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Depois de assistirem à vitória do Sporting frente ao Marítimo no passado domingo, Estoril Praia e Feirense estreavam-se na Taça da Liga com o embate no António Coimbra da Mota.
As duas equipas têm apresentado um futebol bastante positivo e estão ambas a passar bons momentos, mas em realidades diferentes: os dois conjuntos contam apenas com uma derrota nos respetivos escalões.
O jogo começou com um ritmo relativamente elevado para ambas as equipas. Foi percetível, desde muito cedo, que as duas equipas iriam à procura dos três pontos. Porém, foi a equipa da linha que primeiro esteve perto do golo: aos seis minutos Aylton efetuou um passe magistral e lançou Roberto; o avançado rececionou mal a bola e permitiu que Brígido, guardião do Feirense, travasse as suas intenções.
Todavia, não foi preciso esperar muito mais para se ver um golo na Amoreira…e logo dos homens da casa! Após uma falha defensiva clamorosa dos homens de Santa Maria, Roberto apareceu, de forma oportuna, na cara do guardião. Tentando passar por Brígido, o avançado acabou mesmo por ser derrubado e André Narciso apontou perentoriamente para a marca dos 11 metros. Kléber não tremeu e atirou a contar: bola para um lado e guarda redes para o outro. Estavam abertas as hostilidades no António Coimbra da Mota.
Os homens de Nuno Manta Santos foram logo à procura do tento da igualdade e apenas três minutos depois estiveram muito perto do golo: após um livre direto, Philipe apareceu ao segundo poste e com tudo para fazer o golo atirou ao lado e desperdiçou uma enorme oportunidade.
Demonstrando ser uma equipa bastante matura, os canarinhos reagiram bem ao golo e controlaram quase todos os ímpetos dos nortenhos…pelo menos até ao vigésimo primeiro minuto. Philipe remediou-se da oportunidade perdida e, após um canto batido do lado esquerdo. apareceu ao primeiro poste e repôs a igualdade no marcador.
Mesmo com o controlo estorilista, o jogo arrefeceu e foi preciso esperar até ao último minuto da primeira parte para o cheiro a golo voltar a aparecer. Igor brilhou com uma magnífica intervenção e, na sequência da jogada, o Feirense adiantou-se no marcador: numa jogada de canto estudada, Briseño apareceu ao segundo poste completamente isolado e, sem qualquer dificuldade, colocou o Feirense na frente do marcador.
Logo de seguida, as duas equipas recolheram ao balneário. Numa primeira parte em que o Estoril Praia até foi superior, o marcador dava vantagem aos homens de Vila da Feira e antevia uma segunda parte bastante disputada.
Se, por um lado, o primeiro tempo até foi bastante positivo, o mesmo não pode ser dito do segundo. O Feirense jogou com o resultado e, sem dominar, controlou o jogo de uma forma típica de Nuno Manta Santos: matura e eficaz.

Fonte: Bola na Rede
Pecando sempre pela falta de objetividade, a equipa cascalense só teve perto do golo aos 64 minutos. João Patrão passou por dois defensores e atirou colocado com a bola a passar muito perto do poste direito de Brigido.
Este lance despoletou o jogo ofensivo dos canarinhos e, logo de seguida, foi Dadashov quem esteve muito perto do golo. O avançado natural do Azerbeijão recebeu a bola à entrada da área, rodopiou e disferiu um potente remate. Sem hipóteses de defesa, o guardião do Feirense viu a bola a passar pouco por cima da barra.
Já quase ao cair do pano, aos 86 minutos, Gustavo teve o empate nos pés. Dadashov recuperou a bola no meio campo e entregou a bola a João Patrão. O médio conduziu o contra-ataque e colocou o esférico já na pequena área para Gustavo, de forma escandalosa, falhar o golo.
O jogo terminou e os homens do Feirense tinham mais do que razões para sorrir: venceram na casa de uma equipa que atravessa um bom momento de forma, pontuaram fora de casa e igualaram o líder do grupo. Quanto ao Estoril, mesmo tendo sido superior na primeira parte, notou-se que é uma equipa não tão matura e faltou objetividade no jogo ofensivo.
ONZES INICIAIS:
GD Estoril-Praia: Igor, Gomes, J. Vigário, Kléber (Subst. Dadashov), Gonçalo (Subst. Gustavo), J. Patrão, Roberto, Roberto, P. Queirós, João Pedro, Aylton (Subst. Filipe), Sandro Lima.
CD Feirense: Brígido, Tiago Gomes (Subst. Vítor Bruno), Briseño, Machado, Tiago Silva, Cris, João Silva, Mesquita, Crivallaro, Sturgeon (Subst. Tavares), Philipe.
A FIGURA:

Nuno Manta Santos – Apesar de ter ido para o intervalo de forma algo injusta, fez com que a sua equipa controlasse por completo o jogo na segunda parte. Sempre muito coesa, a equipa de Santa Maria da Feira conquistou os três pontos e parte assim para a segunda jornada em igualdade pontual com o líder do grupo, o Sporting Clube de Portugal.
O FORA-DE-JOGO:

Gustavo – Entrou com o claro objetivo de desequilibrar. Não o conseguiu. Para além disso, decidiu mal num bom par de jogadas e com tudo para fazer o empate falhou de forma escandalosa. Foi claramente um tiro falhado do técnico estorilista.
CONFERÊNCIA BnR:
CD Feirense
BnR: Depois de uma vitória difícil frente a este Estoril e tendo em conta que o Feirense só tem uma derrota, qual tem sido a chave para o bom início de época?
Nuno Manta Santos: Trabalho diário, organização, espírito de cultura “Feirense”, ou seja, disputar os jogos todos pela vitória. Sabemos que temos de sofrer, sabemos as dificuldades que o adversário nos ia criar. Fomos solidários defensivamente e fechámos a baliza, umas vezes bem outras vez não, mas conseguimos a vitória, que era o mais importante
GD Estoril-Praia
BnR: Tendo em conta que o principal objetivo é a subida de divisão, e depois desta derrota, de que forma é que o Estoril irá encarar a Taça da Liga a partir de agora?
Luís Freire: Vai encarar como encarou este jogo: com a ambição de que pode jogar contra qualquer equipa em Portugal. Temos a noção de que não vamos ganhar os jogos todos, mas queremos demonstrar a qualidade do Estoril e aquilo de que somos capazes.
Rescaldo com opinião de Inês Santos e Guilherme Anastácio
Foto de Capa: Bola na Rede








