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Ruben Amorim igualado, a camisola de João Simões e a disputa da baliza: tudo o que Rui Borges disse no rescaldo da vitória do Sporting contra o Lens

Diogo Ribeiro · 3 min

Rui Borges Sporting
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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Rui Borges analisou a vitória do Sporting sobre o Lens. Treinador leonino fez o rescaldo do jogo da Champions League em conferência de imprensa.

Em conferência de imprensa, Rui Borges realizou a análise do encontro entre o Lens e o Sporting da segunda jornada da fase de liga da Champions League. Depois da vitória leonina por 2-0, o técnico enalteceu a vitória leonina.

«Sabíamos que ia ser um jogo muito difícil. Intenso, competitivo. O Lens é uma equipa muito intensa mesmo. Estávamos cientes do adversário e do que passaríamos, pela qualidade deles, pelo ambiente, pelo jogo. A equipa estava ciente e tranquila. Era preciso ter coragem, ambição e humildade. A equipa teve isso. Sabíamos os passos que davam e que poderíamos ferir o Lens. Podíamos ter tido mais qualidade na forma como definimos as saídas, com outra qualidade do Geny e do Luis em alguns destes momentos, como o normal, podíamos criar mais oportunidades. Cumpriram à regra o pedido e fizeram o que o jogo pedia».

«Igualar Ruben Amorim nas vitórias na Champions? Sentimento de felicidade por ter ganho o jogo. Sei da dificuldade, fora de casa, num grupo com muitos miúdos novos e sem experiência na competição. Feliz e satisfeito por ver o rigor e foco deles. Se Deus quiser, irei bater outras coisas no meu caminho. Estou aqui por muita competência e trabalho, não caí de paraquedas. É para esses Bernardos da vida».

«João Simões? Tem características muito próprias e o jogo era de importância para os médios, quer a carregar, quer a romper. Eles acompanhavam as referências do Luis, com problemas na profundidade. Aqui ou ali podíamos ter tido melhores decisões. Dá-nos essa rutura. É um miúdo cheio de energia, passa essa energia na Champions. Tanto faz jogar com o Lens ou contra uma equipa da distrital, pela energia, humildade e ambição. Feliz por o ver voltar a este nível».

«Impacto a partir do banco? É sinal para o treinador, que estão ligados e estão ali para ajudar. Vão ajudar a equipa e dar resposta. Toda a gente entrou com um espírito muito bom, de ajudar a equipa. É difícil ganhar estes jogos e temos de trabalhar. Dá sinais de grupo forte, bom e unido. Hoje uns são importantes, amanhã são outros. Todos vão respondendo. O Silas não fez um grande jogo com bola em Braga, mas sem bola ajudou muito a equipa. Vai errar e temos de ter paciência. Temos de ser equilibrados nas tomadas de decisões e leituras. Ouvem, mesmo quando não sai bem querem treinar e repetir. Foram dois grandes jogos, mas vai haver um jogo que não correrá tão bem. Queremos ganhar na mesma».

«Camisola que pediu a João Simões? A camisola foi para um primo meu na França. Sou muito ligado à família, fez o sacrifício de ver o primo. O mínimo era oferecer-lhe a camisola e o Simões foi o primeiro que apanhei».

«Nestory Irankunda? Tem feito bons jogos, hoje fez um grande jogo. Veio da 2.ª Liga Inglesa, não estava habituado a jogar Champions. É um palhaço, um brincalhão sempre a rir. Tomou a melhor decisão em vir para o Sporting. Felizes por ter um miúdo cheio de potencial e não tenho dúvida do impacto que terá na equipa».

«4-3-3 como melhor versão? Podemos sempre melhorar. No sistema, jogámos sempre em 4-3-3. Mudam as dinâmicas conforme as características. Invertemos o triângulo, metemos um ala mais aberto. São as características e vamos moldando conforme o adversário. Já defendemos a cinco com o Geny e o Altimira. Tentamos o melhor de cada um dentro do coletivo. A equipa tem-se adaptado bem à alternância de comportamentos no sistema. Estão preparados, têm de estar preparados para as pequenas mudanças. Focaram-se no que podemos fazer para ferir o adversário».

«Problemas na definição? Com o Braga aconteceu o mesmo. Temos de definir melhor, é treinar e repetir. Não crescem do dia para o outro, mas com o tempo vão crescendo e ficando mais maduros. Eles têm de acreditar neles, mesmo que falhem em alguns momentos».

«Baliza? Tenho quatro bons guarda-redes. O Kaique deu boa resposta, dentro da característica do jogo. Também de momento, mas muito característica. Sabíamos de poder andar em bloco mais baixo, é inevitável. O Kaique dá mais características. Sai mais dos postes e na defesa da área era importante ter essa segurança. Muito por aí. Um como o outro darão sempre resposta».

Diogo Ribeiro

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