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Sporting ao ataque no mercado de inverno?
O mês de dezembro, para adeptos mais sôfregos daquele que é considerado o desporto rei, angustia e inquieta verdadeiramente porque corresponde a uma espécie de prenúncio de desditas – em alguns casos, desgraças.
Se demandarmos por um termo de comparação, delimite-se, pois, o ato de confissão aquando da realização da primeira e segunda comunhão, lembrando o hálito de todos os sacerdotes e as constantes guinadas nas rótulas. Está resolvido o eterno problema da ausência de penugem referente à zona corporal…
Para quem não lançou o isco ao texto e não pescou patavina do que se esgravatou até agora, refiro-me ao mercado de transferências. O simples auscultar do termo provoca inúmeros calafrios.
Confesso que não sou fã de imposições ou restrições, a menos que beneficiem em larga escala a equipa pela qual eu nutro um sentimento castiço; precisamente neste parâmetro, o dever de erigir uma regra capaz de assegurar e resguardar plantéis classificados na dianteira é premente. Portanto, o veto de todas e quaisquer saídas, incluindo profissionais que mesclem o ser treinador com o ser psiquiatra.
No que concerne às entradas, o politicamente correto ergue-se como única resposta. Qualquer jogador que perpassa a porta 10-A e possua a mesma ambição e vontade de integrar o espírito – que me parece – uno do Sporting CP constitui uma utilidade quase plena.
Sobre a qualidade, a nota artística e o talento não teço qualquer tipo de comentário pelo facto de considerar óbvios dois aspetos: primeiro, quem é contratado para o clube, há de encerrar em si algum atributo; segundo, na sequência da fábula de 2020/2021, prometi aos meus botões não questionar qualquer decisão de Rúben Amorim para o Sporting.
No fundo, confinando o motor de pesquisa ao campeonato português – mercado frutífero à data – trago à baila três jogadores que tinham estilo para vestir de verde e branco.
3.

Stephen Eustáquio – A época transata, dada a qualidade exibicional e o crescimento contínuo evidenciado por adeptos imersos no designado bom futebol, deixou não só os clubes grandes de água na boca, como também emblemas estrangeiros das principais ligas europeias. É, sem dúvida, o jogador mais esclarecido do FC Paços de Ferreira.
No miolo, o internacional pelo Canadá comanda as tropas no momento defensivo: rápido a reagir à perda de bola assim como a ocupar os espaços interiores e a posicionar-se, demonstrando espírito de combate e inteligência na compreensão dos momentos de jogo; ofensivamente, apresenta elevada aptidão para a condução de bola e perspicácia na abertura de espaços e zonas despovoadas.
Além disso, é diferenciado no passe e aparece, com alguma frequência, em zonas de finalização. Traça-se aqui, eventualmente, um plano para a realização da reciclagem da Palhinha.
2.

Marcus Edwards – Imaginem um protótipo de Messi, mas com carapinha e com as devidas adaptações ao futebol português. Tomem o tempo necessário. Já está? Ainda bem. Uma dessas raridades corresponde ao inglês, aquando da forma plena. Embora, à data, digam que o Vitória SC pode não ser capaz de subsistir a si mesmo, Marcus Edwards é o único capaz de fazer o adversário bater continência.
Apesar de ainda urgir trabalho na componente defensiva – nomeadamente no saber ocupar o espaço quando a equipa está faminta do esférico – e no aspeto da finalização, o extremo é ágil no vasculhar da sua cartola e no retirar da lebre. De drible curto, de porte pequeno, de rapidez estonteante, de técnica refinada, de visão de jogo diferenciada, imponente no um para um…
Costuma dizer-se que “ou passa a bola, ou passa o homem”. No caso, o homem esquiva-se na maioria das vezes.
1.
Francisco Navarro – Foi chegar, vir e… fazer mira constante para a baliza dos oponentes. Se dissermos que o avançado espanhol integra, nesta altura, um top três dos jogadores sensação do campeonato português, seria tudo menos um disparate. Ao que tudo indica, José Bordalás Jiménez adormeceu durante a preparação da temporada 2021/2022…
Nove (!) tentos apontados em treze partidas ao serviço dos gilistas como carta de apresentação. Para carta de apresentação, não está mau. Até podia dizer-se que Francisco Navarro aparece oportunamente em zonas de finalização; contudo, a partir do momento em que a linha delimitadora do campo em duas metades símiles é ultrapassada, a probabilidade de a bola beijar as redes aumenta quando chegada aos seus pés.
Uma coisa é certa: este galo não pertence à capoeira do Gil Vicente FC.










