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Os 5 jogos mais decisivos do campeonato | Sporting CP

Alexandre Sequeira Ribeiro · 5 min

Os 5 jogos mais decisivos do campeonato | Sporting CP
Foto: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

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Os campeões são sempre feitos de momentos decisivos. Não é novidade. São feitos de momentos em que, graças a todo o trabalho árduo e esforço durante a época, quando os jogos se complicam ou quando é absolutamente necessário vencer, conseguem-se superar e ter o que é preciso para cumprir os seus objetivos. Dão tudo o que têm, são felizes e escrevem o seu nome na história.

Desta forma, veremos aqueles que, na minha opinião, foram os cinco jogos mais importantes para o Sporting CP se sagrar o novo campeão nacional.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Sporting CP 2-2 FC Porto- “Se calhar, até não somos assim tão fracos.” Foi o primeiro grande teste da época para o Sporting CP. Depois da eliminação europeia e de um início de campeonato onde, apesar de vencermos, não convencíamos, o jogo frente aos dragões era um teste importante para vermos para que lado podia pender o resto do campeonato.

Começamos o jogo melhor e a ganhar, depois o FC Porto deu a volta e, na segunda parte, nós, enquanto adeptos, vimos algo que não estávamos muito habituados. Vimos um grupo de jogadores que estava disposto a dar tudo, a derramar sangue e suor para conseguirmos vencer, ou seja, vimos uma equipa. No fim, fez-se justiça e marcamos o golo do empate.

Todo o trabalho e a raça vista em campo, deu frutos. Ficou visto que, se esses índices de entrega se mantivessem durante toda a época, isto podia correr bem. Para além disso, também vimos que nos tínhamos batido bem com o, na altura, Campeão Nacional. Se calhar, conseguíamos voos mais altos do que a luta pelo terceiro lugar.

CD Nacional 0-2 Sporting CP- Primeiramente, jogo adiado devido ao mau tempo. Depois, no dia seguinte, verifica-se um novo temporal. Numa tarde onde o futebol era praticamente impraticável, só uma exibição de luxo nos daria os três pontos. Foi o que aconteceu. Voltou-se a ver uma equipa em que, mesmo que o relvado fosse só lama, mesmo que estivessem ventos fortíssimos, mesmo que a chuva doesse no corpo, com toda aquela vontade de ganhar, só a vitória era possível.

Foi daquelas vitórias que valeu muito mais que três pontos. Para além dos pontos, também houve um fortalecimento do espírito de grupo e foi visível. Foi um momento em que todos os jogadores se aperceberam que, ao seu lado, estavam outros jogadores que também estariam dispostos a ir ao fim do mundo pelo grupo e pelo Sporting CP.

Gil Vicente FC 1-2 Sporting CP- Qualquer sportinguista recordar-se-á deste jogo quando relembrar esta campanha. Perto do fim, foram os dois golos de Coates, que recentemente tinha perdido o seu amigo de infância, que deram a volta ao marcador, após o golo dos gilistas na primeira parte. O bis do uruguaio reforçava o seu estatuto de líder leonino dentro das quatro linhas.

Confirmava-se a vontade que este grupo tinha de vencer, pelo Sporting CP. Só paravam quando o árbitro apitava para o fim do jogo. Até lá, era lutar até à exaustão pelos três pontos. Para além da vitória em campo, também se ganhava moral e crença. Acreditava-se que conseguíamos vencer a qualquer adversário, independentemente da forma que o jogo estivesse a correr. Fosse de que forma fosse, se dessemos tudo, a vitória ia-nos sorrir.

Sporting CP 1-0 SL Benfica- Muito sinceramente, apesar deste ter sido o penúltimo jogo da primeira volta, foi a primeira vez que equacionei a hipótese de este ser, efetivamente, o ano. Uma vitória ao rival é sempre motivo de êxtase, sobretudo com o golo da vitória para lá do minuto 90. A maior vontade de vencer o jogo culminou no golo perto do fim e confirmou o que se verificava até então, uma equipa que teimava em não arredar pé do primeiro lugar.

Vitória extremamente importante, ainda para mais depois de toda a polémica com o quinto amarelo de João Palhinha. Desta forma, à 17ª jornada, estávamos já com uns agradáveis quatro pontos de vantagem para o segundo lugar e nove para o terceiro.

SC Braga 0-1 Sporting CP- O jogo do título. Acho que não há volta a dar. Foi o jogo que “chutou para canto” os maus resultados que se verificavam nos últimos jogos (três empates nos quatro jogos anteriores) e que agarrou o título. Nova perda de pontos poderia colocar o FC Porto cada vez mais perto do primeiro lugar, por isso, só a vitória interessava.

A expulsão de Gonçalo Inácio pouco depois do primeiro terço da primeira parte colocava a conquista dos três pontos perto dos “impossíveis”. No entanto, como Pedro Porro disse no ADN de Leão: “Tirem um leão de campo e estão lá outros dez”. Foi o que aconteceu. Com menos um, só com 10 leões em campo é que o Sporting CP podia sonhar com a vitória. Cada leão fez das tripas coração e no único lance em que era possível avistar a baliza adversária, fizemos golo.

Saímos duma fase que começava a ter contornos de pesadelo e ficámos às portas do sonho. Sonho este que começava a ficar mais real que nunca.

Artigo revisto por Joana Mendes

Alexandre Sequeira Ribeiro

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