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5º: Islam Slimani no FC Porto 1-3 Sporting CP (30/04/2016)
Golos num clássico são sempre golos diferentes. Foram muitos aqueles que, erradamente, criticavam o craque Argelino por não saber jogar com os pés. Ora: entre a panóplia de grandes golos que marcou, alguns dos melhores foram, precisamente, marcados com os pés. Posto o esclarecimento, avise-se, contudo, que este quinto melhor golo foi marcado com a cabeça, mas a largos metros da baliza onde estava Iker Casillas. Seria um dos últimos jogos de Slimani ao serviço do Sporting, onde voltou a demonstrar a astúcia que só ele tinha.
4º: Bruno César no Vitória de Setúbal 0-6 Sporting (06/01/2016)
No primeiro jogo ao serviço do Sporting, Bruno César consumou uma estreia de sonho ao marcar dois grandes golos. O Brasileiro fez assim jus à sua alcunha e, no Bonfim, com o pé tenso, de primeira, fez a bola sofrer um efeito indefensável que não deu hipótese ao guarda redes sadino. Antes de celebrar, os adeptos ainda viram a bola embater no poste e depois entrar nas redes. Parece sorte – mas a repetição deixa perceber que há sempre um propósito.
3º – Bas Dost no Sporting 4-2 Estoril (23/09/2016)
A principal função de um ponta-de-lança sempre será marcar golos. Embora o pragmastimo ainda defenda que o importante é facturar, o espectáculo do futebol ainda sobrevive devido a voos como o do gigante Holandês. Centro de Gelson na direita e Bas Dost, num avião de ângulo impossível sintomático de perfeição técnica, provou de novo que veio para Alvalade com a intenção de ser feliz. E tinha toda a razão.
2º – Adrien Silva no Sporting-Académica (30/01/2016)
São momentos como este que imortalizam os jogadores de classe. Na maior parte do tempo de jogo, costuma preocupar-se com a pressão na segunda linha e com a transição ofensiva, mas dessa vez, dentro da área e cercado de adversários, o capitão do Sporting levou a bola hipnotizada até ao momento do remate. Um drible, outro drible, outro drible ainda, e a finalização no “saco”. Soberbo.
1º – Gelson Martins no Sporting-Paços de Ferreira (28/01/2017)
É difícil ser justo quando há tantos, e bons, golos para hierarquizar. Contudo, os vários “pormaiores” que caracterizam este golo façam-no merecer o topo. Primeiro, note-se na desmarcação do jovem prodígio, a romper para o meio do ataque nas costas da defesa. Depois, a frieza – às vezes tão rara – em frente ao guarda-redes, culminada com o jeito técnico invulgar, num chapéu seco que fez matar a bola no preciso sítio onde Gelson estava. Depois a baliza ficou aberta e tudo pareceu ter sido fácil.
Foto de capa: Sporting Clube de Portugal











