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Noite agradável no Bonfim, ainda assim com um estádio pouco composto. O Vitória apresentou-se com oito alterações no onze inicial, relativamente à última partida e o Sporting com cinco.
A equipa da casa começou com a força toda e fez o primeiro remate do jogo logo no primeiro minuto. O Vitória continuou muito pressionante, com o Sporting a criar também algum perigo, mas foram mesmo os sadinos a chegar primeiro ao golo. Venâncio inaugurou o marcador aos 19 minutos, perante a passividade da defesa leonina.
Os leões reagiram ao golo e foram, aos poucos, subindo cada vez mais no terreno, mas sem eficácia. Já o Vitória continuou a criar muito perigo à baliza de Beto e quase chegou ao 2-0 aos 34 minutos. Velocidade e atenção eram as maiores falhas da equipa visitante. O primeiro amarelo do jogo surgiu já depois da meia hora para o número 47 do Sporting: Esgaio.
A primeira parte seguiu com lances de algum perigo por parte de ambas as equipas, sendo que os rapazes de Setúbal foram mais atrevidos que os de Alvalade. O intervalo chegou com os sadinos em vantagem. Jorge Jesus deveria aproveitar os 15 minutos para acertar os erros cometidos, especialmente, pela defensiva dos leões.
A segunda metade da última jornada da Taça CTT começou com o técnico leonino a mexer na equipa. Foram a jogo Bas Dost e Gelson, para substituir Bryan Ruiz e Markovic que ficaram no balneário e que pouco ou nada tinham feito nos primeiros 45 minutos. Sem sombra de dúvida, o Sporting entrou muito mais agressivo que na primeira parte e começou desde cedo a criar problemas à defesa sadina. Com dez minutos de jogo, já tinha sido mal assinalado um fora de jogo e não assinalado um canto à equipa visitante.

Entretanto, e depois de sair para ser assistido, Vasco Costa acabou mesmo por ser substituído, tendo entrado Bonilha para o seu lugar. Couceiro apostou, assim, no reforço do seu meio campo. Numa subida clara de rendimento da equipa de Jorge Jesus, o Vitória conteve-se mais, mas nem assim deixou de criar perigo à baliza de Beto. O Sporting acabou por esgotar as suas alterações perto da meia hora, saindo o já amarelado Castaignos para entrar André Filipe.
Ambas as equipas corriam pela vida. O Vitória tentava, desesperadamente, manter o resultado, enquanto os leões pressionavam ostensivamente, em busca do golo do empate e este chegou mesmo com dez minutos ainda por jogar. Elias, depois de um jogo muito apagado, colocou o Sporting na liderança do grupo. Ficou apenas a dúvida se este controlou a bola com o peito ou com o braço.
Rui Oliveira, juiz desta partida, deixou muito a desejar na segunda parte do jogo, contrariando até, indicações dos seus assistentes. Erros do árbitro que, de alguma forma, foram prejudicando as duas equipas durante os últimos 45 minutos. A apenas três minutos do final do tempo regulamentar, o Sporting continuava por cima da partida, ainda que com menos intensidade. O Vitória, mais desconcentrado que na primeira parte, perdia as suas jogadas no terceiro quarto do campo. Houve ainda tempo para um penálti, muito discutível, para o Vitória no último minuto de jogo. Gerou-se a confusão em campo e choveram amarelos. Edinho foi chamado a converter a penalidade e não cedeu. O Vitória conseguiu vencer a partida e o Bonfim ficou ao rubro.
Quem disse que a festa da Taça é só na prova rainha?
Final emocionante numa noite que merecia mais adeptos no estádio. Assim, Vitória segue em frente na competição, justamente, pois, ao contrário do Sporting, nunca baixaram os braços e acreditaram até ao fim.
A FIGURA:

Edinho- Não querendo ser injusta para com Venâncio, que fez uma exibição excelente, tenho de dar este lugar a Edinho. No último minuto, ganha a falta e, com frieza, num momento emocionante e decisivo, marca o golo que leva o Vitória para a Final Four.
O FORA-DE-JOGO:

Arbitragem- Depois de uma primeira parte tranquila, Rui Oliveira e a sua equipa, deixaram muito a desejar. Faltas, cantos e foras de jogo não assinalados para ambos os lados. O golo do Sporting, em que fica a dúvida se Elias controla com o peito ou o braço e, o penalti, no último minuto de jogo, muito duvidoso.
Conferência BnR:
Pergunta – O Vitória mereceu este resultado e teve a estrelinha mesmo no fim do jogo. Claro que jogou bem, especialmente na primeira parte, penso que nisso estamos de acordo. Mantenho a pergunta que lhe fiz a semana passada: até onde acha que pode ir o Vitória nesta competição e se a pode efetivamente vencer?
José Couceiro – Neste momento, chegando a uma meia final, obviamente que vamos querer estar na final, tal como o nosso opositor na meia final, que será Braga, Marítimo ou Rio Ave, e digo isto pela ordem, não pela classificação. Nós queremos, de facto, passar essa meia final e chegar à final. Mas o principal objetivo do Vitória é a manutenção da primeira liga. Neste momento temos 19 pontos, precisamos de fazer muitos pontos ainda para chegarmos ao nosso objetivo. Não nos podemos esquecer do que aconteceu o ano passado com o Vitória, que dobrou a primeira volta com 22 pontos e na segunda volta só fez oito. Acabou com 30 e na última jornada conseguiu não descer de divisão. É fundamental para o projeto do Vitória, para a vida do Vitória manter-se na primeira divisão. Portanto, a Taça da Liga é uma competição interessante, é uma competição que nós vamos querer disputar, que estamos a valorizar, fazendo alguma rotação de jogadores, mas jogando de forma séria para podermos vencer e permita-me neste aspeto uma palavra para o Varzim e para todas as equipas da segunda liga que também dão dimensão a esta taça da liga. E o Varzim teve o apuramento hoje, também queriamos saber o resultado deles. Tivemos também cuidado com as idades. Agora, claro, este desempate da Taça da Liga por idades, obviamente, que para uma equipa grande que perde por isto das idades, é muito mais penalizado. Agora já não há esse critério para essas meias finais e nós iremos tentar chegar à final.
Pergunta – O Vitória teve a estrelinha esta noite mesmo no fim do jogo. Qual foi a sensação de, no último minuto, se apurar para a final four?
Frederico Venâncio – É um momento de enorme felicidade por parte de toda a gente. Acho que os festejos dizem isso. E a equipa ganhar, da maneira que foi o jogo, bem disputado, e a uma equipa grande no ultimo minuto é uma sensação que nos leva ao êxtase. Foi muito importante para nos dar mais confiança para o próximo jogo. Além disso, soube bem começar o ano de 2017, a jogar em casa e passar à próxima fase e ganhar a uma equipa grande.
O Sporting CP não compareceu na conferência de imprensa.













