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Como tudo depende da definição que se dê a cada palavra ou expressão, as instituições que definem as leis devem ter muito cuidado e tentar abranger todas as situações que possam ficar em zona escura, passível de ser contornada.
Todos sabemos que apesar dos esforços para tentar tornar o futebol mais verdadeiro e transparente, haverá sempre quem tente ganhar vantagem aproveitando lacunas nas leis a aplicar, e por isso devemos perceber o que é agressão, e quando se deve considerar agressão, se há empurrão com intensidade, se é que interessa a questão de haver intensidade, se há bola na mão ou mão na bola, se isso importa, e em que situações acontece uma e outra com as respectivas penalizações.

Fonte: FFF – Fédération Française de Football
Porque se, apesar de investir em vídeo-árbitros e em formação de árbitros, continuar sempre a prevalecer a subjectividade de análise do mesmo, então não valerá a pena gastarem tanto dinheiro. E já agora, naqueles lances em que há erro não sancionado pelo vídeo-árbitro, quem terá a má nota? O árbitro, ou o vídeo-árbitro?
Devemos também perceber qual a definição que se dá à expressão “intervenção do Estado” no futebol português. Porque alguns pedirão que aconteça para dar justiça e credibilidade ao desporto, outros pedirão aos amigos que trabalham no Estado, que interfiram em seu favor, para os seus (deles) interesses.
Quanto a grande investimento, deve isso ser definição para o valor de dez jogadores que irão acrescentar qualidade a uma equipa que quer lutar por títulos, ou para vinte que foram adquiridos apenas para reordenar a qualidade das equipas ditas pequenas do campeonato?
No futebol português deve também ficar definido em que termos é possível matar adeptos rivais sem que os mesmos sejam imediatamente criticados, condenados em vez de desculpados pelo local onde o acontecimento ocorreu.
Ah, e já agora, defina-se o que é crime, porque anda meio mundo a instaurar processos a outro meio mundo, por levantamentos de suspeitas, mas condenar situações que já se perceberam ser verdadeiras está difícil.

Fonte: Sporting CP
No meio disto tudo, só agradeço que o Sporting não tivesse o seu estádio interdito para poder disputar o troféu “Cinco Violinos” em Alvalade, ou aí fazer a apresentação do seu plantel (conjunto desorganizado de jogadores, a necessitar de orientação para formar uma equipa). E nas bancadas, lá estavam os grupos organizados de adeptos a apoiar (i.e. claques), com tarjas e bandeiras ao vento, mesmo podendo não ser ainda eles “marcas registadas”. Aposto que se estivesse interdito, nada disso poderia ter acontecido.
E, já agora, quero relembrar ao meu presidente que definição de protesto não é comportar-se exactamente como os outros querem que se comporte, mas sim, agir contra as suas vontades. Quanto a nós, os totós, continuaremos por cá a tentar acreditar que tudo se irá resolver com o vídeo-árbitro, e que as entidades da justiça estão efectivamente a investigar todas as situações que têm vindo a público.
No jogo jogado, apenas espero que só contem as bolas que cruzam a linha de baliza (i.e. golos) de forma legal (i.e dentro das leis de jogo) e que ganhem as equipas mais competentes a jogar futebol dentro de campo, com os pés (exceptuando os guarda-redes). Definam é exactamente como são essas leis, para que todos se possam reger pelas mesmas, e sancionados da mesma forma.
Perceberam ou não? Totós.
Foto de capa: Bola na Rede













