Se todo o ser que se galanteia por aí pavoneasse uma maneira de ser tão estúpida como a que eu possuo, o mundo estava virado do avesso. Hora do confesso? Provavelmente. Perguntaram-me alguma coisa? Não, creio não ter ouvido nada. Por que razão faço isto? Gostava de obter a mesma resposta, embora me saiba bem. Hotel? A Trivago não é a melhor solução.

De um modo sucinto: antes de vencer, apraz-me sentir um odor a sofrimento fugaz, a quase perda disto ou daquilo. Ou seja, isto traduzido para a linguagem futebolística, dá qualquer coisa como ver a minha equipa sofrer um golo, dois ou os possíveis, afim de reverter a situação e de impingir às manchetes dos jornais a formulação da remontada, no sentido poliglota do termo (reviravolta, remontada, comeback, reviens, ritorno, Komm zurük e adiante).

Pode parecer insano abordar tal assunto, sabendo de antemão que em nada contribuiu no que toca à materialização e ao ato de erguer um “caneco” importante. Mas, durante a minha infância e juventude, existiram remates (frouxos ou não) capazes de me conduzir ao êxtase célere e ao perfurar do universo dos ses – o Miguel Garcia não consta na lista porque a experiência resultante é traumática ad eternum.