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O período de testes do Sporting Clube de Portugal terminou na última sexta-feira. O próximo jogo, no dia 13, em casa frente ao Marítimo já será o primeiro de 34 rumo ao objetivo primordial: o título de campeão nacional.
Este período de pré época ficou claramente marcado por dois fatores: a chegada tardia dos campeões da Europa e o tipo de adversários que os vice campeões nacionais optaram por enfrentar. Rui Patrício, Adrien Silva, William Carvalho e João Mário falharam o estágio na Suíça e apenas estiveram em pleno nas últimas três partidas, ainda que Rui Patrício também tenha jogado na apresentação aos sócios.
Por outro lado, Jorge Jesus optou por defrontar várias equipas que estavam numa fase mais adiantada da preparação. O Monaco já jogou no apuramento para a Liga dos Campeões, o Villarreal vai estar presente no playoff, o Zenit já disputou a supertaça nacional e iniciou a liga, o PSV entrou esta semana no campeonato e o Lyon também já disputou a supertaça. Basicamente, isto significa que Jorge Jesus optou por defrontar equipas num estado mais adiantado da sua fase preparatória, com vista a dar mais intensidade aos seus jogadores e observar elementos menos conhecidos e menos rodados em momentos de dificuldade elevada.

Fonte: Sporting CP
No estágio, o Sporting disputou quatro jogos, tendo apenas conseguido uma vitória, perante o modesto Stade Nyonnais. De resto, 13 golos sofridos e apenas três marcados frente a Monaco, Zenit e PSV Eindhoven. Jogos muito maus do ponto de vista defensivo, com erros coletivos, erros individuais, insegurança dos guarda-redes e inúmeras faltas de concentração de quase todos os jogadores. Nem os titulares Coates e Ruben Semedo escaparam à avalanche de erros. Foi um Sporting irreconhecível, que ansiava pela chegada dos campeões europeus, para ajudarem a enquadrar os reforços, e os jovens que vieram dos empréstimos da época passada.
Na semana seguinte ao estágio, os “verde e brancos” disputaram três partidas onde estiveram bem melhores do ponto de vista exibicional e onde saborearam os três resultados possíveis: perderam frente ao Lyon na apresentação aos sócios por 1-0, empataram a zero com o Villarreal em Badajoz e venceram o Wolfsburgo por 2-1 no Troféu Cinco Violinos. Os raspanetes de JJ aos jogadores do setor defensivo deram resultado e o Sporting apresentou-se de forma bem mais consistente em campo; contudo, faltou sempre alguma acutilância ao ataque nos dois primeiros jogos, onde ainda não estavam os campeões europeus e Slimani teve utilização escassa. Na partida com o Wolfsburgo, aquela que foi encarada de modo mais sério, pois foi disputada em Alvalade, os “leões” já estiveram bem mais próximos daquilo que mostraram na temporada passada. Adrien, William, João Mário e Slimani transmitem outra segurança, intensidade e qualidade ao futebol leonino; isso é absolutamente indesmentível.
Nesta última semana, os dois jogos no Algarve não foram bons, com uma derrota frente ao Betis e um empate frente ao Nice. Voltaram as falhas de concentração no setor mais recuado e as dificuldades na finalização. Não fosse Rui Patrício contra os franceses (como sempre) e teríamos perdido também frente ao Nice. O que podemos retirar desta pré época são as várias lições que podemos retirar do assustador número de golos sofridos que averbámos. Estas falhas de concentração são inadmissíveis a nível oficial e espero bem que as exibições voltem àquilo que vimos em março, abril e maio deste ano.
No que toca ao capítulo do plantel, existem algumas lacunas ainda por preencher, nomeadamente no ataque, onde Slimani, Alan Ruiz, Daniel Podence e Bryan Ruiz são as únicas hipóteses do momento. Falta um ponta de lança que seja alternativa ao argelino e que o substitua em janeiro, quando ele for para a Taça das Nações Africanas. De resto, com a contratação de Beto, fica fechada a baliza. O super guarda-redes Rui Patrício e Beto no plantel principal, com Vladimir Stojkovic e Pedro Silva na equipa B, formam o núcleo de guardiões para a temporada. Azbe Jug deve ser emprestado para ganhar rodagem. Na defesa, Schelotto e João Pereira assumem a lateral direita, enquanto na esquerda Zeegelaar e Jefferson estão “em testes” para evitarem que JJ vá mesmo contratar um lateral esquerdo. Pelo meio, penso que Coates, Ruben Semedo, Paulo Oliveira e Naldo, por esta ordem hierárquica, podem formar o quarteto de opções.

Fonte: Sporting CP
No meio campo, William, Adrien e João Mário são elementos intocáveis, caso não saiam do plantel, o que só acredito que ainda seja possível no caso do camisola 17. Marcelo Meli, Bruno César e João Palhinha parecem-me ser opções bastante válidas, ao contrário de Petrovic, que parece ser bom jogador mas está ainda lento, Aquilani, que deve ter guia de marcha do grupo de trabalho, e Bruno Paulista, que está à procura do seu espaço após um longo período de recuperação de lesões.
Nas alas, Gelson Martins e Iuri Medeiros serão as alternativas de qualidade relativamente aos elementos que serão mais vezes titulares naquelas posições: Bryan Ruiz, João Mário e até Bruno César. Os dois jovens “leões” partem na frente em relação a Matheus Pereira, que até poderá ser emprestado, e Carlos Mané, que está mais perto de sair do plantel do que de ficar. Na frente, a questão já abordada. Parece-me que a dupla Alan Ruiz/Slimani será a mais utilizada ao longo da temporada, mas faltam alternativas credíveis para agarrar a titularidade em caso de necessidade.
Dito isto, que role a bola a sério. Dia 13 está quase aí e Alvalade deve ir ao êxtase na receção ao Marítimo.
Foto de capa: Sporting CP














