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A direcção do Sporting tem tomado medidas muito importantes para o futuro do clube, mas durante esse processo cometeu também muitos erros, como é normal em qualquer planeamento organizativo.

O segredo, nestes casos, será conseguir minimizar os estragos que os erros possam causar nos objectivos finais planeados.

Para quem tem por hábito ler os meus textos facilmente perceberá que apoio a actual direcção do meu clube; no entanto, não considero que tudo o que a mesma decide seja o mais acertado ou o mais eficaz para o bem do mesmo.

Considerar que se consegue gerir uma sociedade, uma empresa, ou o que quer que seja, sem errar, é ser utópico, por ser algo impossível de acontecer. O segredo será aprender com essas falhas, fazer melhor nas medidas futuras, e – não menos importante – tentar corrigir, em tempo útil, os erros cometidos.

Muitos desses erros acontecem sem que o público em geral se aperceba, por serem situações de foro interno da sociedade e do clube, ou por serem muito técnicas, ou simplesmente porque não são relevantes para o que interessa aos adeptos, que é ganhar jogos. Se tudo tivesse de ser discutido em praça pública, então nessa altura é que Bruno de Carvalho não poderia sair do Facebook. E sem dúvida de que prefiro vê-lo a tomar medidas de gestão ou operacionais em vez de o ver a responder a provocações.

Depois de dois anos de aprendizagem, Bruno poderá agora mudar a postura que tem à frente do clube Fonte: Sporting CP
Depois de dois anos de aprendizagem, Bruno poderá agora mudar a postura que tem à frente do clube
Fonte: Sporting CP

Isto leva-me a falar da medida tomada pela actual direcção de colocar nas mãos da justiça a decisão de condenar, ou não, medidas de anteriores dirigentes. Ninguém condenou ninguém, e só foram colocadas à apreciação situações que surgiram de uma auditoria prometida.

A auditoria foi feita, o que relevo, e decidiu-se levar à apreciação da justiça a questão sobre se há matéria para condenar ou não.

Neste caso só condeno o facto, segundo se sabe, de não se terem discutido as situações com os seus autores.

Outra questão que quero aqui referir é facto de o Sporting, ou a actual direcção, ter decidido responder a todas as provocações que surgem dos seus rivais, seja directa ou indirectamente, o que me parece necessário apesar de muitas vezes ser excessivo (pelo número de respostas que se dá). Considero que muitas das provocações não merecem resposta, por serem ridículas, ou pela credibilidade dos seus autores. Porque respondendo a estas situações corremos o risco de também nós cairmos no ridículo.

Deve-se escolher o que realmente é necessário esclarecer, e deixar o restante lixo para entupir redes sociais e comunicação social.

Por isto considero também que foi uma má decisão promover um programa, no canal do clube, que serve unicamente para satirizar um clube rival. Acho que não é útil ter um programa, nem que seja de um minuto, a falar exclusivamente de um clube rival. Aceitaria, se esse mesmo programa satirizasse todos os outros clubes e órgãos que gerem o futebol. Assim é dar importância a quem não a tem, pelo menos para o Sporting e a maioria dos Sportinguistas.

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