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Depois do desaire com o CD Tondela e o empate no clássico frente ao FC Porto, o Sporting CP regressou às vitórias na I Liga. A conjunto verde e branco, orientado por Marcel Keizer, venceu o Moreirense FC por 2-1. A equipa de Moreira de Cónegos saiu derrotada em Alvalade, mas deixou bons indicadores no bom campeonato que está a realizar. Por outro lado, o Sporting CP marcou dois golos num curto de espaço de tempo na primeira parte e não se viu muito mais.
A partida começou a todo o vapor para os “leões”. A ideia inicial dos comandados de Marcel Keizer foi atacar pela esquerda e assim o foi. Mal quando Acuña teve um cruzamento cortado pela defensiva do Moreirense, o argentino bateu um canto que deu em golo para Nani. A bola chegou à cabeça do capitão do Sporting CP no primeiro poste da baliza do Moreirense e foi parar ao colo de Jhonathan Siqueira já dentro da linha de fundo (1-0). Estavam apenas decorridos três minutos em Alvalade.
Acuña é novamente protagonista neste primeiro jogo da segunda volta para ambas as equipas. A jogar a lateral esquerdo, o argentino rouba a bola a Arsénio Nunes na primeira iniciativa de ataque do Moreirense. O lance gera dúvidas, mas o árbitro Rui Costa mandou jogar.
Aos 20 minutos do primeiro tempo, o Sporting ia trocando a bola muito devagar e alguns adeptos no estádio não estavam a apreciar a visível lentidão de processos. O espaço era curto, como Keizer avisou na conferência de imprensa de antevisão a esta partida, e o Moreirense pressionou um pouco mais para participar mais no jogo.

Fonte: Sporting CP
No entanto e sem grande brilho, o Sporting chega mesmo ao 2-0, aos 26’ com Bruno Fernandes a tiro de primeira dentro de área, numa recarga de um remate de Ristovski à média distância, defendido para o lado pelo guardião do Moreirense.
Feito o segundo golo dos “leões”, o Moreirense era quem entrava mais em cena na partida, mas sem grande perigo para a baliza de Renan Ribeiro, excepto aos 34’. Altura em que o Moreirense faz o 2-1 que bastou a Heriberto Tavares, ao segundo poste na esquerda, encostar depois de uma combinação perfeita entre Chiquinho e Arsénio Nunes a partir do lado direito.
A partir daqui, e até ao final da partida, viu-se que cada equipa ia tendo os seus momentos. Alguns períodos de domínio da posse da bola iam tombando a favor de uma e outra equipa, não havendo lances de grande perigo.
O Moreirense era a equipa visivelmente mais confiante e expressou isso quando refrescou o ataque com Nenê e Bilal Aouacheria. Já o Sporting tentava tirar partido de atributos de jogadores como Bruno Fernandes ou de Bas Dost, mas não chegou. Valeu Coates, Mathieu e principalmente Acuña para travar o algo mais que o Moreirense merecia neste jogo, mas os “cónegos” pecaram muito por sofrer dois golos numa fase madrugadora.
ONZES E SUBSTITUIÇÕES
Sporting CP: Renan Ribeiro, Ristovski, Coates, Mathieu e Acuña; Gudelj, Bruno Fernandes e Wendel (Petrovic 85’); Nani (Raphinha 68’), Diaby e Bas Dost
Moreirense: Jhonathan, D’Alberto, Iago dos Santos, Rafike Halliche e Rúben Lima; Mamadou Loum, Fábio Pacheco (Teixeira 83’) e Chiquinho; Arsénio Nunes (Bilal Aouacheria 68’), Pedro Nuno (Nenê 68’) e Heriberto Tavares
A FIGURA

Marcos Acuña – Tremenda exibição do argentino que joga em toda a faixa esquerda do Sporting. Foi o assistente de Nani no primeiro golo logo ao início do jogo e participou no lance do segundo golo – Acuña faz o cruzamento inicial para a área. Compensou muito bem Nani no ataque, dando largura no corredor, até ser substituído e colecionou uma série de cortes e recuperações irrepreensíveis. Keizer disse no final da partida que não espera a transferência do argentino neste mercado argentino.
Nota também para as boas exibições de Mathieu (Sporting CP), Halliche e Mamamou Loum (Moreirense FC) no capítulo defensivo. Na ofensiva, Chiquinho e Arsénio formaram uma sociedade interessante na primeira parte.
O FORA DE JOGO

Marcus Wendel – Bruno Fernandes precisava de um parceiro no meio-campo mais inspirado. No entanto, o Sporting trocou muito a bola desde trás e tinha os sectores de defesas e médios algo distantes do terreno. O jovem brasileiro fez alguns dribles, mas não bastaram, e mostrou-se muito fatigado antes do meio da segunda parte. Dá a noção que só saiu quando sofreu uma entrada dura de Iago Santos (que mereceu amarelo aos 84’) ao cortar um contra-ataque dos “leões”.
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Moreirense FC
BnR: No lançamento da partida, Marcel Keizer disse que o Sporting ia ter “espaços curtos” para jogar. Acha que isso foi o que permitiu à sua equipa mostrar-se mais no jogo especialmente a partir do segundo golo do Sporting?
Ivo Vieira: Nitidamente foi o que aconteceu ou o que não aconteceu. Primeira parte tivemos muito baixos a dar possibilidade ao Sporting de iniciar a sua fase de construção. Optamos por um bloco meio mas o Sporting obrigou-nos a baixar as linhas, retifiquei essa situação ao intervalo. Não podia ser assim, estávamos muito longe da baliza do Sporting. Entretanto melhorámos nesse aspecto e conseguimos discutir o jogo. É exactamente essa a observação, é pertinente, isso que aconteceu no jogo e não queria que acontecesse. Demos a vantagem de dois golos ao Sporting. Esperámos muito daquilo do que o jogo podia dar e não fizemos aquilo que o jogo desse. Não tem nada a ver com a interpretação dos jogadores, até estavam bastante desgastados, mas por aquilo que foi por opção é mérito do Sporting. Devíamos ter sido mais audazes, mais capazes e isso é responsabilidade minha não termos sido a equipa que fomos na segunda parte nos primeiros 30 minutos de jogo.
Sporting CP
BnR: Não fez a terceira substituição a que tinha direito, pode dizer-nos porquê?
Marcel Keizer: Sim, posso. Depois dos 80 minutos pensei que tínhamos de ter controlo do jogo. Quando fazes uma substituição é porque queres algo da equipa e todos os substitutos estavam frescos. Todos os jogadores que jogaram sabiam o que a equipa necessitava e não queríamos dar hipóteses ao adversário. Defensivamente era melhor ser assim, mas às vezes podemos fazer alguma coisa no ataque e foi por isso que o Francisco Geraldes estava a aquecer, mas decidi manter assim.












