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Qual é a solução para o lado direito do Sporting?

João Filipe Marques · 3 min

Pedro Porro Sporting Tottenham
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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O jogo do Sporting tem andado morto, sem grandes soluções, e a ala direita da turma verde e branca é setor onde mais se pode constatar esse facto. Desde que Pedro Porro se lesionou que Rúben Amorim não conseguiu arranjar uma opção, pelo menos, estável que conseguisse varrer todo o lado direito do campo.

Indo por partes, como era óbvio, a primeira opção para colmatar a ausência de Porro foi, naturalmente, chamar a serviço Ricardo Esgaio. A verdade é que Rúben Amorim usaria Esgaio porque, para além de ser o único jogador puro do Sporting para substituir Porro, é um jogador de confiança do treinador.

Rúben Amorim gosta de Ricardo Esgaio e gosta de o ter no plantel, vai se lá saber porquê. O defesa direito não tem lugar com Porro, mas foi adaptado a defesa central, no esquema tático de três centrais de Amorim, e acabou por ir jogando.

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

No entanto, este ano, Esgaio ou jogava como terceiro central, sendo uma opção a ficar reduzida com a vinda de St. Juste, ou esperava por uma lesão de Pedro Porro. O que acabou por acontecer.

Esgaio foi chamado ao jogo e, sendo meigo, demonstrou que não é jogador para o Sporting. O lateral aproveitou muito mal esta lesão. Foram erros atrás de erros, más prestações atrás de más prestações, e nunca acertou uma. Não se soube levantar e acabou por prejudicar, em grande parte, o jogo dos leões.

Tal como se dizia entre adeptos, já não há argumentos para defender Esgaio. Já parece teimosia de Amorim, algo que o treinador também já nos habituou.

Mas, e depois? Se Esgaio não está a mostrar serviço e rendimento, porquê continuar a apostar nele? É teimosia? É confiança? É por ser um dos capitães? Seja o que for, não percebe a persistência.

Posto isto, onde estava a solução? Pois bem, a meu ver a resposta para esta lacuna está num clube vizinho, ao qual fomos buscar um jogador (mais um extremo) a troco de quatro milhões de euros, que com tenra idade faria muito mais do que fez Esgaio.

Falo de Gonçalo Esteves, como é claro. Um dos maiores erros do Sporting, a meu ver, esta temporada, foi emprestar este miúdo, que tem qualidade e potencial para crescer estando no Sporting, sem a necessidade de um empréstimo a um clube “menor”.

Esteves
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Esteves tem tudo para ser um dos melhores portugueses nesta posição e seria uma boa opção para rodar com Porro, tal como aconteceu na época passada, mas Amorim optou por ficar com Esgaio… Esperemos que este empréstimo regresse num futuro muito próximo.

Só nos resta então olhar para o que temos no plantel e, verdade seja dita, todas as opções que temos são mais atacantes do que defensivas. Arthur, que é utilizado na ala esquerda mas também pode ser adaptado à direita, é bom a criar perigo, mas, defensivamente, já é mais debilitado.

Resta-nos apenas Fatawu, que já foi utilizado para fazer o lugar de Porro e Esgaio e não esteve mal. Perante a má forma de Esgaio, o extremo de 18 anos era e é, neste momento, a melhor opção que temos para arrematar o nosso lado direito, caso Porro ainda não se apresente nas condições a que estamos habituados.

O que me causa confusão é que se o argumento da tenra idade e necessidade de evolução se aplica a Esteves, porque é Fatawu ficou no plantel e Esteves não, sabendo que são os dois da mesma idade?

Atenção que não estou a por em causa a qualidade de Fatawu, sendo que o jovem ganês tem um potencial enorme, mas o mesmo se aplica a Gonçalo Esteves e avançados, bem como extremos, é o que não falta no nosso plantel.

João Filipe Marques

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