Sporting CP 1-0 CS Marítimo: À terceira é de vez

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A CRÓNICA: BORJA ACABOU POR “CALAR” O SILÊNCIO DOS ADEPTOS LEONINOS

Noite de muita chuva em Lisboa e as bancadas de Alvalade estavam despidas de adeptos para o encontro entre Leões e Maritimistas. Um silêncio quase profundo no estádio caracterizava aquilo que era o sentimento dos presentes nas bancadas. Uma forma de protesto totalmente compreensível devido ao momento que o clube atravessa.

O jogo começou ele muito equilibrado, mas foram os leões que chegaram com mais perigo. Primeiro um bom remate de Sporar, que entrou após lesão de Luiz Phellype, e depois foi Coates, que acabou por introduzir a bola na baliza, mas estava em fora de jogo e não contou. Seguia tudo a zeros. Aos 37 minutos, depois de uma boa jogada maritimista a bola acabou por chegar a Rodrigo Pinho, mas estava atento Luís Maximiano, que defendeu para canto.

No segundo tempo, o Sporting entrou muito atrevido. Desde remates de Bruno Fernandes, Rafael Camacho e investidas pelo corredor esquerdo, a equipa leonina parecia muito mais confortável neste momento da partida. Aos 53′ chega até a fazer golo, mas foi falso alarme. Rafael Camacho aproveitou um excelente cruzamento de Borja e uma má decisão por parte de Abedzadeh, mas o VAR cortou as esperanças verdes e brancas. O golo acabou mesmo por ser anulado por falta de Sporar.

O Sporting continuou a pressionar mesmo depois de lhe ter sido “negado” o 1-0. Aos 66′, Bruno Fernandes faz uma abertura fantástica para Plata que, por sua vez, remata. Valeu ao CS Marítimo o seu guarda-redes que defendeu. Não foram preciso sequer quatro minutos para Bruno Fernandes voltar a causar estragos. O médio leonino rematou forte, uma autêntica bomba, que acabou por ser devolvida pela baliza maritimista.

O perigo estava a ser demasiado evidente do lado da baliza de Abedzadeh. E eis que à terceira é de vez: depois de ter conseguido colocar a bola na baliza e de terem sido anulados os dois primeiros lances, Borja abre as contas da noite. Depois de Jovane aparecer para o cruzamento, Borja fez as honras e permitiu ao Sporting CP carimbar esta vitória em Alvalade.

A FIGURA 

Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Ristovski – O jogador leonino esteve muito interventivo esta noite em Alvalade. Teve várias combinações com Bruno Fernandes e Rafael Camacho. A garra característica do jogador transpôs-se dentro de campo esta noite e, apesar de não estar ligado ao golo, merece a nossa nota de destaque como figura.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Jesé – A aposta de Jorge Silas não foi feliz esta noite. Falamos do regresso de Jesé ao onze titular. Ainda teve alguns lances interessantes nos minutos iniciais da partida, mas a partir daí, nem vê-lo. Esteve muito apagado e acabou mesmo por ser substituído por Gonzalo Plata.

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

As ausências de Acuña, Mathieu e Bolasie e entraram para ocuparem os lugares habituais: Borja e Luís Neto para a defesa e Jesé para o ataque leonino. Um 4-3-2-1 com Luiz Phellype a ocupar uma posição mais avançada e a ser apoiado por Camacho e Jesé nos dois extremos. Mas ao minuto 12, houve alteração forçada devido a lesão: Sporar estreou-se para o lugar do lesionado Luiz Phellype.

Na segunda parte, Silas optou por colocar as fichas todas no ataque e, para isso, teve de arriscar um pouco no meio-campo. Tirou Idrissa Doumbia, situado na zona de meio-campo, para colocar Jovane Cabral na frente de ataque. Podia ter sido um risco, é verdade, mas o que é facto é que esta alteração tática acabou por surtir efeito aos 76, aquando Borja marca o golo da vitória dos leões.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Maximiano (6)

Cristián Borja (7)

Sebastián Coates (5)

Luís Neto (5)

Stefan Ristovski (8)

Idrissa Doumbia (5)

Wendel (7)

Bruno Fernandes (7)

Rafael Camacho (6)

Jesé (4)

Luiz Phellype (-)

SUBS UTILIZADOS

Sporar (6)

Gonzalo Plata (6)

Jovane Cabral (7)

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Os maritimistas apostaram no mesmo onze inicial que atuou no empate frente ao FC Famalicão, na jornada transata. Sempre se ouviu dizer que equipa que está bem não se mexe e o CS Marítimo levou isso muito à letra.

Ao contrário do seu adversário, o CS Marítimo apresentou-se um pouco mais apático na segunda parte. José Gomes apostou, também contrariamente ao Sporting, num reforço do meio-campo com a entrada de Edgar Costa. Nanu e Correa, em momentos de ataque, ocupavam as malhas laterais. Já Edgar Costa recuava com o intuito de compensar essas mesmas duas subidas. O CS Marítimo recuou muito as suas linhas e isso acabou por facilitar as transições de ataque leoninas e levar também mesmo ao golo de Borja.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Abedzadeh (6)

Bebeto (6)

Zainadine (7)

René Santos (5)

Rúben Ferreira (6)

Nanu (7)

Vukovic (5)

Diego Moreno (4)

Correa (6)

Joel Tagueu (5)

Rodrigo Pinho (6)

SUBS UTILIZADOS

Edgar Costa (5)

Mesquita (-)

Getterson (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: Acha que o que acabou por desbloquear este jogo foram as substituições que fez visto que Gonzalo Plata e Jovane entram muito bem no jogo e este último chega mesmo a ser o homem que assiste para o golo do Sporting? E também a opção de reforçar o ataque, retirando um homem do meio-campo foi a chave para a felicidade neste jogo?

Jorge Silas: Acho que a chave foi os jogadores nunca desistirem deste jogo e continuarem a acreditar que podíamos ganhá-lo. O Jovane e o Gonzalo Plata são jogadores que acreditamos no seu potencial e estão ansiosos para mostrar aquilo que valem. Acredito que o futuro do Sporting CP estão neles. Obviamente, têm de começar a ter minutos e são muitos bons, como viram hoje. Há outros jogadores que também têm essa qualidade, mas não podemos meter todos. E precisamos de jogadores como estes [Jovane e Gonzalo Plata] que querem vingar. A chave não está só aí porque jogaram os outros jogadores e não perderam a calma. Mas foi um aspeto positivo a salientar sim.

CS Marítimo

BnR: Disse agora que ofensivamente fez pouco aqui. Tirar um avançado para reforçar o meio-campo não foi algo mau para a estratégia de ataque?

José Gomes: Não é por termos mais atacantes em número que vamos seres superiores de ataque. O nosso erro não foi propriamente esse. Quisemos, através do meio-campo, criar mais opções para esse mesmo ataque. Não estávamos a ter domínio no centro do terreno e isso estava a prejudicar muito o nosso jogo.

Rescaldo de opinião de Inês Santos e João Pedro Barbosa

Foto de Capa: Inês Santos/Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves

Redação BnR
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