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Aí vão quatro para Keizer, aí vão quatro para os leões: o Sporting CP venceu hoje o CD Aves por 4-1, em jogo a contar para a 12ª jornada da Primeira Liga, regressando assim ao segundo lugar do campeonato e conseguindo a quarta vitória consecutiva com o técnico holandês no comando. E como em equipa que ganha não se mexe, foi mesmo aí que começou a vitória leonina: nenhuma alteração no onze titular e apenas uma no banco, com o regresso de Fredy Montero. Já José Mota, do lado avense, alterou quatro jogadores face à última partida, uma derrota frente ao Nacional da Madeira.

Mas se o resultado é encantador, a exibição foi sofrida. Apesar de claramente favorito, o Sporting teve uma primeira parte muito longe daquilo que se esperava, ainda mais depois das boas exibições com Keizer ao comando. Um início de jogo desconcentrado dos “leões”, com grande lentidão de processos e muitas bolas dadas a meio-campo. O Desportivo das Aves, com a lição bem estudada, pressionava com intensidade e aproveitava o reduzido número de homens no bloco defensivo do Sporting.

Com isto, e ainda que os da casa tenham tido a primeira ocasião de golo, com Diaby a rematar ao lado ao minuto 13, a primeira meia-hora foi do Aves. As recuperações de bola davam confiança, a equipa de José Mota ia subindo, ganhado faltas e a presença na área de Renan começava a sentir-se. Tanto que… primeiro golo da história do Aves em Alvalade!

Livre lateral cobrado do lado direito por Rodrigo Soares, Defendi ganhou nas alturas a Coates e atirou de cabeça para o golo. 1-0 em Alvalade e cubo de gelo na euforia que se sentia até então. Ainda mais porque a exibição leonina não estava a ser a melhor, o que ficou ainda mais nítido na(s) jogada(s) seguinte(s): mais um passe errado no meio-campo do Sporting e foi ver Amilton a correr de uma ponta à outra do campo para depois rematar a defesa de Renan. Os visitantes muito perto de marcarem dois golos em dois minutos.

A partir daqui, o Sporting ainda desapareceu mais do jogo, para estranheza dos adeptos. Era o Desportivo das Aves que trocava a bola confortavelmente e… na área adversária! Os avenses iam irritando os da casa, que pareciam cada vez mais desconcentrados e a ceder aos nervos, com algumas confusões à mistura. Os jogadores leoninos pareciam perdidos em campo e só encontraram o rumo com um penalti. E estalou aqui o verniz.

Diaby cabeceia na área e é derrubado por Vítor Costa. Grande confusão a ser apenas resolvida com a consulta do árbitro Vítor Ferreira ao vídeo-árbitro. O resultado deu em penalti, que Bas Dost marcou sem dificuldade ao minuto quarenta. Durante os festejos, e com os ânimos ainda quentes, José Mota acabou por ser expulso por protestos. Alvalade explodia por todos os lados e de várias formas!

Balão de oxigénio que ia sendo furado de imediato: que erro crasso de Coates, que num mau atraso para Renan entregou a bola a Elhouni! O marroquino contornou o guarda-redes, silenciou Alvalade, mas a bola acabou por ser rematada à malha lateral. Que perigo! E se a primeira parte já parece longa, toca a ganhar fôlego, porque ainda não acabou.

O vulcão de emoções que era Alvalade ia entrar em erupção por mais uma vez! Na mistura de emoções – com a fraca primeira parte, o golo sofrido, o penalti marcado ou a expulsão de José Mota -, só faltava mesmo um último tiro. E que tiro! Nani premiu o gatilho, o míssil foi desviado e golaço de fora de área no “covil do leão”. 2-1 para o Sporting já em tempo de compensação, numa primeira parte em que os “leões” nem foram propriamente superiores aos visitantes.

Apesar de sair para o intervalo em desvantagem, o CD Aves esteve por cima em grande parte do primeiro tempo, tendo até estado a ganhar
Fonte: Bola na Rede

Ora e se a primeira-parte tinha acabado a todo o gás, a segunda manteve a tendência. Aliás, foi uma fotocópia! Como acabou a primeira parte? Golo. Como começou a segunda? Exatamente. Bruno Fernandes cruza do lado direito e um holandês voador chamado Bas Dost voltava a marcar. Que grande cabeceamento do avançado leonino, com a bola a fugir a André Ferreira. 3-1, e toca a recarregar forças, porque a bola já está a rolar e do outro lado.

Nildo Petrolina ia trazendo o Desportivo das Aves de novo para o jogo com um livre direto ao minuto 52 a raspar no poste da baliza dos “leões”. Os visitantes continuavam a gostar de terrenos adiantados e em mais uma corrida Acuña foi “obrigado” a cometer falta. Já tinha amarelo, recebeu o segundo e foi expulso. Sporting com menos um jogador, a vencer por dois golos e com o adversário a carregar. Problema? Não para este Sporting.

O jogo não pára – estamos com sessenta minutos – e atenção a Bruno Fernandes: que passe fantástico – mais um – a deixar Diaby isolado. O maliano não temeu o seu destino e com grande classe atirou em arco para a baliza de André Ferreira. Grande festa, 4-1 e mais um jogo do Sporting “de Keizer” com goleada.

A partir daqui a intensidade baixou, finalmente. Não que não estivéssemos a gostar, mas seria de prever, depois de um final de primeira parte e um início de segunda tão exigentes fisicamente. Ainda que com menos um jogador, o Sporting foi controlando a partida, ainda que o Aves até tenha tido mais ocasiões de perigo a partir do golo de Diaby.

Derley (70′) e Defendi (81′) com cabeceamentos por cima e Nildo (72′) e Rodrigues (89′) com remates perigosos, ainda podiam ter emagrecido o resultado, mas ora a pontaria estava desafinada ora Renan defendia. Do lado do Sporting assistiu-se apenas a mais um remate: o recém entrado Bruno César atirou ao lado com muito perigo ao minuto 85′.

Contudo, com mais ou menos remates, só uma coisa importava: mais uma vitória e mais uma goleada para os “leões”. O resultado até pode ser enganador, mas já são quatro triunfos seguidos, com 17 golos marcados e quatro sofridos. Uma média de quase cinco golos por jogo desde que o técnico holandês chegou e segundo-lugar para os verdes-e-brancos. Keizer diz que não fez nada, mas uma coisa parece cada vez mais evidente: este Sporting, a jogar assim, ganha sempre que “Keizer”.

Onzes Iniciais:

Sporting CP: Renan, Coates, Mathieu, Acuña (expulso ao minuto 54 por acumulação de amarelos), Bruno Gaspar, Gudelj, Wendel (Jefferson, 58′), Bruno Fernandes, Diaby (Bruno César, 71′), Nani (C) e Bas Dost.

CD Aves: André Ferreira, Rodrigo Soares, Defendi, Vítor Costa, Rúben Oliveira (Ricardo Rodrigues, 64′), Elhouni (Derley, 58′), Nildo Petrolina, Amilton, Ponck, Vítor Gomes e El-Adoua (Luis Fariña, 79′).

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