Sporting, mas porquê quase?

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sporting cp cabeçalho 1Vamos para a sexta e última jornada da Liga dos Campeões. Estamos em terceiro lugar, sem possibilidades de passarmos aos oitavos de final da competição, restando-nos apenas a luta por um dos lugares na Liga Europa. Sim, porque nem isso temos assegurado, tendo que disputar esta vaga com o Légia de Varsóvia.

O que se passou com o Sporting? O grupo, à partida, não era fácil; pelo contrário. O Real Madrid, que procura a décima segunda taça, era o adversário mais complicado, à partida. Por outro lado, o Borussia de Dortmund, que também já foi o vencedor da competição, em 1996-1997, e finalista da época 2012-2013 (perdida para o Bayern de Munique), também procura a reafirmação na Liga dos Campeões. Que sobra? Um Sporting Clube de Portugal, com garra para passar à próxima fase e para derrubar gigantes, e um Légia de Varsóvia que, infelizmente para equipa, estava praticamente condenado antes dos primeiros 90 minutos na competição.

Bruno César foi uma das revelações na passagem pela Liga dos Campeões Fonte: UEFA
Bruno César foi uma das revelações na passagem pela Liga dos Campeões
Fonte: UEFA

O calendário do Sporting, a começar logo no Santiago Bernabéu, não facilitou muito. O embate com o “gigante maior” poderia dar ou mais motivação para sair de lá com pontos, ou levar uma chicotada física e psicológica com uma goleada, mas… surpresa das surpresas. Os leões combateram como tal, com a garra e ambição que lhes é conhecida e pedida pelos adeptos. Começaram a ganhar e perderam por um golo aos 94 minutos. Por pouco que não arrancavam para uma caminhada que poderia ser fenomenal para a equipa, com todos os benefícios que poderia trazer. O jogo, em casa, contra o Légia, já foi uma boa imagem de um Sporting que queria lutar pela passagem aos oitavos, com uma equipa superior a nível táticos e técnicos, que deu esperanças a todos os adeptos do clube. Mas a sina diria que a derrota, da jornada seguinte, fosse inglória para o esforço de uma equipa que jogou de igual para igual com o seu adversário, onde nem sempre é a jogar melhor que a vitória acontece. A ida ao Signal Iduna Park vaticinou, em grande parte, todas as aspirações. O jogo foi uma réplica do de Alvalade, com uma imerecida derrota. O último jogo, em casa, frente ao Real Madrid, foi outro quase: quase que faziam pontos. Quase que havia um empate, no final. Quase que se aspirava a uma vitória, com toda a moral que o golo de Adrien Silva trouxe.

O breve resumo que fiz destes jogos foi visto por todos, quer sportinguistas, quer não. O que eu pergunto, e que gostaria de saber, é o porquê de ficarmos por este quase. O que nos falta? Mostrámos que somos bons o suficiente para fazer frente a grandes. Que não somos um frágil David frente a um Golias poderoso. Que temos potencial para passar. Que sina é esta?

Resta-nos lutar por um lugar na Liga Europa. Aproprio-me de uma música do Euro 2004 para perguntar: mas porquê quase? Não passámos à próxima fase.

Foto de Capa: Sporting CP

Marta Reis
Marta Reishttp://www.bolanarede.pt
Serrana e Sportinguista de gema. Doente por futebol desde que se conhece e apreciadora de ténis e NBA.                                                                                                                                                 A Marta escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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