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“Patrón” sobe a capitão?

Pedro Miguel Martins · 3 min

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Na passada quarta-feira, o Universo Sportinguista ficou a saber que Sebastián Coates será Leão até 2023 (existindo mais um ano de opção).

Pessoalmente estou contente com a renovação do vínculo contratual do central uruguaio. Desde logo por uma razão de ordem prática e até lógica: com as saídas “ao desbarato” de Domingos Duarte e Demiral, o sector da defesa leonina ficou – e muito – escasso em soluções, já que nem Tiago Illori nem Neto conseguiram ainda convencer os Sportinguistas. Eduardo Quaresma, sobre quem muita esperança está depositada, é ainda um jovem de 17 anos. Coates e Mathieu são, portanto, sem qualquer dúvida, os melhores centrais do Sporting CP e formam uma dupla que muito dificilmente é substituível sem retirar qualidade ao processo defensivo.

É verdade que a corrente época não tem sido risonha para Coates: começou muito mal com muito azar, mas jogo a jogo tem recuperado o seu bom nível exibicional. Todavia creio que essa má forma se deve acima de tudo ao momento menos bom que a sua equipa está a atravessar. Um contexto de instabilidade e crise do próprio colectivo torna sempre difícil para um jogador conseguir grandes rendimentos individuais. A única excepção poderá ser Bruno Fernandes, mas esse é um jogador “à parte” destinado a competir, não no marasmo que é o campeonato português, mas sim em grandes palcos como os do futebol inglês.

Por fim, o internacional uruguaio merece essa renovação. É um central competente que demonstra classe e uma “calma” invulgar dentro do campo e é um dos líderes incontestados do plantel, um dos que releva maior inconformação quando as coisas não estão a correr bem ao jogo do Sporting CP. Talvez, digo eu, por ser um dos jogadores que está há mais tempo no plantel (chegou em Janeiro de 2016), e por conseguinte conheceu um Sporting CP com uma verdadeira mística de Leão, em que se exigia “lá de cima” rigor e empenho, muito diferente do Sporting CP da actualidade.

Entretanto, e com a eminente saída de Bruno Fernandes, Coates será sem dúvida alguma o natural líder que terá a difícil tarefa de manter a ordem e a união no balneário leonino.

Um lance caricato valeu um cartão amarelo que impediu Coates de alinhar no dérbi
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Mas nem todas as notícias em redor de Coates são boas. Em vésperas de o Sporting CP receber em sua casa o rival da 2.ª Circular – como seria de esperar – “Seba” viu o seu castigo de um jogo de suspensão ser confirmado no mapa de castigo do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, na sequência da exibição do quinto cartão amarelo no Bonfim. Não vale a pena tecer mais considerações sobre a (falta de) vergonha, perdoem-me a expressão, que foi a exibição desse cartão amarelo. “Clubites” à parte todos viram o que aconteceu. O próprio jogador já reagiu publicamente, o que até é raro acontecer, e o clube Leonino recorreu – e bem – da decisão que confirmou o castigo. Mas também é verdade que Silas “pôs-se a jeito” ao ter apontado o central no onze inicial do Sporting CP, em Setúbal.

É certo que outro jogador do Sporting CP, Bolasie, foi há bem pouco tempo despenalizado de um castigo que seria injusto. Mas é que a situação de injustiça no caso do jogador africano para além de ter sido mais do que flagrante, originou uma tremenda repercussão internacional (talvez pelo facto de a imprensa estrangeira, sobretudo a inglesa, estar atenta a Bolasie), algo que os órgãos da Liga certamente não estavam à espera.

Como dizia Pitágoras “Anima-te por teres de suportar as injustiças; a verdadeira desgraça consiste em cometê-las”.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Pedro Miguel Martins

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