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Os 5 melhores golos na era Bruno de Carvalho

Ricardo Gonçalves · 2 min

Os 5 melhores golos na era Bruno de Carvalho
Foto: Sporting CP

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5º: Islam Slimani no FC Porto 1-3 Sporting CP (30/04/2016)

Golos num clássico são sempre golos diferentes. Foram muitos aqueles que, erradamente, criticavam o craque Argelino por não saber jogar com os pés. Ora: entre a panóplia de grandes golos que marcou, alguns dos melhores foram, precisamente, marcados com os pés. Posto o esclarecimento, avise-se, contudo, que este quinto melhor golo foi marcado com a cabeça, mas a largos metros da baliza onde estava Iker Casillas. Seria um dos últimos jogos de Slimani ao serviço do Sporting, onde voltou a demonstrar a astúcia que só ele tinha.

4º: Bruno César no Vitória de Setúbal 0-6 Sporting (06/01/2016)

No primeiro jogo ao serviço do Sporting, Bruno César consumou uma estreia de sonho ao marcar dois grandes golos. O Brasileiro fez assim jus à sua alcunha e, no Bonfim, com o pé tenso, de primeira, fez a bola sofrer um efeito indefensável que não deu hipótese ao guarda redes sadino. Antes de celebrar, os adeptos ainda viram a bola embater no poste e depois entrar nas redes. Parece sorte – mas a repetição deixa perceber que há sempre um propósito.

 3º – Bas Dost no Sporting 4-2 Estoril (23/09/2016)

A principal função de um ponta-de-lança sempre será marcar golos. Embora o pragmastimo ainda defenda que o importante é facturar, o espectáculo do futebol ainda sobrevive devido a voos como o do gigante Holandês. Centro de Gelson na direita e Bas Dost, num avião de ângulo impossível sintomático de perfeição técnica, provou de novo que veio para Alvalade com a intenção de ser feliz. E tinha toda a razão.

2º – Adrien Silva no Sporting-Académica (30/01/2016)

São momentos como este que imortalizam os jogadores de classe. Na maior parte do tempo de jogo, costuma preocupar-se com a pressão na segunda linha e com a transição ofensiva, mas dessa vez, dentro da área e cercado de adversários, o capitão do Sporting levou a bola hipnotizada até ao momento do remate. Um drible, outro drible, outro drible ainda, e a finalização no “saco”. Soberbo.

1º – Gelson Martins no Sporting-Paços de Ferreira (28/01/2017)

É difícil ser justo quando há tantos, e bons, golos para hierarquizar. Contudo, os vários “pormaiores” que caracterizam este golo façam-no merecer o topo. Primeiro, note-se na desmarcação do jovem prodígio, a romper para o meio do ataque nas costas da defesa. Depois, a frieza – às vezes tão rara – em frente ao guarda-redes, culminada com o jeito técnico invulgar, num chapéu seco que fez matar a bola no preciso sítio onde Gelson estava. Depois a baliza ficou aberta e tudo pareceu ter sido fácil.

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

Ricardo Gonçalves

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O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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