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Pouco inteligentes a gerir os “excedentários”

Pedro Miguel Silva · 2 min

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É verdade que nunca, ou quase nunca, sabemos as verdadeiras razões pelas quais um jogador deixa de contar para o plantel ou treinador. Se algumas vezes poderá ser por alegada falta de qualidade ou necessidade do jogador na equipa, noutras poderão ser questões contratuais ou comportamentais que afectam o desempenho do jogador.

Mas nunca podemos gerir os “excedentários” desta forma. Até ao último minuto em que sejam jogadores do Sporting temos de defender o activo e procurar a melhor solução financeira para o clube. Comunicar que o jogador está livre para procurar clube ou simplesmente não o deixar treinar vai fazer com que este desvalorize no mercado e se torne um “produto pouco apetecível” (isto são princípios básicos do marketing).

Se concordo com praticamente todas as “dispensas” de Jorge Jesus, não consigo deixar de ficar estupefacto com o caso de Schelotto, que ainda o ano passado renovou contrato. Mas também acredito que se Jorge Jesus o “afastou” foi porque alguma coisa aconteceu… ou pelo menos quero acreditar.

Miguel Lopes é mais um dos muitos jogadores que sai "magoado" pela forma como o Sporting Clube de Portugal o tratou Fonte: Super Sporting
Miguel Lopes é mais um dos muitos jogadores que sai “magoado” pela forma como o Sporting Clube de Portugal o tratou
Fonte: Super Sporting

Além de desvalorizar o jogador, desvaloriza o clube no que diz respeito a uma “opinião pública”, nomeadamente no que diz respeito à classe dos jogadores. Qual é o jogador que quer vir para um clube que não respeita os atletas? Que sente que a qualquer momento pode ser afastado ou deixar de contar e não poder treinar sequer para “manter a forma física”?

Jorge Jesus e a Direcção do Sporting têm de estar em sintonia, e não digo que não estejam, mas têm de valorizar qualquer individualidade do clube. Ryan Gauld, o “mini-Messi”, mesmo que não seja essa a opinião de Jorge Jesus, tem de ser aquela que ele transmite cá para fora. Há que sobrevalorizar todos eles.

E depois afastar jogadores como tem vindo a acontecer e como aconteceu agora com Paulo Oliveira e Miguel Lopes tem de ser gerido de outra forma… Reparemos que quase todos os jogadores que saem do clube (e que se mostraram com o coração verde e branco), em muitos casos saem de costas voltadas e sem querer ter mais nenhuma ligação à turma verde e branca, o que em momento algum é bom para o clube.

Independentemente de, na época passada, o jogador ter estado abaixo do que pretendíamos (mas quantos não estiveram), um jogador com a classe de Bryan Ruiz não pode ser tratado como está a ser!!!

Há que trabalhar um pouco melhor o Marketing do Clube…

Foto de Capa: www.sporting.filtro.pt

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Pedro Miguel Silva

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