Publicidade

Os 3 melhores jogos entre Sporting CP e FC Paços de Ferreira

Romão Rodrigues · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Uma breve análise ao título deste texto pode induzir em erro aqueles que, por um motivo extemporâneo, se encontrem a desafiar os índices de concentração. “Porquê?”, perguntam desse lado. A resposta é simples: uma luta entre um castor e um leão, à partida, é fértil no fator da desigualdade, desigualdade essa que desdobra em vários parâmetros. Da possibilidade à utilização de recursos, com passagem pelo porte e capacidade física do bicho.

OS CASTORES CHEGAM A ESTE JOGO MOTIVADOS COM A VITÓRIA FORA DE CASA DIANTE DO RIO AVE. UM NOVO TRIUNFO, DESTA VEZ EM ALVALADE, TEM UMA ODD DE 9.25. APOSTAS NA BET.PT? 

Atendendo aos factos, o leão sai favorecido deste embate. Restabelecido, até. Contudo, a complexidade do futebol em nada tem a ver com o formato de uma bola. Feliz ou infelizmente, este desporto – como qualquer outro – não se evade do lado emocional. O “animicamente falando”, termo palrado por todos e destrinçado por uma quantidade reduzida e finita, influencia e resulta alternadamente no pináculo e na maior das quedas. Uma dentada de castor pode ser igual a uma dentada de leão, mesmo sem posse de caninos.

3.

FC Paços de Ferreira 2 – 3 Sporting CP (2011/2012) – aparentemente, um resultado comum: uma vitória difícil, num campo onde o adjetivo não varia, mas favorável ao leão. O jogo hiperbolizou a descrição. Os castores colocaram-se duplamente em vantagem, Míchel foi o cabo dos trabalhos para o quarteto defensivo do Sporting CP, liderado pelo Capitão América Onyewu – quem diria – e aos 55 minutos parecia já ter sentenciado a partida. Contudo, algo transcendeu a surpresa da coisa: Domingos Paciência operou a reviravolta com as entradas de Marat Izmaylov e Ricky Van Wolfswinkel, autores do segundo e terceiro tentos, respetivamente. À quarta jornada, a primeira vitória na extinta Liga Zon Sagres. No cenário animalesco, assistiu-se a uma contenda, na qual o castor calculou mal as dentadas dadas e o leão desmaiou e assustou os seus fãs, mas conseguiu – a muito custo – reerguer e recuperar o fôlego.

2.

FC Paços de Ferreira 4 – 0 Sporting SP (2002/2003) – provavelmente, os sportinguistas mais pessimistas lembrar-se-ão frequentemente desta pérola quando o calendário se apressa para a realização deste embate: ao intervalo, os castores já tinham cravado a dentadura, pelos caninos de Carlos Carneiro e Mauro, na equipa outrora campeã nacional e portadora do Bota de Ouro. Esperava-se uma reação ao intervalo da formação leonina, mas o íman magnetizou-se no sentido inverso. Mauro gostou tanto da primeira dentada que efetuou o hat-trick das dentadas. Quem diria que o castor sabia jogar poker diante de quem possuía as fichas…

1.

FC Paços de Ferreira 0 – 6 Sporting CP (2001/2002) – Foi surreal: Beto apontou o primeiro de livre com André Cruz no banco de suplentes, o futuro Bota de Ouro jogou com uma espécie de joelheira e só bisou, o eterno camisola 25 não assistiu uma única vez, Pedro Barbosa não subiu à quadra e a equipa leonina abrandou o ritmo de jogo à marca registada no placard. Quando soube da existência do resultado, a luz do meu cérebro piscou e acendeu para uma conta divida de forma equitativa entre Jardel, Niculae e João Vieira Pinto. O castor esvaiu-se após as três primeiras dentadas, mas sucumbiu. Só quem esteve na Mata Real observou atentamente a decomposição do cadáver roedor…

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Romão Rodrigues

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.