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Penafiel 0-4 Sporting: Domínio e tranquilidade foram a receita

José Pedro Mozos · 3 min

Penafiel 0-4 Sporting: Domínio e tranquilidade foram a receita

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Ze Pedro Mozos - Sob o Signo do Leao

O Sporting partia para este encontro frente ao Penafiel com uma injecção de moral. Mas não era uma qualquer: os dois últimos jogos do clube leonino não acabaram com os resultados desejados (e merecidos), mas as boas exibições do conjunto orientado por Marco Silva em ambas as partidas serviram para animar os adeptos sportinguistas – a quem endereço desde já os meus parabéns pelo magnífico apoio dado do início ao fim nos dois últimos encontros – e para pôr em sentido os adversários. Respirava-se confiança em Alvalade.

Para além desta onda de optimismo que rodeava o Sporting – criada não tanto por aquilo que o Sporting já provou em campo, mas pela ideia que ficou do quanto pode vir a fazer ao longo desta temporada –, a convocatória de Fernando Santos, que incluiu a chamada dos seis portugueses que foram titulares contra Chelsea e FC Porto, veio dar ainda mais ânimo e motivação à equipa leonina.

As condições eram, portanto, ideais para a confirmação de uma equipa que é, cada vez mais, candidata ao título de campeã nacional. E o jogo começou com algumas mudanças no onze leonino em relação aos dois últimos jogos: entra Jefferson, sai Jonathan Silva; entra André Martins, sai Adrien Silva.

A primeira parte do jogo foi pouco intensa e praticou-se um futebol muitas vezes enfadonho. O Sporting dominou e criou algumas situações de perigo através de Nani e Slimani, mas sem nunca fazer abanar as redes da baliza de Haghighi. Para o registo ficam mais duas situações em que Naby Sarr comprometeu mas que acabaram por não se revelar grande perigo para Rui Patrício.

Nani foi um dos que mais lutou no primeiro tempo, mas ao intervalo continuava tudo empatado  Fonte: zerozero
Nani, um dos mais inconformados no primeiro tempo
Fonte: zerozero.pt

A segunda parte foi muito diferente sobretudo depois das duas primeiras substituições, à passagem do minuto 57, que fizeram entrar Adrien Silva e Freddy Montero para o lugar de William Carvalho – que ainda não está ao nível daquilo que foi na época passada – e de André Martins, respectivamente. O Sporting cresceu, aproveitou melhor os espaços concedidos pelo Penafiel, encheu o campo e acabou por chegar ao primeiro golo através de Slimani, que, não conformado, acabou por bisar dois minutos depois. 72 minutos de jogo e a equipa leonina estava na frente do marcador, materializando tardiamente a superioridade dos leões.

Tudo ficou mais calmo e o Sporting continuou a fazer um jogo seguro e tranquilo. Tudo corria bem à equipa leonina sem grande esforço. Os pupilos de Marco Silva jogavam com tranquilidade – uma receita já há muito indicada – sem nunca sair do meio-campo do adversário. Foi portanto com naturalidade que os leões aumentaram a vantagem para 3-0 através de… Montero. O colombiano entrou bem no encontro e acabou por marcar o golo que há muito lhe fugia, pondo fim a um jejum que durava desde Dezembro.

Montero voltou aos golos ao fim de quase dez meses  Fonte: zerozero.pt
Montero voltou aos golos ao fim de quase dez meses
Fonte: zerozero.pt

O quarto golo leonino chegou através de uma jogada de ataque que acabou com Nani a picar a bola por cima do guarda-redes do Penafiel e fazer o golo que já merecia, sobretudo pela primeira parte que efectuou.

Um bom jogo do Sporting, que, apesar de tudo, esteve melhor no segundo tempo. Marco Silva só pode estar satisfeito com este jogo, que acabou em goleada de uma forma quase natural. “O Sporting está a melhorar a olhos vistos”, disse o jovem técnico leonino durante a semana. E tem toda a razão, míster!

A Figura
Freddy Montero – podia estar aqui Slimani, que desbloqueou o marcador e acabou por bisar através de um belo remate após grande assistência de Cédric. Mas o avançado colombiano voltou aos golos esta noite depois de longos meses de jejum e, para além disso, ainda fez a assistência para o quarto golo dos leões. Montero nunca baixou os braços e jogou para a equipa em vez de procurar o golo, que haveria de surgir naturalmente. E, mais do que merecidamente, surgiu hoje.

O Fora-de-Jogo
André Martins – perdeu a titularidade para João Mário há três jogos. Podia ter aproveitado a oportunidade que Marco Silva lhe deu hoje, confiando-lhe a titularidade em detrimento de Adrien Silva, mas não o fez. Não só por mérito de João Mário mas também por demérito próprio.

José Pedro Mozos

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