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Sporting CP 1-0 Rosenborg BK: Bacalhau norueguês à moda de Bolasie

Redação BnR · 5 min

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Custou, mas lá foi. O bacalhau cozinhado pelos leões foi sem sal, num jogo um pouco desenxabido, mas que valeu os três pontos à equipa portuguesa. O Sporting CP venceu então o Rosenborg BK por 1-0, graças a Yannick Bolasie que foi o “mestre da culinária” e ajudou a cozinhar o segundo triunfo na Liga Europa, o que permite aos “leões” isolarem-se no segundo lugar do grupo D e regressar aos triunfos, após a eliminação da Taça de Portugal.

Antes do apito inicial, cumpriu-se um minuto de silêncio em memória a Rui Jordão, antiga glória leonina que faleceu no passado dia 18 de outubro. O jogo não começou da maneira mais animada. O momento mais digno de destaque, diga-se, foi aos onze minutos num momento em que o estádio iluminou-se de luzes em honra à antiga glória leonina.

Passe para aqui, passe para acolá e a verdade é que o jogo não prometia muito até então. Só ao fim de 17 minutos é que surgiu um lance que levantou as bancadas. Bruno Fernandes marca um livre direto, mas a bola vai parar à trave da baliza do Rosenberg. Surgia assim o primeiro sinal de perigo por parte dos leões.

Ao fim de um minuto, Vietto surge a mergulhar na área adversária para o cruzamento depois de um excelente cruzamento de Acuña. André Hansen defende e nega o golo ao número 10 dos leões. A resposta dos noruegueses veio aos 23′, momento em que Akintola remata a bola na atmosfera. Renan, atento, defende sem grandes problemas.

O jogo continuava com um ritmo bastante lento e o espetáculo não estava a ser o melhor de facto. Quem estava a surpreender pela positiva era Vietto que, até ali, se tinha mostrado bastante interventivo na partida. Aos 29 minutos, o jogador surge pelo flanco esquerdo depois de um mau passe de Reginiussen. Valeu ao Ronsenborg o seu guarda-redes que defendeu o remate.

Três minutos depois, surge um lance de grande perigo em fortalezas leoninas. Sebastián Coastes faz um alívio, mas a bola acaba por ir parar às costas de Doumbia. A bola ainda passou resvés da linha de golo. Felizmente acabou por não ser nada, mas estava feita a ameaça.

A primeira parte acabava assim com um nulo de ambas as partes, num jogo que não teve, até aqui, muito para contar e no qual houve mais magia fora do relvado do que propriamente dentro. Esperava-se, francamente, uma melhor segunda parte!

A primeira parte acabou com um nulo de golos frente as duas equipas
Fonte: Rosenborg BK

O recomeço do jogo trouxe um Sporting com vontade de querer marcar, mas faltava alguma fluidez de jogo à equipa leonina para criar algum lance de perigo para o guarda-redes norueguês André Hansen. Um dos jogadores que esteve mais ativo no início da segunda parte foi Bolasie que ao minuto 58 trabalhou bem dentro da área adversária e disparou à figura de Hansen.

Apesar dos leões terem a iniciativa de jogo, o Rosenborg não deixou de ir em busca do golo e podia tê-lo alcançado aos 63′, quando um cruzamento de Akintola à procura dum desvio de um colega de equipa foi cortado providencialmente por Coates. Algo insatisfeito com o rendimento ofensivo da sua equipa, Silas trocou Luiz Phellype pelo jovem Pedro Mendes.

A mudança trouxe alguma vida aos verdes e brancos, que voltaram a aumentar a pressão sobre os noruegueses, o que acabou por trazer resultados práticos ao minuto 70: Bolasie responde bem a um cruzamento com uma cabeçada na bola que ainda desvia em Hovland antes de beijar as redes da baliza de Hansen, o que fez soltar a alegria nas bancadas de Alvalade.

O conjunto visitante não se foi abaixo com o golo sofrido e dispôs de duas soberanas ocasiões para empatar: na primeira (79′), Konradsen não acertou na bola após Coates falhar a interceção. Já na segunda (81′), o cabeceamento de Bjorn Johnsen passou perto do poste da baliza de Renan.

Os últimos minutos foram de sufoco para o Sporting que viu o Rosenborg a apostar tudo para salvar o primeiro ponto na Liga Europa, mas sem qualquer sucesso e o jogo acabou com o triunfo pela margem mínima. Mesmo sem fazer uma grande exibição, o certo é que os comandados de Silas chegam aos seis pontos no grupo D e estão agora a um ponto do líder PSV Eindhoven.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Sporting CP – Renan Ribeiro (GR), Valentin Rosier, Sebastián Coates, Jérémy Mathieu, Marcos Acuña, Bruno Fernandes, Idrissa Doumbia, Wendel (Eduardo, 88′), Luciano Vietto (Cristian Borja, 85′), Yannick Bolasie e Luiz Phellype (Pedro Mendes, 64′)

Rosenborg BK – André Hansen (GR), Vegar Hedenstad, Tore Reginiussen, Even Hovland, Birger Meling, Gjermund Asen (Pal André Helland, 81′), Marius Lundemo, Mike Jensen, Babajide Akintola (Anders Konradsen, 75′), Samuel Adegbenro (Bjorn Johnsen, 81′) e Alexander Soderlund

A FIGURA

Fonte: Sporting CP

Yannick Bolasie – O extremo congolês foi fundamental para a vitória leonina, uma vez que apontou o único golo do jogo. Mas durante a segunda parte, Bolasie deu mostras de querer dar um rumo diferente à história da partida e acabou por consegui-lo.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Luiz Phellype – Mais um jogo apagado para o avançado brasileiro. Passou bastante ao lado da partida, não constituiu uma verdadeira ameaça para a defensiva norueguesa e, sem grande surpresa, foi o primeiro jogador a ser substituído.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Rosenborg BK

Não foi possível fazer perguntas ao treinador do Rosenborg, Eirik Horneland.

Sporting CP

BnR: Na antevisão do jogo, disse que o Rosenborg era uma equipa fisicamente forte, que intercalava jogo direto com posse de bola, mas que tinha algumas fragilidades. Acha que as conseguiu explorar da melhor forma?

Emanuel Ferro: Sim, eu acredito que sim. Também houve algumas coisas que o Rosenborg fez aqui hoje que nós não fomos surpreendidos. São uma equipa muito baixa, muito baixa até sofrer o golo e isso dificultou-nos de alguma forma. É difícil estar a jogar contra 11 jogadores encaixados no meio-campo defensivo. Não foi diferente daquilo que esperávamos. É uma equipa fisicamente forte, não intercalou tanto o jogo direto com a posse, mas, no essencial, acho que fomos criteriosos na forma como atacámos. O golo valida a forma como explorámos as fragilidades deles, mesmo que eles tenham levado mais cautelas em termos defensivos.

 

Artigo de Opinião de Guilherme Costa e Inês Santos

Foto de Capa: Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Redação BnR

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