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O trabalho de Frederico Varandas, enquanto presidente do Sporting Clube de Portugal, tem sido muito discutido. A verdade é que o antigo médico do clube pegou no Sporting CP num momento muito delicado, não foi o candidato mais votado (recorde-se que foi Benedito quem obteve mais votos nas eleições) e já tomou algumas decisões que se vieram a revelar como erros crassos e clamorosos.
5.

Marcel Keizer – Após o despedimento (na altura saudado pelos adeptos) de José Peseiro, Frederico Varandas tinha tudo para tomar uma grande primeira decisão: o seu primeiro treinador. Numa altura em que os leões estavam a apenas dois pontos do primeiro classificado mas a demonstrar um futebol pobre, era crucial que Varandas apostasse num treinador conhecedor do ambiente desportivo português e capaz de pegar na equipa.
Falaram-se de muitas opções (Carlos Carvalhal, Paulo Sousa,…) mas o homem escolhido foi mesmo um holandês dos Emirados Árabes Unidos: Marcel Keizer. Esta foi, portanto, uma decisão de elevado risco numa altura em que era crucial (e ainda é) a segurança na equipa. Esta análise pouco tem que ver com os resultados do treinador. O cerne da questão aqui é o facto de Varandas ter optado por alguém pouco conhecedor do desporto português e do Sporting.
4.

Bruno de Carvalho enquanto sócio – O “fantasma” Bruno de Carvalho é uma realidade ainda bem patente no universo sportinguista. Isso, por si só, nem é um problema assim tão grave. A verdade é que Frederico Varandas parece alimentar o “estômago” deste fantasma. No passado mês de dezembro, numa das suas primeiras ações enquanto presidente, Varandas optou por marcar uma Assembleia Geral para discutir a continuidade de Bruno de Carvalho enquanto sócio do Sporting. Numa altura em que essa questão já erra passado, Varandas quis discuti-la novamente e aproximar esse fantasma do seio sportinguista.
3.

Entrevista em semana de dérbi – Varandas já foi criticado por aparecer pouco na comunicação e portanto defender pouco os interesses do Sporting. Na semana do dérbi contra o SL Benfica, Varandas decidiu “acordar” e “disparar” em todos os sentidos. Muito resumidamente, as palavras de Frederico Varandas tiveram dois focos: dizer que o plantel não tinha qualidade e criticar a estrutura do Sport Lisboa e Benfica.
É de lamentar que na véspera de um jogo tão importante, o presidente do clube venha afirmar que o “plantel não tem qualidade”. Para além de criticar os jogadores, o presidente passou uma imagem de completa descrença para os adeptos. Este foi o ponto que Varandas acabou por ser mais criticado e esta triste entrevista era mesmo de evitar.
2.

Pseudo-Auditoria – Numa altura em que Bruno de Carvalho voltou a ser protagonista na comunicação social por ter lançado um livro, Varandas deu uma conferência em que supostamente iria falar das contas do clube.
Porém, essa conferência acabou por ser um claro e concreto ataque a Bruno de Carvalho. A “pseudo auditoria” teve como motor a crítica ao anterior presidente e parece que Varandas voltou a trazer o tal fantasma. O atual presidente voltou a “meter água” e a falar injustificadamente do antigo presidente do Sporting Clube de Portugal.
1.

Inoperância – Cedo se percebeu qual seria a postura de Varandas: uma postura mais calma e mais ponderada. Porém, isso em nada é contraditório à ideia de ser forte na voz e de defender o Sporting. Frederico Varandas tem pecado e muito no que diz respeito ao aparecimento nos holofotes. Bruno de Carvalho excedia-se nessa matéria, mas Varandas acaba quase por ser uma nulidade comunicativa. O resultado é mesmo o pouco carisma e a desmotivação dos adeptos.
Foto de Capa: Candidatura Frederico Varandas












