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A época desportiva de 2016/2017 está prestes a terminar, mas os clubes começam a preparar já a próxima época e em Alvalade ainda se prepara com mais preocupação e prioridade face aos vários erros cometidos ao longo desta temporada. Como já foi escrito por mim anteriormente noutros artigos, o plantel leonino necessita de uma revolução e de vender provavelmente cerca de nove ou dez jogadores que estão claramente a mais e não acrescentam qualidade nenhuma nem às primeiras nem às segundas linhas.
Para existir melhoria no rendimento e na qualidade do plantel também é necessário contratar com critério, tal como aconteceu com Bas Dost. Não se sabe ainda o que vai no pensamento do staff leonino, se pretendem garantir mais um ou dois reforços com a mesma qualidade e garantias de Bas Dost, tendo assim um maior investimento, ou se será colmatar as lacunas do plantel através de jogadores com preços mais acessíveis. A verdade é que o Sporting também não pode cometer loucuras a nível financeiro e se Bas Dost também veio por dez milhões de euros, é porque foram vendidos jogadores a cobrir esse investimento. Certamente com algumas saídas que podem existir, esse investimento irá ser feito. O Sporting precisa urgentemente de se reforçar e preparar a época da melhor forma. Não pode haver desculpas. Para já foram confirmadas três contratações: André Pinto, central contratado a custo zero ao Sporting de Braga e, mais recentemente, Cristiano Piccini e Mattheus Oliveira.
Cristiano Piccini, lateral direito formado na Fiorentina, nunca se afirmou e foi um jogador sistematicamente emprestado pelos “viola”. Em 2015/2016, após um ano de empréstimo no Bétis e por ter convencido o clube espanhol, foi contratado por cerca de um milhão e meio de euros. Chega ao Sporting proveniente então do Bétis por uma quantia a rondar os três milhões de euros. Tem 24 anos e é um jogador bastante alto (1.89m) – tal como Jesus gosta. Apesar de demonstrar algumas debilidades a nível defensivo – algo até preocupante para o plantel leonino, pois as principais lacunas são as laterais defensivas e os vários erros cometidos nessas mesmas posições – a Liga Espanhola e o clube em questão também exigiam que fosse necessário passar mais tempo a defender do que a atacar, sendo que num clube como o Sporting e o campeonato português algo mais acessível, será também mais fácil a sua adaptação. Isto porque é um lateral ofensivo, apesar de alto é bastante rápido e ágil, demonstrando boa capacidade para subir na linha e arriscar no um para um.
Demonstra ser uma mais valia face a Schelotto que na hora do passe/remate/cruzamento se revela algo trapalhão. Piccini é um upgrade ao que já se apresenta no plantel pois, tal como já referi muitas vezes, nem Esgaio nem Schelotto têm capacidade para jogar no Sporting. Apesar de acreditar que Schelotto e Piccini serão as soluções para a lateral direita – Jesus gosta demasiado de Schelotto para o vender – seria necessário ainda dar um outro tipo de upgrade, contratar um jogador que seja titular de caras no onze titular, tal como Nelson Semedo ou Maxi Pereira no Benfica e FC Porto respectivamente, fazendo de Piccini uma alternativa para segunda linha. Piccini realizou quinze jogos nesta época, fazendo no total 930 minutos.

Fonte: Sporting CP
Mattheus Oliveira, jogador de 22 anos, filho da ex-glória brasileira Bebeto, fez a sua formação no Brasil ao serviço do Flamengo, chegando depois ao Estoril por empréstimo, onde depois de convencer foi contratado a custo zero. Após fazer 32 jogos ao serviço do Estoril na presente época com um total aproximado de 2500 minutos e com dois golos apontados, o canarinho sempre foi dos melhores elementos no plantel do Estoril e com maior margem de progressão e talento. As suas performances chamaram a atenção dos responsáveis leoninos que contratam assim o médio num valor a rondar um milhão de euros. Capaz de jogar como extremo direito e como médio-centro, é como médio-ofensivo que as suas qualidades se destacam. Bom pé esquerdo, cheio de técnica e com facilidade no remate e visão de jogo, será interessante ver onde irá encaixar o jogador no sistema táctico de Jesus, que não joga com um número 10 declarado e onde já apresenta várias soluções para segundo avançado.
Sendo uma solução para a posição 8 de Adrien, veremos como se adapta o jogador que, num meio-campo que conta só com dois elementos mais centrais, poderá revelar alguma falta de andamento e algumas dificuldades, pois é um jogador mais ofensivo e até algo passivo. Aguardamos com expectativa como continuará a turma de Alvalade a atacar o próximo mercado de transferências e a próxima época.
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal













