realizou quatro jogos e guess what? Não furou as redes uma única vez, evidentemente. Tal como a flops, os sportinguistas estão vacinados contra as previsões de ilustres treinadores…
3.

Hérnan Barcos – BDC, num ato de pura genialidade e visionarismo, vendeu Montero e recrutou esta pérola argentina no mercado de inverno de 2015/2016. Uma temporada que resvalou a glória e bastava um tento dele para alterar a história. Ah, não me interessam os registos do LDU Quito, Grémio FPA ou SE Palmeiras. Oito jogos, zero golos. O Barco(s) foi ao fundo rapidamente!
2.

Sinama-Pongolle – uma UEFA Champions League, uma UEFA Europa League e uma UEFA Super Cup. Uma lenda do futebol? Não, é apenas Sinama-Pongolle. A transferência milionária para Alvalade deixou os sportinguistas com água na boca, mas rapidamente lhes cercou a seca. Um prejuízo (e de que tamanho) para os serviços prestados.
1.

Shikabala – Ele, sempre ele. Dispensa qualquer tipo de apresentação. Além disto, quero oferecer um bónus recheado ao leitor: Angulo, Tales de Souza, Torsiglieri, Renato Neto, Sebstián Ribas, Atila Turan, Diego Rubio, Luís Aguiar, Pranjic, Joãozinho, Gerson Magrão, Vítor Silva, Hadi Sacko, Oriol Rosell, Ciani, Bruno Paulista, Marcelo Meli, Lazar Markovic, André, Rúben Ribeiro (…)
Artigo revisto por Diogo Teixeira









