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A história duma dinâmica praticamente imparável | Sporting

Fernando Coelho · 2 min

Trincão, Diomande e Gonçalo Inácio
Foto: Diogo Cardoso / Bola na Rede

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Sporting

O Sporting 2023/24, com especial ênfase para o período desde o novo ano, é uma equipa que dificilmente pode ser contrariada. Depois de uma vitória 0-4 em Barcelos, diante do Gil Vicente, fica cada vez mais clara a confiança dos leoninos, suportada por uma dinâmica coletiva que alimenta a vitória.

Mas de que forma? Numa fase embrionária da temporada, o conjunto de Rúben Amorim era acusado (algumas vezes com razão) de Gyo-dependência. O jogo na profundidade, a privilegiar a velocidade e capacidade de choque do sueco, foi um pesadelo para os defesas adversários, que recorriam muitas vezes à falta para travar o poço de força que já tem 22 golos no campeonato, o melhor marcador da Liga. Houve, por isso, um jogo muito focado em aproveitar as qualidades do ex-Coventry.

No entanto, em abril, pensar isso é ser incapaz de reconhecer a franca evolução do jogo do Sporting. Em Barcelos foi patente, há uma equipa extremamente diversificada e letal em vários capítulos de jogo. Nos duelos e de costas para a baliza, Gyokeres foi particularmente eficaz contra Gabriel Pereira e Rúben Fernandes – sem antídoto – e isso representou, desde logo, uma grande dificuldade para os gilistas, mas não só por aí.

Daniel Bragança a festejar golo no Sporting x Farense
Fonte: Luís Batista Ferreira / Bola na Rede

Em ataque posicional, com Daniel Bragança a ser o cérebro do jogo leonino, houve muita qualidade no jogo interior e nas combinações. Trincão e Pote deslocaram-se várias vezes para o meio e trouxeram dores de cabeça à defesa rígida do Gil.

Trincão celebra golo no Gil Vicente x Sporting
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Um ponto também em que o Sporting foi claramente superlativo: recuperação em zonas adiantadas. Os líderes do campeonato marcaram dois golos nesse momento do jogo e causaram um grande desconforto à equipa (neste jogo) comandada por Carlos Cunha. Com os gatilhos de pressão bem definidos, receber a bola de costas para o marcador trouxe dissabores ao galo, que foi obrigado a optar pela opção mais longa, para não arriscar sofrer.

Sem grande dependência do cruzamento ou dos corredores laterais, o leão soube envolver Geny, especialmente, e Esgaio na manobra ofensiva, sobretudo em combinações com o homem mais adiantado. As dificuldades para defender as movimentações foram nítidas.

O Sporting 2023/24 é o exemplo de uma equipa muito completa. As vitórias trazem confiança, e o conjunto de Rúben Amorim transpira por todos os poros a tranquilidade no seu jogo. Anular o jogo dos leões tem-se revelado uma missão árdua para qualquer adversário e assim continuará a ser, até ao fim do campeonato.

Fernando Coelho

Redação Bola na Rede · ver artigos

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