Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Pedro Gonçalves | O “Pote de Ouro” do Sporting CP

Miguel Gato · 2 min

Pedro Gonçalves | O “Pote de Ouro” do Sporting CP
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Pedro Gonçalves tem sido uma das mais agradáveis surpresas deste início de temporada ao serviço do Sporting CP. Depois de um início de época anormal devido à infecção que contraiu da covid-19, o jovem de 22 anos pegou de estaca no onze leonino e apresenta-se em excelente forma. 

Pedro “Pote” Gonçalves é um jogador versátil. O internacional sub-21 pela seleção portuguesa tem atuado, maioritariamente, no lado esquerdo do ataque do Sporting CP, sendo que também já fez dupla com Matheus Nunes no meio-campo, na partida frente ao Portimonense SC. Com a chegada de Palhinha e João Mário ao setor meio campista, e ainda com Daniel Bragança e Matheus Nunes como alternativa, Rúben Amorim encaixou Pedro Gonçalves aos três da frente, com o intuito de dar criatividade e qualidade ao setor ofensivo. 

Aliado à sua qualidade técnica e capacidade de decisão acima da média, Pedro Gonçalves demonstra ter pé quente para a finalização. O médio já igualou o número de golos que fez ao serviço do Famalicão na temporada transata, somando cinco tentos em cinco partidas na Liga Portuguesa.

Todos aqueles que estão atentos aos talentos que surgem no nosso campeonato quase que adivinhavam que não faltaria muito até Pedro Gonçalves dar o salto e ser contratado por um dos grandes. Felizmente para o Sporting, Pote chegou, está a convencer e até já há quem o compare a Bruno Fernandes, pelo impacto imediato que tem vindo a demonstrar no jogo da equipa leonina. Admito que não sou muito adepto destas comparações, porém, esta revela que a contratação do jovem foi uma grande mais valia para atingir os objetivos estabelecidos para uma temporada de sucesso. 

A nível financeiro, espero que o Sporting consiga adquirir os restantes 50% do passe do jogador, de modo a receber a quantia na totalidade de uma possível futura venda do atleta. A nível desportivo, anseio continuar a ver Pedro Gonçalves brilhar com a verde e branca e a ser um dos jogadores a levar o clube de Alvalade para o patamar que merece. 

 

 

Miguel Gato

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.