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Sporting CP 0-5 Manchester City FC: Primeira parte ditou noite de pesadelo

João Castro · 5 min

Liga dos Campeões
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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A CRÓNICA: FUTEBOL PLAYSTATION EM ALVALADE

Em noite de Liga dos Campeões, e com o estádio José Alvalade totalmente lotado, o Sporting CP viveu um autêntico pesadelo frente ao Manchester City FC de Pep Guardiola.

Numa primeira parte totalmente decisiva para o desfecho do encontro, o primeiro golo surgiu depois de os leões suspirarem de alívio pela bandeirola levantada. Mahrez atirou para o fundo das redes, mas, aquele que parecia, ser um golo irregular acabou por ser validado pelo VAR. Estava, assim, feito o primeiro aos 9 minutos.

A reação do Sporting CP não poderia ter sido pior. Poucos minutos depois, foi o poste que evitou aquele que seria o segundo dos citizens.

Mas, aos 17 minutos, a resistência voltou a ceder. Bernardo Silva atirou com estrondo para o fundo das redes de Adán e deu início a uma noite individual de sonho. Por outro lado, notava-se uma equipa leonina totalmente desmontada pelas armas de Guardiola.

Era tempo de uma tentativa de reação, mas as chegadas à baliza de Ederson revelavam-se sempre ineficazes. O trio ofensivo leonino estava irreconhecível.

O 3-0 acabou, assim, por surgir com alguma naturalidade. O falso ‘9’ Phil Foden apareceu no local certo e só teve de encostar depois de mais uma boa jogada ofensiva do Manchester City FC. A primeira parte estava, assim, a tornar-se um pesadelo para a equipa de Rúben Amorim.

Mas os primeiros 45 minutos não ficaram por aqui. Depois de mais algumas tentativas inofensivas do Sporting CP, Bernardo Silva quis bisar no encontro. Aos 44 minutos, voltou a responder assertivamente ao trabalho de Sterling e estabeleceu um resultado bastante pesado.

A segunda parte prometia ser de um ritmo mais baixo. Pedro Gonçalves acabou por dar lugar a Ugarte, mas nem a alteração tática deu uma nova vida aos leões.

Aos 50 minutos, Bernardo Silva atirou de cabeça para o hat-trick, mas, mais uma vez, o VAR a intervir e a tirar uma noite com proporções ainda maiores para o português.

Quando todos pensávamos que já não havia mais futebol, eis que surgiu o momento da noite. Sterling apareceu à entrada da grande área e atirou com toda a classe para o fundo da baliza. Estava feita a mão cheia com o momento da noite.

A partir daí, restou apenas ao Sporting CP tentar aguentar a gestão de jogo do Manchester City FC. Alvalade não se calou no apoio à equipa, e resta agora tentar deixar outra imagem em Inglaterra.

 

 

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Bernardo Silva – Não foi um jogo de jogadas fulminantes do médio português, mas foi sobretudo um jogo de golos. Bernardo Silva parecia estar sempre no sítio certo e no momento certo. Aproveitou da melhor forma a diversidade de movimentos e a instabilidade defensiva leonina para fazer duas vezes gosto ao pé. Só não fez o hat-trick porque o golo foi anulado.

 

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro Gonçalves – Esta não foi a noite de Pote. Num jogo em que cabia aos avançados serem letais sempre que se aproximassem da grande área do adversário, o extremo leonino acabou por complicar várias vezes o que era simples. De resto, todas as suas tentativas acabaram por ser sempre anuladas pela defesa dos citizens.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

A equipa de Rúben Amorim apresentou-se num 3-4-3, com Matheus Reis a aparecer como terceiro central pela esquerda e Esgaio enquanto falso lateral esquerdo. A estratégia leonina acabou por sair completamente furada. O pragmatismo leonino  que habitualmente cria perigo, esbarrou nas nuances táticas de Guardiola. Matheus Nunes não conseguiu ter a habitual preponderância na ligação ao ataque, aparecendo no jogo em momentos de variação de flanco para Pedro Porro. Este foi um dos momentos em que o Sporting CP encontrou maior espaço para tentar criar perigo, mas sempre resolvido pela defesa dos citizens.

O trio ofensivo leonino acabou por se revelar inofensivo. Foram poucas as vezes que a bola chegou a Paulinho, e Pablo Sarabia e Pedro Gonçalves, quando tinham a bola, ou decidiam mal ou eram forçados ao erro.

Na segunda parte, Rúben Amorim promoveu a alteração de Pedro Gonçalves por Ugarte, passando a existir um meio campo a três com Sarabia no apoio a Paulinho na frente de ataque. Uma substituição que acabou por não ter efeitos práticos na equipa. Destaque ainda para a fragilidade no lado direito defensivo do Sporting CP, por onde surgiram alguns golos dos ingleses.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (3)

Gonçalo Inácio (4)

Coates (4)

Ricardo Esgaio (3)

Matheus Reis (3)

Matheus Nunes (5)

João Palhinha (4)

Pedro Porro (5)

Pedro Gonçalves (3)

Sarabia (4)

Paulinho (3)

SUBS UTILIZADOS

Ugarte (3)

Tabata (3)

Slimani (3)

Luís Neto (-)

 

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

A equipa de Pep Guardiola apresentou-se num 4-3-3 muito dinâmico e típico deste Manchester City FC. Uma grande nuance tática foi vista principalmente entre Bernardo Silva e Kevin De Bruyne: dois autênticos quebra-cabeças capazes de aparecer em todo o lado. Destaque principalmente para o médio belga, que aparecia assim enquanto médio mais ofensivo e com um papel preponderante na segurança e apoio de Phil Foden, o falso ‘9’ dos citizens.

As alas estavas entregues a Mahrez, um extremo que criava perigo a entrar na área com a bola no pé, e Sterling, capaz de furar mais em velocidade em espaços interiores

A intensidade da primeira acabou por estabelecer o resultado final, sempre que com o decorrer dos minutos e com as substituições, a equipa inglesa começou a gerir de forma confortável o encontro com posse de bola.

Destaque ainda para a preponderância ofensiva pelo corredor esquerdo, onde apareceram Sterling e Bernardo Silva, que foram capazes de explorar da melhor forma as debilidades defensivas leoninas.

 

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (4)

Stones (5)

Rúben Dias (7)

Laporte (6)

João Cancelo (7)

Rodri (5)

 De Bruyne (7)

Bernardo Silva (8)

Sterling (8)

Mahrez (7)

Foden (7)

SUBS UTILIZADOS

Gundogan (5)

Zinchenko (6)

Fernandinho (5)

Aké (-)

Delap (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

Não foi possível colocar questões ao treinador do Sporting CP, Rúben Amorim.

Manchester City FC

Não foi possível colocar questões ao treinador do Manchester City FC, Pep Guardiola.

BnR: O Sporting é a melhor defesa do campeonato português. O que é que fez a diferença a favor do Manchester City hoje?

Mahrez: “Não acho que tenha sido um jogo fácil, só que nós marcámos nos momentos certos. A eficiência faz a diferença nestes jogo”.

 

 Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

 

João Castro

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