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Os 5 piores comentadores desportivos afetos ao Sporting CP

Romão Rodrigues · 4 min

Sporting
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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De um momento para o outro, a toxicidade no futebol português desapareceu. SIC e TVI apelaram ao conteúdo e puseram termo aos debates futebolísticos que assombravam as respetivas instâncias. Segundo vozes vindas de não sei onde, a transformação está prestes a acontecer e a outorgar ao panorama desportivo um ar mais – como agora é moda dizer – fresh. Do jogo arbitrado e do amplo espetáculo de bastidores do qual fomos espetadores assíduos (altura na qual se coloca a mão na consciência) para o “jogo jogado”, a essência do futebol e todas aquelas coisas aparentemente insignificantes (que Bobby Robson e Cruyff, por exemplo, tanto exultavam). Se o “trogloditismo” se circunscrever à não explanação, é uma ideia gira e capaz de resultar.

Para os clubes de nomeada, a propaganda e toda aquele opróbrio estratagema do “ganhar a batalha” perde alguma força. Sem reparos dirigidos, a espécie que agrega os canários de painel representava uma bomba-relógio, prestes a explodir aquando do toque no nervo faccioso. Sem esta sinfonia de maestro pouco original e de batuta dúctil, espera-se (Sensibilidade e Bom Senso, Jane Austen fê-lo para isto. Surpresa!) um afrouxamento do clima de guerrilha: o fanatismo, o amor além-fronteiras como desculpa viável para as maiores incongruências e insubordinações. Contudo, esvai-se algo: o Big Brother perde concorrência e, consequentemente, manieta o que resta das audiências.

No Sporting CP, a conivência com a bandalheira não é exceção. Trago, junto do leitor, o péssimo, o mau e o horrível. A gama nauseabunda daquela que constituiu a defesa (pode exercer-se advocacia sem curso!?) do meu clube perante espécies necrófagas de outras fações. No fundo, e introduzindo e incrustando o minimalismo na expressão, os flops do comentário desportivo. Para bem do leitor, a seguinte lista encarreirou no mesmo trilho das chalotas (a descrição do hambúrguer de ontem já me colocou com água na boca). Segure-se ao sofá!

5.

Eduardo Barroso – Provavelmente, um dos poucos sportinguistas ao qual reconheço a ingenuidade (ou senilidade) e a desculpo só pelo facto de alicerçar a paixão à minha cor. Naquele organismo, não existia um ponto de equilíbrio entre a emoção e a racionalidade. A definição de relíquia acerca-se dos seus comentários naquele período de ouro do clube (2012/2013). Numa comitiva de histerismo, Manuel Serrão liderava, Eduardo pretendia atingir o topo e Fernando Seara contribuía apenas com estupidez. O Sporting Clube de Portugal deu a primeira prova de que a conjugação da medicina com o futebol era uma ideia má.

4.

Fonte: Facebook Fernando Mendes

Fernando Mendes – Sem querer ferir suscetibilidades, o mais “grotesco” da lista. Não é, nem nunca foi comentador. A pretensão pelo impingir da sua moratória. Possui, segundo o próprio, aquele “defeito” que toda a gente diz encerrar em si: o ser direto em demasia, a primazia pela frontalidade em qualquer situação. Resultado? Peixeirada, festejos de golos e vitórias antecedidos de peixeirada, denúncia de “caldinhos”, inúmeras suspeições. Quem é que não tem saudades dos debates defronte de André Ventura? Das ameaças de parte a parte? Ou da pronúncia lisboeta aquando da crítica à equipa e à cúpula dirigente? Será que já rasgou o cartão de sócio?

3.

Sporting
Fonte: Página Oficial do Candidato

Dias Ferreira – O expoente da raiva. O salivar. O fervilhar da alma. A descompostura frequente. A espécie mais rasca de pistoleiro. Lucky Luke está desiludido, porque a sombra de Dias Ferreira corta a meta enquanto o dito cujo adormece sob a árvore do seu comportamento anómalo, irritadiço e mesquinho. Criticou, vezes sem conta, o comportamento que também adotou: a típica desconversa, o fugir com o traseiro – para ser educado – ao premir do êmbolo da argumentação de nível baixo proveniente dos colegas de painel. Confortáveis e rodeado de baldes de pipocas, os espetadores sabiam que a emissão do Dia Seguinte era sagrada.

2.

José Pina – Cumpriu, à risca, os parâmetros de modo a tornar-se num “palhaço” durante o período em que o serviço não podia ser considerado público. Sigamos um raciocínio lógico (?): José de Pina é humorista./ O humor supõe e busca o riso do público. / José de Pina não causava o gargalhar. Sim, tem razão. Algo não bate certo! A utilização de adereços múltiplos assumia uma originalidade nível zero. As tiradas argumentativas faziam qualquer adepto afeto ao clube querer cobrir-se com algo bem escuro para não ser visto na rua. A quezília religiosa com Pedro Guerra foi, durante algum tempo, um dos principais fatores de insónia. Mas, nem tudo foi mau. A sua estadia no programa permitiu uma conclusão inesperada: Manuel Serrão teve razão quando lhe chamou palhaço.

1.

Santana Lopes – Ser ele mesmo, Pedro Santana Lopes, explica a ocupação do primeiro posto. Caracteres insuficientes para explicações adicionais.

Romão Rodrigues

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