Publicidade

Um futebol para totós

Nuno Almeida · 3 min

Um futebol para totós

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

sporting cp cabeçalho 2Ao que parece, no futebol tudo pode ser nada, e nada pode ser tudo, dependendo da definição que se consiga dar ao tudo e ao nada.

Como tudo depende da definição que se dê a cada palavra ou expressão, as instituições que definem as leis devem ter muito cuidado e tentar abranger todas as situações que possam ficar em zona escura, passível de ser contornada.

Todos sabemos que apesar dos esforços para tentar tornar o futebol mais verdadeiro e transparente, haverá sempre quem tente ganhar vantagem aproveitando lacunas nas leis a aplicar, e por isso devemos perceber o que é agressão, e quando se deve considerar agressão, se há empurrão com intensidade, se é que interessa a questão de haver intensidade, se há bola na mão ou mão na bola, se isso importa, e em que situações acontece uma e outra com as respectivas penalizações.

O video-árbitro está ainda muito limitado quanto às situações onde pode actuar Fonte: FFF - Fédération Française de Football
O video-árbitro está ainda muito limitado quanto às situações onde pode actuar
Fonte: FFF – Fédération Française de Football

Porque se, apesar de investir em vídeo-árbitros e em formação de árbitros, continuar sempre a prevalecer a subjectividade de análise do mesmo, então não valerá a pena gastarem tanto dinheiro. E já agora, naqueles lances em que há erro não sancionado pelo vídeo-árbitro, quem terá a má nota? O árbitro, ou o vídeo-árbitro?

Devemos também perceber qual a definição que se dá à expressão “intervenção do Estado” no futebol português. Porque alguns pedirão que aconteça para dar justiça e credibilidade ao desporto, outros pedirão aos amigos que trabalham no Estado, que interfiram em seu favor, para os seus (deles) interesses.

Quanto a grande investimento, deve isso ser definição para o valor de dez jogadores que irão acrescentar qualidade a uma equipa que quer lutar por títulos, ou para vinte que foram adquiridos apenas para reordenar a qualidade das equipas ditas pequenas do campeonato?

No futebol português deve também ficar definido em que termos é possível matar adeptos rivais sem que os mesmos sejam imediatamente criticados, condenados em vez de desculpados pelo local onde o acontecimento ocorreu.

Ah, e já agora, defina-se o que é crime, porque anda meio mundo a instaurar processos a outro meio mundo, por levantamentos de suspeitas, mas condenar situações que já se perceberam ser verdadeiras está difícil.

Este troféu só foi possível ser disputado porque o estádio não estava interdito Fonte: Sporting CP
Este troféu só foi possível ser disputado porque o estádio não estava interdito
Fonte: Sporting CP

No meio disto tudo, só agradeço que o Sporting não tivesse o seu estádio interdito para poder disputar o troféu “Cinco Violinos” em Alvalade, ou aí fazer a apresentação do seu plantel (conjunto desorganizado de jogadores, a necessitar de orientação para formar uma equipa). E nas bancadas, lá estavam os grupos organizados de adeptos a apoiar (i.e. claques), com tarjas e bandeiras ao vento, mesmo podendo não ser ainda eles “marcas registadas”. Aposto que se estivesse interdito, nada disso poderia ter acontecido.

E, já agora, quero relembrar ao meu presidente que definição de protesto não é comportar-se exactamente como os outros querem que se comporte, mas sim, agir contra as suas vontades. Quanto a nós, os totós, continuaremos por cá a tentar acreditar que tudo se irá resolver com o vídeo-árbitro, e que as entidades da justiça estão efectivamente a investigar todas as situações que têm vindo a público.

No jogo jogado, apenas espero que só contem as bolas que cruzam a linha de baliza (i.e. golos) de forma legal (i.e dentro das leis de jogo) e que ganhem as equipas mais competentes a jogar futebol dentro de campo, com os pés (exceptuando os guarda-redes). Definam é exactamente como são essas leis, para que todos se possam reger pelas mesmas, e sancionados da mesma forma.

Perceberam ou não? Totós.

Foto de capa: Bola na Rede

Nuno Almeida

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.